Sobre os Sumos Naturais

Perguntam-me frequentemente como faço os meus sumos naturais e por isso acho que esta explicação merece um post dedicado. Os sumos naturais estão na moda mas já os consumo antes desta moda aparecer. Não gosto de lhes chamar sumos detox porque esse conceito envolve basear a nossa alimentação em sumos, o que, a meu ver, não é uma boa opção. A alimentação deve ser diversificada, contendo bastante variedade de alimentos, nas proporções equilibradas, e os sumos são apenas uma parte integrante.

SumosVerdes

Existem dois tipos de sumos: os sumos líquidos, feitos em máquinas de sumos (retiram apenas o sumo das frutas e vegetais) e os sumos batidos, feitos com liquidificadoras ou na Bimby (usam quer o sumo quer a polpa, e é necessário acrescentar água ou outro líquido). A escolha do tipo de sumo que vamos beber depende do gosto pessoal e do que pretendemos com os sumos. Se o propósito for limpar o organismo e usufruir ao máximo de todos os nutrientes das frutas e dos vegetais, então a nossa opção deverá ser a primeira. Se o propósito dos sumos for nutrir, alimentar, então escolham a segunda opção.

Quando comecei a fazer os sumos naturais costumava usar a Bimby. Tinha uma máquina de sumos (centrifugadora) pouco prática e que era trabalhosa de lavar e por isso nunca a usava. Os sumos eram na realidade batidos e usava-os como substitutos do leite ou iogurte ao pequeno-almoço. Realmente saciavam bastante. Um dia, um pouco por acaso, descobri na internet a minha máquina de sumos, à qual chamam Slow Juicer. Pedi uma demonstração em casa e, claro, fiquei rendida. Estas máquinas funcionam por esmagamento ou método de prensagem a frio para produzir um sumo superior aos seus equivalentes na centrifugadora. Em contraste com a extração irregular e a altas velocidades da centrifugadora, as Slow Juicers utilizam velocidades mais baixas, comprimindo suavemente frutas e legumes para “espremer” os seus sumos. Desta forma, as Slow Juicers mantêm intacta a estrutura celular das frutas e dos vegetais, libertando uma quantidade maior de nutrientes e enzimas e não oxidando, podendo os sumos ser conservados no frigorífico de 24h a 48h. E isto verifica-se na realidade, já fiz a comparação com um simples sumo de maçã. Na centrifugadora, passado pouco tempo, o sumo está dividido a meio (oxidado). Na Slow Juicer o sumo mantém a consistência por muito mais tempo. A meu ver a única desvantagens destas máquinas é mesmo o preço. Mas gosto de pensar que foi um bom investimento em prol da saúde.

Quando consumimos estes sumos frescos, feitos com fruta, vegetais e ervas aromáticas (de preferência da época e de agricultura biológica) estamos a oferecer ao nosso corpo as vitaminas e e os sais minerais de que ele necessita para se manter saudável. Acredito que algumas doenças sérias podem ser minoradas, ou talvez evitadas, pelo hábito de tomar sumos frescos. Pessoalmente os sumos fazem-me sentir bem. Tomo-os em jejum, pelo menos 30 minutos antes do pequeno almoço, pois só dessa forma se consegue um efeito mais intenso e abrangente visto o corpo estar ainda numa fase de renovação e estar por isso mais recetivo. Se isso não for possível, os sumos devem ser tomados antes ou entre as refeições principais, como um snack ou lanche, por exemplo. É importante também, para maximizar os efeitos dos sumos, consumi-los em separado de outros alimentos, bebendo devagar de modo a que assimilação seja mais eficaz.

Ao beber estes sumos não ficamos com a sensação de estarmos saciados, como com os batidos. Realmente noto que passado no máximo 1h (às vezes menos) já estou cheia de fome novamente. Isto porque os nutrientes são logo absorvidos pelo sangue e não passam para o trato digestivo inferior, encurtando o processo digestivo.

Normalmente faço 2 tipos de sumo (4 doses de 200ml de cada vez, que coloco em garrafas de vidro e guardo no frigorífico):

O sumo verde
-Um punhado de folhas verde escuras -> vou alternando entre nabiças, couve portuguesa (grande fonte de cálcio), agrião, espinafres, acelgas…
-1 pepino
-3 ou 4 talos de aipo
-2 ou 3 mais maçãs, com casca
-1 erva aromática -> normalmente salsa ou hortelã
-1 cm de gengibre
– sumo de meio limão

O sumo vermelho
-1 beterraba pequena ou meia beterraba grande
-2 ou 3 laranjas
-2 ou 3 maçãs
-3 ou 4 cenouras
-1 cm de gengibre
-sumo de meio limão

De vez em quando inovo e faço misturas com outros ingredientes como ananás ou meloa (fica muito bom) e brócolos ou couves de bruxelas (por incrível que pareça fica ótimo, eu que nem gosto de couves de bruxelas). Os ingredientes que mantenho sempre são a maçã, o gengibre e o sumo de limão. Tudo o resto é imaginação e aproveitamento do que há em casa.

Outra vantagem desta máquina é que permite aproveitar a polpa das frutas e dos legumes para outros fins como saladas, bolos ou hambúrgueres. E eu que adoro aproveitamentos… 🙂 E também serve para fazer leites e manteigas vegetais (ainda em fase de experimentação da minha parte) ou smoothies (bebida cremosa de leite vegetal e fruta).

Independentemente do método que escolham, os sumos são uma forma saborosa de aumentar o consumo de frutas e vegetais, ideais para pessoas de todas as idades e sobretudo para as crianças.

  • Alguns sucos para diabeticos e hipertensos podem ser feitos com a casca do alimento, enriquecendo ainda mais os nutrientes disponiveis no suco. Isso faz com que o uso de suplementos para diabeticos sejam diminuidos e assim tais sucos ajudam o organismo a trabalhar com alimentos mais naturais.