A Importância da Vitamina D

As vitaminas são, tal como os minerais, micro-nutrientes essenciais à vida e à manutenção de uma boa saúde. Todas as vitaminas são necessárias mas talvez uma das mais importantes seja a vitamina D.

A vitamina D é um nutriente solúvel em gordura e, apesar de ser chamada de vitamina, é na verdade uma hormona. Precisamos desta vitamina para quase todas as funções do nosso corpo nomeadamente para a regulação do sistema imunitário, para o desenvolvimento celular e a manutenção dos ossos e dentes (absorção de cálcio). A vitamina D é assim fundamental na prevenção de uma série de doenças como osteoporose, doenças auto-imunes, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e cancro.

A vitamina D está associada à exposição solar pois, de facto, é esta uma das suas principais fontes. O corpo produz esta vitamina a partir de um derivado do colesterol presente na nossa pele quando em contacto com o sol (na realidade é a única vitamina que o organismo consegue produzir!). E talvez seja esta a razão porque normalmente subvalorizamos esta vitamina, pois achamos que conseguimos as doses adequadas através do sol (sobretudo aqui em Portugal onde o clima se propicia a isso). A verdade é que a vitamina D só é produzida quando nos expomos sem proteção solar, o que nos dias de hoje, devido à preocupação com o cancro de pele, é uma prática cada vez menos comum (e por essa razão ainda bem). Por outro lado, as necessidades de vitamina D variam muito de pessoa para pessoa, consoante a idade, tipo de pele, zona onde se vive, poluição e estação do ano. Para se conseguir obter vitamina D através do sol o recomendado é expor a cabeça, pernas e braços em períodos de 20 minutos, pelo menos 3 vezes por semana e nas alturas em que o sol é benéfico (idealmente até às 10 da manhã).

A outra fonte importante de vitamina D é a alimentação. Alimentos como os peixes gordos, gema de ovo, fígado, manteiga e cogumelos são boas fontes deste nutriente.

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Slow Living

Não estou de férias nem nada que se pareça, como podem estar a pensar pelo título do post. 🙂
Pelo contrário, estas últimas semanas têm sido intensas e bastante preenchidas. O final das aulas dos miúdos, com as festas, apresentações e audições que lhe estão associadas, o aniversário da minha pequenita (e a festa com a criançada toda em casa), a preparação do meu workshop (que foi hoje de manhã), mais o trabalho que tem de ficar em ordem antes de ir realmente de férias.

Mesmo com todas estas coisas, tenho-me sentido bastante bem. Acho que percebi finalmente que consigo viver em modo “Slow Living” (ou viver devagar, se preferirem). Durante muito tempo achei que esta postura não era para mim. Como posso viver devagar e com calma se há tanto para fazer? Isso stressava-me… Felizmente acho que se deu um “click” em mim e tomei consciência de que o que interessa é o modo como encaramos as coisas. Não nos focarmos no quanto temos para fazer, apenas na forma como o fazemos. Que deve ser com consciência do momento presente, com entrega, intensidade e paixão. Observando mais, estando mais presente para os outros, cuidando mais e melhor de nós.

                                                                                                                                         As minhas manhãs “Slow Living”

Mas se o tempo não estica, como é isto possível? Com prioridades e organização. Tudo se resume em definir o que é, para nós, importante, e em organizarmo-nos para o cumprir. E eu decididamente estabeleci as minhas prioridades. Posso dizer que é libertadora a sensação de que “afinal consigo”. Até tenho acordado antes do despertador tocar, cheia de vontade de aproveitar o que a vida me reservou para esse dia. Claro que por vezes acontece voltar ao modo “minutos contados” (não vou mentir) mas tendo esta consciência, muito mas facilmente regresso ao ritmo mais “Slow“.

Vamos parar de viver no passado ou no futuro, em stress, só a pensar na lista infindável de coisas que deviam ter sido feitas ou que estão ainda por fazer? Apenas o presente conta e se vivermos para o momento, está tudo certo…

PS: Já fez 5 anos, a minha menina. Não consigo perceber como passou tão depressa… Ainda a consigo sentir bebé, ao meu colo… Ainda me lembro como se fosse ontem do 1º sorriso, da 1ª papa, do 1º dente, do 1º passo, da 1ª palavra. Agora está enorme! Linda, curiosa, malandra, esperta, perspicaz. É vaidosa e não podia ser mais menina, adora cor-de-rosa, brilhantes e vestidos. Tem uma personalidade forte, que só vê quem a conhece bem. É muito sensitiva, percebe logo quando estou nervosa, quando estou triste. Desafia-me constantemente para melhorar.  Obrigada princesa, por tudo!  ❤️❤️❤️

                                    A mãe babada tinha de pôr uma foto da sua bebé. 🙂 Com 6 meses, saudades…

Caril de Grão e Brócolos

Adoro grão, adoro caril, por isso a combinação de ambos tinha tudo para resultar bem. E não me enganei, este prato ficou maravilhoso… Suave e ao mesmo tempo com muito sabor.

O grão é mesmo um dos meus alimentos de eleição. É a minha proteína vegetal preferida, sacia-me, ao mesmo tempo que me conforta. Como se, para além de nutrir o meu corpo, me alimentasse também a alma…

A alimentação ideal deveria ser isso mesmo, baseada nos alimentos que nos fazem sentir bem, completos, felizes. Não há dietas nem regimes alimentares que resultam para toda a gente, acredito plenamente na bioindividualidade. O que resulta para uma pessoa pode não resultar para outra. Porque somos todos diferentes…

Para saber o que resulta connosco nada como experimentar. Há pessoas que se dão bem com regimes vegetarianos, outras precisam mesmo de comer carne, outras sentem-se bem com o
crudivorismo… Não há certos nem errados, o importante é a resposta positiva do nosso corpo e o modo como nos sentimos.

E depois desta pequena reflexão, vamos à receita. Experimentem, vale mesmo a pena…

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Sobre Isto da Felicidade

Ser feliz e contribuir para que os outros sejam (mais) felizes foi o que me levou a criar este blog. Foi o que senti que precisava de fazer, não foi nada ponderado… Simplesmente apeteceu-me partilhar a felicidade que a alimentação saudável me traz.

Mas ontem dei comigo a pensar, o que é isto da felicidade? Pesquisando um bocadinho encontramos muitas definições mas concordo especialmente com esta: “A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico…”. A felicidade é isso mesmo, durável. Ninguém é feliz sempre… Ninguém é feliz em todos os momentos… Em criança acredito que sim (salvo alguns casos, que nem deviam acontecer). Exatamente porque as crianças não pensam muito nas coisas e simplesmente vivem o momento. Mas nós adultos, sobretudo depois de sermos pais e da vida se tornar mais complicada e com mais responsabilidades (falo por mim), temos dificuldade em desligar das rotinas do dia-a-dia e aproveitar cada momento. E a felicidade é exatamente isso, feita de momentos.

O estado de felicidade pleno e absoluto é algo inatingível. Se vivemos à procura de algo utópico, que na realidade não existe, só podemos sair frustrados, desiludidos, por nunca lá conseguirmos chegar. E a vida passa sem darmos conta, sem termos aproveitado o que é realmente importante. Sem nos termos apercebido que esses pequenos momentos são tudo…

Cada um deve construir a sua felicidade, sem ficar à espera que ela chegue. As pessoas mais felizes são as que vivem um dia de cada vez, que não desistem de lutar pelo que acreditam, que seguem em frente depois de uma queda, que se apercebem que as coisas más trazem sempre algo de positivo, que sorriem e vêem sempre o “copo meio cheio”.

Não me canso de repetir esta frase mas é tão verdade… A felicidade não é a meta, mas o caminho. E só quando nos apercebemos disso é que conseguimos ser realmente felizes.

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A Minha Jornada na Redução do Açúcar

No ano passado comecei a reduzir o açúcar na minha alimentação. Não foi uma decisão extremista nem sequer pensada. Foi sim um processo natural, que foi acontecendo aos poucos… Quando começamos a ter cuidados com a alimentação, toda a nossa vida e as nossas escolhas vão também mudando. Acho que nós próprios vamos mudando (realmente somos o que comemos). Acho que foi por isso que comecei a deixar de ir ao corredor das bolachas nas idas ao supermercado. Eu que tinha sempre imensas bolachas em casa, de vários tipos e para todos os gostos, deixei naturalmente de as comprar. E o meu hábito de infância de comer sempre um bolo ou umas bolachinhas a seguir às refeições foi desaparecendo. O açúcar é de facto um vício, e só reparamos que estamos viciados quando começamos a reduzir e notamos os efeitos no nosso organismo. De início parece que aumenta a irritabilidade mas com o tempo vamos deixando de sentir falta e sentimo-nos bem melhor. Pessoalmente sinto-me menos cansada, mais leve e com mais energia. Outra coisa engraçada que noto é que já não tolero as coisas doces como antes, sobretudo as consumidas fora de casa. Há umas semanas tive uma formação e fui almoçar fora com os colegas (normalmente levo almoço de casa). O prato estava tão picante que não o consegui comer, por isso quando perguntaram se queríamos sobremesa eu deixei-me ir na conversa, porque ainda estava com fome. O crumble de maçã paraceu-me uma opção relativamente saudável… Ora enganei-me! Não sei se foi de mim mas achei-o tão mas tão doce, que fiquei enjoada para o resto do dia. Na altura senti essa reação como um aviso do meu corpo, a mostrar-me que eu não tinha tomado a melhor opção. O nosso corpo diz-nos sempre o que está certo…

Não cortei radicalmente com os doces (não gosto de ser radical em nada), continuo a comer mas apenas de vez em quando, em ocasiões especiais e com moderação. Não no dia-a-dia, como vejo tanta gente a fazer, mesmo as crianças…

Vou fazendo alguns miminhos doces em casa, sempre sem açúcar, mas que me sabem (a mim e aos meus filhos) muito bem. Bolos com adocantes naturais como a geleia de arroz e o agáve, barritas de cereais, bolachinhas adoçadas com fruta, canela, coco, figos secos ou tâmaras. São coisas que nos dão aquele conforto do sabor doce mas que não fazem mal à nossa saúde e ainda nos fornecem nutrientes benéficos ao organismo.

Estou apenas a contar a minha história, não quero convencer ninguém a fazer o mesmo. Cada um deve seguir o caminho que sente estar certo. Eu decididamente sinto que este é o meu caminho. Mas se de alguma forma se identificarem com as minhas palavras, pensem nisto e, se quiserem, juntem-se a mim nesta jornada.

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Cozinhar é um Ato de Amor

“Cozinhar fornece alimento ao corpo mas cozinhar com amor fornece alimento à alma”

Li algures esta frase e ficou-me na memória. E é isto mesmo que sinto…Para mim cozinhar é um ato de amor. Ou melhor, passou a ser. Nunca tinha cozinhado grande coisa até ter sido mãe. Fazia apenas o básico e indispensável, quando não havia ninguém que cozinhasse por mim. Nunca fui daquelas crianças com grande interesse pela cozinha, apesar de ter uma mãe que cozinhava e ainda cozinha muito bem. Tive a sorte de ter vivido com uma avó que me fazia a comidinha toda e também de ter casado com um homem que gostava de cozinhar.

Mas as coisas mudaram quando o meu filho nasceu. Passei a querer fazer-lhe as sopinhas (acho que nunca tinha feito uma sopa antes!), depois os primeiros pratos, comecei as minhas pesquisas e leituras para lhe proporcionar a alimentação mais saudável possível. E o gosto pela cozinha começou a nascer… Sempre gostei de comida vegetariana (gosto aguçado na faculdade quando ia à cantina macrobiótica do ISCTE, que saudades!), e muito por acaso, surgiu no meu caminho um curso de culinária vegetariana. Na altura lembro-me de dizer ao meu marido para ir, afinal era ele o cozinheiro de serviço, mas como ele não quis lá fui eu. E ainda bem porque esse curso mudou tudo. A minha forma de cozinhar, a dedicação e entrega que aos poucos passei a ter pelo ato de fornecer alimentos ao nosso corpo. Passei a cozinhar com amor…

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E claro que este ato de amor para mim só faz sentido quando usamos ingredientes de qualidade e que nos transmitam boa energia. É preciso sentir os alimentos, pensar de onde vieram e como chegaram até nós, e descobrir a melhor forma de os confecionar. Não é só seguir uma receita, não é um ato puramente racional. É sim emoção e intuição. Quando cozinhamos com amor estamos a dar um bocadinho de nós aos outros.

Tenham um fim de semana muito feliz e bons cozinhados! 🙂

Dia Europeu da Alimentação e Cozinha Saudáveis

Hoje, dia 8 de novembro, celebra-se o Dia Europeu da Alimentação e Cozinha Saudáveis. A data foi lançada pela Comissão Europeia e pretende encorajar uma alimentação saudável nas crianças, a fim de travar o actual crescimento da obesidade infantil na Europa. Sabiam que na União Europeia, metade da população adulta e um quarto das crianças em idades escolar têm excesso de peso? E que estas crianças tendem a conservar este peso a mais na idade adulta, tendo grande probabilidade de virem a ser obesos?

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Cabe-nos a nós fazer com que esta tendência se inverta. Deixo-vos os 8 principais compromissos que foram estabelecidos para se conseguir uma alimentação mais saudável e claro, uma vida mais feliz:

– Tomar o pequeno-almoço todos os dias
– Comer 5 porções de fruta ou legumes por dia
– Não estar mais de 3h30 sem comer
– Ler sempre o rótulo dos produtos comprados
– Fazer exercício físico três vezes por semana
– Manter o organismo sempre hidratado
– Planear as refeições semanalmente
– Confeccionar alimentos com menos sal, gordura e açúcar

São coisas tão simples mas que fazem toda a diferença. Vamos tentar?

Podem saber mais aqui.

A Alimentação e as Crianças – Alerta aos Pais

Vou voltar a falar-vos do tema da educação alimentar. Uma alimentação saudável contribui para o correto desenvolvimento da criança, não só a nível físico como também a nível mental e emocional. E vejo tantos mas tantos erros que me sinto na obrigação de, mais uma vez, lançar o alerta aos pais, para que pensem um bocadinho, para que se informem, para que tentem mudar os hábitos alimentarem em casa (sim, temos de começar por nós para darmos bons exemplos). Uma alimentação incorreta na infância é umas das principais causas para o aparecimento de problemas de saúde na idade adulta, tais como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado e mesmo certos tipos de cancro.

EatHealty

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Receita de Desodorizante Caseiro

Comer de forma consciente é uma verdadeira evolução interior. Ficamos mais atentos a nós próprios, aos outros, ao mundo. Passamos a pensar mais no que fazemos e nas consequências dos nossos atos. Passamos a interessar-nos pela sustentabilidade ambiental e a tentar reduzir a nossa pegada ecológica. Sempre que compro qualquer produto, seja alimentar ou não, tenho sempre atenção se é biológico, se foi testado em animais, se tem aditivos prejudiciais à saúde e ao planeta. Sim, é um pouco mais caro, mas é um investimento em nós e o ambiente agradece.

Para além dos aditivos que ingerimos nos alimentos, também somos diariamente expostos através da pele a uma quantidade enorme de produtos químicos. Desde cremes, champôs, pastas de dentes, desodorizantes, perfumes… É só lerem os rótulos, acredito que vão ficar espantados com tanto E, tanto químico, tanto aroma e corante. Tenho sempre comigo, num papelinho na carteira, uma lista das substâncias presentes em cosméticos que devem ser evitadas ou utilizadas com cautela devido aos seus efeitos nocivos à saúde humana e ao ambiente como um todo. Partilho essa lista convosco:

-Triclosan
-Triclocarban
-Triclocarban
-Formaldeído
-Liberadores de formaldeído
-Alcatrão de carvão ou alcatrão de hullha
-Cocamida DEA
-BHA e BHT
-Chumbo ou acetato de chumbo
-Fragrâncias
-Parabenos (muitas vezes com prefixos como methyl, ethyl, propyl, benzyl e butyl)
-Tolueno
-Oxibenzona
-Ácido Bórico
-Liberadores de dioxano
-Lauril sulfato de sódio
-Palmitato de retinol
-Ftalatos
-Flúor

Podem ver a explicação no Portal eCycle .

Mas relativamente aos desodorizantes… Um desodorizante é um produto que serve para remover o odor da transpiração e não para impedi-la. Por isso não se devem usar anti-transpirantes, que retêm a transpiração, impedindo o corpo de eliminar as toxinas. Devemos evitar desodorizantes com alumínio (na forma de cloridrato de alumínio), que é, por norma, a substância usada para impedir a transpiração.

Há muitas receitas fáceis para fazer desodorizantes em casa, livres de álcool, alumínio, parabenos e todas as outras substâncias nocivas. Experimentei uma receita à base de óleo de côco e pelo menos comigo resultou bastante bem.

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