Mini-Quiches de Beringela e Cebola Roxa

Andava com vontade de uma quiche, confesso… (e não digo desejos para não lançar boatos infundados sobre um possível bebé a caminho 🙂 ). Desde que deixei de consumir glúten que é raro poder comer quiches fora de casa, não é fácil encontrar locais onde as vendam. Por isso nada como meter literalmente as mãos na massa e inventar uma receita de quiche sem glúten que satisfizesse as minhas papilas gustativas.

Decidi usar as farinhas que tinha em casa e eis que surgiu uma massa simples, boa de trabalhar e que ficou bem saborosa. Em relação ao recheio mais uma vez usei o que andava perdido no frigorífico: meia beringela e um pacote de natas de aveia aberto há uns dias. Ainda juntei cebola roxa para dar mais sabor. E não podia ter ficado mais contente com o resultado! Ficaram mesmo boas…

Em jeito de curiosidade, sabiam que a cebola é um alimento excelente para a saúde? Eleva o bom colesterol, purifica o sangue, ajuda os rins e é útil para combater doenças respiratórias e digestivas. A cebola roxa é ainda rica em antioxidantes e é a minha preferida pelo sabor mais suave e adocidado. É ótima em saladas e assada no forno.

Para estas quiches usei umas formas mini bem engraçadas (comprei aqui) e fiz só duas unidades para testar. Mas podem duplicar a dose e fazer 4 logo de uma vez, para a próxima é o que vou fazer dado o sucesso da experiência.

Algum adepto de quiches e tartes salgadas com uma boa receita sem glúten para partilhar? 🙂

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Nuggets de Legumes

Acho que qualquer criança (ou adulto) fica com um brilhosinho nos olhos quando ouve falar de nuggets. Provavelmente pela influência das grandes cadeias de “fast food”,  como Mac Donald’s e afins. Mas eu sou adepta da “slow food” e, como tal, decidi recriar uns nuggets na sua versão vegan e saudável. E não é que ficaram uma maravilha?

Ora vamos às vantagens desta iguaria:

– São super saborosos!!!
– Preparam-se em poucos minutos (falta de tempo não é desculpa para não se comer bem!)
– São aptos para quem seja vegan, intolerante à lactose e/ou ao glúten (usando aveia isenta de glúten ou, em alternativa, farinha de arroz)
– São feitos no forno, sem gordura
– Têm imensos legumes (ideais para crianças mais seletivas esquisitas 🙂 )
– Podem ser dados a bebés (desde que começam a comer alimentos sólidos)
– Podem ser congelados e estão sempre à mão, prontinhos, para quando for necessário
– Servidos frios ou quentes, são sempre muito agradáveis, até para levar para a praia ou para o almoço no trabalho/escola

Podem variar os legumes e os condimentos e criar versões diferentes. Nem a monotonia é aqui um impedimento! Face ao exposto, ainda conseguem não experimentar?

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Trufas Cruas de Cenoura e Coco

O ser humano é feito de hábitos… E muitas vezes custa-nos a dar a volta a hábitos de infância que nos foram transmitidos pelos nossos pais ou avós. Ou pela própria sociedade. Eu sempre tive o (mau) hábito de comer um docinho depois das refeições. Desde criança que o almoço e o jantar terminavam com chá e bolinhos ou bolachas. Muitas vezes eram bolos caseiros feitos pela minha avó mas mesmo assim não deixavam de estar carregados de açúcar (bem branquinho, que na altura nem sequer se conhecia outro). TODOS os dias, a TODAS as refeições! Claro que o organismo se habituou e quando comecei a ganhar consciência da alimentação e a comer melhor, foi uma coisa que me custou a retirar.

A boa notícia é que tudo é possível, basta força de vontade. De início custa, parece que estamos sempre insatisfeitos. Mas depois acabamos por já nem pensar mais nisso. Lá está, o organismo habitua-se. Neste momento apenas como quando tenho fome e alimentos que sei que me vão fazer bem. Se estivermos atentos, vemos uma reação imediata no nosso corpo quando agimos desta forma. Sentimo-nos bem depois das refeições, leves e com energia.

Para os momentos em que está mesmo a apetecer uma coisa doce, o truque é escolher algo igualmente saboroso mas que seja saudável. Como é o caso destas trufas. Sou adepta de trufas e bolinhas energéticas. São super rápidas de fazer e muito saciantes. E têm aquele doce que nos faz elevar a boa-disposição. Claro que também devem ser consumidas com moderação (como tudo) pois normalmente têm um elevado valor calórico. Mas são a melhor opção para ter sempre no congelador e tirar quando a gula aperta.

Estas trufas cruas são frescas, ideais para o Verão. E ficaram bem bonitas… Experimentem!

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Bolo Desperdício Zero

Tanto se fala de alimentação saudável nos dias de hoje… Mas o que é então uma alimentação saudável? Para mim é aquela que nos proporciona saúde, energia, boa-disposição, evolução interior e que nos permite contribuir para um planeta melhor.

É engraçado como normalmente começamos a mudar a nossa alimentação com um objetivo específico: perder peso, ganhar vitalidade, resolver algum problema de saúde… Mas com o tempo apercebemo-nos que a mudança alimentar teve muito mais consequências do que apenas alterar aquilo que colocamos no nosso prato. Os alimentos que ingerimos interferem não só com a saúde do nosso corpo físico como também mexem com as nossas emoções. Alteram a nossa personalidade, o nosso modo de viver e de encarar a própria vida. Ao adotarmos uma alimentação mais saudável tornamo-nos mais alertas para os problemas de sustentabilidade ambiental. Tornamo-nos pessoas mais conscientes. É tudo isto de forma natural…

Eu posso dizer que estes conceitos de proteção do ambiente e redução da pegada ecológica passaram a estar enraízados em mim. Ainda no outro dia o meu marido me dizia para tapar um prato de comida que tinha sobrado com aquele rolo plástico de cozinha e não estava a perceber porque é que preferi tapar de outro modo. Não consigo ir a restaurantes e pedir uma garrafa de água, se esta for de plástico. Se não tiver a minha garrafa de água na mala, peço um copo de água (com a vantagem que ainda fica mais económico! 🙂 ). Se me esqueço dos meus sacos de compras, prefiro não comprar nada a ter de trazer um novo saco. Quando eventualmente compro alguma coisa mesmo necessária que venha numa embalagem, ou utilizo a embalagem para outros fins ou devolvo à loja para que a voltem a utilizar. Em relação aos alimentos, nada se estraga nem deita fora na minha cozinha. A comida que sobra é sempre utilizada nas refeições seguintes ou reutilizada em novos pratos. Quando acabamos de comer não deixamos nada no prato, nem um simples grão de arroz (mais vale tirarmos pouco de cada vez e, se quisermos, repetir). As cascas das frutas servem para fazer águas aromatizadas e as polpas das frutas/legumes que restam dos sumos naturais são utilizadas para fazer hambúrgueres, bolachas ou bolos.

Bolos, assim como este… Um bolo que por acaso foi feito com a polpa das frutas e legumes que sobrou do meu workshop. 🙂 Na altura congelei e quando me apeteceu foi só tirar e usar. Cenoura, beterraba, laranja e maçã… Deu um bolo húmido muito agradável. Não é o melhor nem o mais bonito bolo do mundo… mas é muito saudável e saboroso… e deixa-nos invadidos por uma enorme sensação de bem-estar.

Sugestão: Experimentem colocar o bolo numa taça e por cima deitar fruta fresca, iogurte e frutos secos. É um lanche perfeito!

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40 e um Bolo de Cenoura

Diz o calendário que hoje estou de Parabéns… 🙂 E que já vão 40 anos desde o dia em que nasci.

E eu estou feliz… Porque gosto de fazer anos, porque gosto de recomeços. E sinto que a entrada nos “entas” é um recomeço que vai trazer muitas mudanças positivas na minha vida. Não tenho medo da idade nem de envelhecer, desde que o faça com qualidade. E sei que isso depende muito do estilo de vida, das minhas emoções, da forma como alimento o corpo e a mente. Quero envelhecer bem, aceitando verdadeiramente cada coisa que me acontece. Porque envelhecer faz parte da vida… Só tenho de agradecer, aos meus pais e ao universo, pela oportunidade que me deram para estar aqui e ter esta experiência maravilhosa.

Em jeito de comemoração, deixo-vos um bolo muito simples que fiz para este dia especial. Abri o livro da Ella Woodward (“As Delícias de Ella”) e dei de caras com um bolo de cenoura com uma aspeto fantástico. Adoro bolos de cenoura e este, que junta ananás, cobertura de caramelo de banana e não usa fermento, aguçou-me a curiosidade. Fiz um bolo grande hoje para o lanche (que ainda não abri) e um pequenino – só para mim! – que foi devorado ontem. E que bom que ficou… (já não preciso de dizer que não tem glúten nem açúcar e que é saudável, certo?) 🙂

 

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Croquetes de Grão, Brócolos e Amêndoa

Muitas vezes fico sem ideias para as refeições dos miúdos. Entre almoços e jantares, são muitos pratos, sobretudo porque eles levam almoço para a escola. E eu gosto de diversificar e não lhes dar sempre a mesma coisa, acho que uma alimentação equilibrada deve ser variada, com um bocadinho de tudo. E eles também ganham com isso pois vão-se habituando a vários sabores, a diferentes texturas, e poderão fazer melhores escolhas alimentares quando foram adultos. Claro que todas as crianças são diferentes, há umas com “melhor boca”, o que é o caso do meu filho que desde pequeno sempre comeu muito bem. Já a minha filha é mais seletiva (esquisita) e nem tudo lhe agrada, sobretudo se tiver muito verde. Por isso tenho de ser bastante criativa…

Felizmente os croquetes são sempre uma aposta vencedora. Com verde ou sem verde são sempre bem aceites e são muito práticos para levar nas marmitas. Para além disso, são fáceis de fazer, o que aqui a mãe agradece.

Ora num destes dias de indecisão quanto ao cardápio vi esta receita e fiquei inspirada. Adicionei-lhe o grão (que tinha cozido no frigorífico) e o resultado foi para lá de bom. Saíram uns croquetes super saborosos, crocantes por fora e suaves por dentro. E claro, não podiam ser mais saudáveis, já que são feitos no forno. Ricos em proteína, este croquetes são uma boa opção para variar da carne e do peixe. E podem ser consumidos por pessoas que sigam uma dieta sem glúten.

Só vantagens, portanto… 🙂 Querem experimentar?

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 Barritas de Cenoura e Maçã

O desejo de doces ao fim da tarde ou depois do jantar é um sentimento muito comum… O trabalho, as tarefas obrigatórias da casa e dos filhos, a rotina diária, fazem com que o cérebro nos peça um bocadinho de conforto ao final do dia. E a maneira mais rápida que encontramos para conseguir esse conforto é através dos doces. Isto porque o consumo de açúcar ativa o sistema de recompensas no nosso cérebro devido à libertação de dopamina, uma hormona neurotransmissora que nos maximiza a sensação de prazer e bem-estar (tal como acontece com as drogas como a heroína, por exemplo). E quanto mais açúcar se consome, maior o desejo de se continuar a consumir, sendo muito fácil de se tornar num vício. Um vício que nos traz muitos  malefícios à nossa saúde, podem ver aqui. Falo por experiência própria, em tempos não conseguia acabar o jantar sem uma coisa doce (sempre foi o meu único vício). Desde que comecei a reduzir/eliminar o açúcar noto que essa vontade diminuiu bastante. Não vou dizer que não gosto de um doce de vez em quando, mas sinto que já consigo estar bem se não o comer (já nem mesmo penso nisso).

O meu conselho para quem sofra deste problema é, numa primeira fase, tentar substituir os doces com açúcar por alternativas saudáveis também com sabor doce. Soluções à base de fruta, cenoura, batata-doce, tâmaras, figos secos ou mesmo alguns adoçantes como geleia de arroz. Acreditem, há alternativas que nos fazem sentir ainda mais felizes do que com o açúcar. Porque para além de serem deliciosas, deixam-nos livres de culpa e invadem o nosso corpo de boas energias.

Estas barritas são um bom exemplo… Docinhas, suaves, fáceis de fazer… Sabem bem a qualquer altura do dia. Experimentem!

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Bolinhos de Cenoura e Banana

Para o dia da Criança deixo-vos uns bolinhos que as minhas crianças adoraram… E a mãe, que ainda é um bocadinho criança, também! 🙂

As crianças são mesmo o melhor do mundo e merecem sempre o nosso melhor. E estes bolinhos são do melhor que há: muito saborosos, cheios de ingredientes saudáveis e tão fáceis de fazer…

Não podemos pedir mais, certo? Experimentem!

Feliz dia da Criança!!!

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Bolo de Cenoura e Coco (Sem Glúten)

Estou apaixonada por este bolo… É dos melhores bolos que já fiz, era capaz de o comer todos os dias! E na verdade, é possível, já que é um bolo super saudável, sem açúcar, sem glúten, sem leite e só com ingredientes fantásticos.

Para além disso é saciante, ideal para os lanches ou para quando precisamos de energia. APROVADÍSSIMO pelos miúdos aqui de casa!

Não há mesmo desculpas para não se comer bem, este bolo é muito fácil e rápido de fazer. Bolos comprados cheios açúcar e Es, têm a vida contada!!!! 🙂

Experimentem! Depois dizem-me se gostaram? Tenho a certeza que a resposta vai ser sim… 🙂

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Bolo de Cenoura e Coco (Sem Glúten)

– 2 cenouras
– 1 chav. de farinha de milho
– 1/2 chav. de farinha de arroz integral
– 1/2 chav. de chá de passas
– 1 cháv. de coco ralado
– 1 col. de sopa de fermento para bolos
– 1 colh. de café de bicarbonato de sódio
– 1+1/2 cháv. de leite de arroz
– 4 colh. de sopa de óleo de coco
– 1 colh. de chá de sumo de limão

1. Demolhar as passas durante cerca de 30 min. Passado esse tempo escorrer e triturar num processador de alimentos de modo a criar uma espécie de pasta, com algumas passas ainda inteiras.
2. Ralar as cenouras e reservar.
3. Numa taça grande colocar os ingredientes secos: as farinhas, o coco ralado, o fermento e o bicarbonato de sódio.
4. Numa outra taça misturar os ingredientes líquidos: o leite de arroz, a pasta de passas, o óleo de coco (previamente derretido) e o sumo de limão.
5. Verter a mistura líquida na taça das farinhas e bater bem durante cerca de 1 minuto, até a massa ficar homogénea.
6. Juntar a cenoura ralada e envolver bem.
7. Colocar a massa numa forma rectangular (untada se não for de silicone) e levar ao forno pré-aquecido a 180º entre 30 a 35 minutos.
8. Desenformar e deixar arrefecer numa rede.

Pode-se polvilhar o bolo com coco ralado.

Receita inspirada no livro “Receitas Vegetarianas para Quem Quer Poupar”, da Gabriela Oliveira

Estufado de Grão com Legumes

Cheguei a casa quase à hora de almoço e com duas crianças cheias de fome. Tinha por isso pouco tempo para preparar pratos elaborados. E eis que fiz este prato que saiu ótimo.

O grão de bico é mesmo um dos meus alimentos de eleição. É uma excecional fonte de fibras, ajudando na prevenção de doenças digestivas, na diminuição do colesterol  e na estabilização dos níveis de açúcar no sangue. É por isso a escolha ideal para pessoas com diabetes ou hipoglicémia. Por outro lado o consumo de grão faz aumentar os níveis de energia, ajudando na recontrução do ferro pelo organismo. É uma magnífica fonte de proteínas, especialmente quando consumido com cereais integrais. É também uma boa fonte de minerais, em especial de magnésio.

Aconselho sempre a usar grão seco, deixando de molho entre 10 a 12 horas antes de cozer. Eu costumo cozer logo um pacote inteiro, depois congelo em caixas e vou tirando à medida que vou precisando. Tal como já aqui tinha referido, costumo juntar à água de cozedura uma tira de alga kombu pois esta alga amacia a fibra externa do grão, tornando-o mais facilmente digerível, para além de aumentar o seu teor em minerais.

Este é um dos pratos que eu certamente incluiria nas ementas escolares, em substituição de um prato com proteìna de origem animal. Todas as crianças gostam de grão, os legumes estão disfarçados e sai bastante em conta.

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