Indian Potato Dish

Tinha prometido uma receita da minha viagem à India e já estava em falta… Ora foi desta! Consegui finalmente experimentar a receita que mais gostei enquanto lá estive. Chamam-lhe “Indian Potato Dish” e, apesar de eu não ser muito fã de batata, adorei a conjugação de sabores e a textura diferente que a batata tem neste prato, nem inteira nem em puré. Muito bom mesmo! Claro está que eu tinha de fazer alterações e usei uma mistura de batata com batata doce para uma refeição nutricionalmente mais rica. E ficou ainda melhor! Ou não fosse eu a maior viciada em batata doce do planeta… 🙂

A comida indiana é mesmo maravilhosa, quente, aromática, cheia de sabor… Confesso que quando regressei precisei de variar um pouco e estar algum tempo a pratos mais simples (apesar de tudo, não estamos habituados a tantos condimentos). Mas passou-me rápido e já tive de regressar aos pratos indianos para matar saudades.

Este prato é muito simples de fazer e torna-se num acompanhamento bem agradável e diferente. Os meus miúdos, que sempre torcem o nariz à batata cozida, comeram de bom grado.
Tanto pode ser servido morno como fica muito bom em versão salada fria de verão. Experimentem!

Em modo saudosista, deixo mais algumas fotos da minha maravilhosa viagem…

                                                                                                                                                                Desenho de rua

Esculturas Indianas

Auroville, cidade do Amanhecer. Ideia perfeita…

Miss you girls… 

Casa colorida

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Salada de Couve Kale Massajada

Vou confessar uma coisa, sempre gostei de mexer nos alimentos com as mãos enquanto estou a cozinhar. Sinto que ao tocar diretamente nos alimentos lhes passo a minha energia e os torno, de certa forma, num bocadinho de mim. E acredito que esta energia é sentida por quem depois come o que preparei. Acho que a comida até vai “cair” melhor… 🙂

Ora quando aprendi esta técnica culinária no meu curso não podia ter ficado mais contente. Massajar os alimentos, que vos parece? Passei a aplicá-la muitas vezes com as couves, para fazer saladas como esta que vos trago hoje. Para além do benefício ligeiramente esotérico que referi em cima (que podem acreditar ou não), massajar uma couve tem também a vantagem de torná–la mais macia, menos fibrosa e mais facilmente digerível. E, a meu ver, bem mais saborosa… Sem cozinhar, a couve murcha, fica com uma textura mais suave mas com um sabor mais vivo. As minhas couves preferidas para aplicar esta “massagem” são a kale e a roxa.

Sabiam que a couve kale é um alimento maravilhoso? Rica em ferro (mais do que a carne), em cálcio (mais do que o leite) e em vitaminas A, C e K, a couve kale é um alimento com uma elevada densidade nutricional e que ajuda a fortalecer os ossos, estimular o sistema imunitário e equilibrar o sistema nervoso.Para além disso, tem ação antioxidante, anti-inflamatória e desintoxicante. O seu sabor não é tão acentuado como o da maioria das couves, pelo que é uma boa opção para quem não é muito adepto destes legumes. Pode ser consumida em saladas mas também em sumos, sob a forma de chips (mais uma perdição recente minha que vos tenho de contar num outro post!), salteada ou usada na sopa.

Hoje em dia já podem encontrar facilmente couve kale nos mercados biológicos, no Celeiro e até em muitos supermercados.

Podem fazer esta salada de kale massajada juntando os legumes que mais gostarem, fica sempre muito boa. Uma opção bem agradável e fresquinha para estes dias quentes…

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Puré de Abóbora Hokkaido com Laranja e Gengibre

Decididamente os homens não foram feitos para andarem às compras… 🙂  Pedi ao homem da casa para me ir comprar abóbora fatiada ao Celeiro. Chegou com uma abóbora hokkaido enorme que custou os olhos da cara. “Ah, não havia da outra, trouxe esta…” Levou um raspanete, claro! Mas depois até lhe agradeci porque nem sempre compro abóbora hokkaido, por não ser muito acessível, e assim fui “obrigada” a inventar alguns pratos com este pequena maravilha. Adoro mesmo abóbora hokkaido, tem um sabor mais suave e doce do que a comum abóbora menina que costumamos usar para a sopa. É um alimento muito usado na cozinha macrobiótica pelas suas excelentes propriedades nutritivas, sendo rico em vitaminas A e B9, pró-vitamina A (caroteno), aminoácidos, zinco e outros minerais.

Esta foi uma das iguarias que fiz, um puré de abóbora hokkaido com laranja e gengibre. Qualquer palavra que use para descrever este puré não lhe faz o devido jus, ficou tão mas tão bom… É um acompanhamento excelente, diferente e muito saudável. Eu fiquei mega fã!

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Pudim de Tofu, Beringela e Alho Francês

Defendo uma alimentação variada e equilibrada. Hoje em dia já não sabemos bem o que comemos, está tudo alterado e cheiro de químicos, por isso com esta postura alimentar conseguimos “diversificar os venenos”. Menos mau, portanto… 🙂

Não sou muito adepta da soja nem dos seus derivados. A soja é um alimento rico em proteína vegetal mas o seu consumo excessivo pode levar a problemas digestivos, alérgicos, dificuldade de assimilação de nutrientes, pode influenciar negativamente as funções da tiróide e até originar distúrbios hormonais (sobretudo em crianças). Já para não falar que grande parte da soja que temos à nossa disposição é transgénica (pelo menos 75%). A proteína de soja é de evitar, uma vez que é processada a altas temperaturas até ficar texturizada, perdendo grande parte do valor nutricional e ganhando níveis elevados de substâncias cancerígenas.

Atualmente consumo soja apenas na sua forma fermentada e não numa base diária: iogurtes, tofu, miso, shoyu e tamari são os meus produtos preferidos. O processo de fermentação faz com que as toxinas da soja sejam neutralizadas e, para além disso, geram-se bactérias benéficas à flora intestinal. Como curiosidade, e ao contrário do que se possa pensar, os orientais não consomem muita soja e quando o fazem, restringem-se aos produtos fermentados e em pequenas quantidades (o grão de soja serve apenas para a agricultura com o intuito de fertilizar terrenos).

Quando a vontade de comer tofu aperta (adoro tofu pela sua suavidade e versatilidade), dou por mim a tentar descobrir novas formas de cozinhar este alimento. E raramente me desiludo… Desta vez experimentei um pudim de tofu no forno, enriquecido pela maravilhosa beringela que é um dos meus legumes de eleição. E ficou tão bom!!! Experimentem…  depois dizem-me o que acharam? 🙂

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Empada de Lentilhas (Sem Glúten)

Tenho mais uma confissão para fazer… Perco-me por empadas, quiches e tudo o que sejam massas. O meu grande desafio desde que larguei o glúten tem sido reproduzir estas maravilhosas iguarias numa versão igualmente apetecível e sem esta proteína. Muitas vezes falho e a coisa não fica nada de jeito. Mas esta minha experiência correu tão bem que, mesmo com umas fotografias um pouco sem graça e que não fazem jus à qualidade do produto final, não resisti a já partilhá-la convosco. 🙂

Retirei a ideia desta empada em ponto grande numa revista da Bimby que tinha cá por casa e depois foi só adaptar à minha maneira. A conjugação empada + lentilhas pareceu-me resultar na perfeição. E felizmente não me enganei! Estava mesmo boa… Acompanhada com uns legumes salteados e uma salada faz uma refeição super saborosa e completa. Já estou com vontade de repetir a receita… Espero que gostem!

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Croquetes de Grão, Brócolos e Amêndoa

Muitas vezes fico sem ideias para as refeições dos miúdos. Entre almoços e jantares, são muitos pratos, sobretudo porque eles levam almoço para a escola. E eu gosto de diversificar e não lhes dar sempre a mesma coisa, acho que uma alimentação equilibrada deve ser variada, com um bocadinho de tudo. E eles também ganham com isso pois vão-se habituando a vários sabores, a diferentes texturas, e poderão fazer melhores escolhas alimentares quando foram adultos. Claro que todas as crianças são diferentes, há umas com “melhor boca”, o que é o caso do meu filho que desde pequeno sempre comeu muito bem. Já a minha filha é mais seletiva (esquisita) e nem tudo lhe agrada, sobretudo se tiver muito verde. Por isso tenho de ser bastante criativa…

Felizmente os croquetes são sempre uma aposta vencedora. Com verde ou sem verde são sempre bem aceites e são muito práticos para levar nas marmitas. Para além disso, são fáceis de fazer, o que aqui a mãe agradece.

Ora num destes dias de indecisão quanto ao cardápio vi esta receita e fiquei inspirada. Adicionei-lhe o grão (que tinha cozido no frigorífico) e o resultado foi para lá de bom. Saíram uns croquetes super saborosos, crocantes por fora e suaves por dentro. E claro, não podiam ser mais saudáveis, já que são feitos no forno. Ricos em proteína, este croquetes são uma boa opção para variar da carne e do peixe. E podem ser consumidos por pessoas que sigam uma dieta sem glúten.

Só vantagens, portanto… 🙂 Querem experimentar?

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Tikka Masala de Beringela

Decididamente devo ter antepassados asiáticos (o que por acaso já me foi confirmado pela minha mestre de Reiki)… Sinto uma atração enorme pela cultura e filosofia de vida oriental. E claro, adoro a cozinha do oriente, especialmente a indiana. Apesar de não gostar de picante (o que parece um contra-senso para quem diz que gosta de comida indiana), gosto muito da mistura de sabores, das especiarias que usam e do bem-estar que esta comida me transmite (uma espécie de aconchego de alma). Talvez seja o sentimento bom do regresso às origens…

Faço muitas vezes pratos de caril e desta vez experimentei um tikka masala. Para quem não sabe o tikka masala é um prato de influência anglo-indiana que tem por base um molho cremoso de especiarias. Este molho pode usar iogurte, creme de coco ou tomate e os condimentos variam muito. Podem ser coentros, cominhos, paprika, gengibre, canela, cardamomo, noz moscada, mostarda, pimenta, é um bocadinho ao gosto do freguês. 🙂

Para o meu prato as especiarias dominantes foram as sementes de mostarda e de cominhos, que foram tostadas previamente para o sabor se tornar mais intenso. Optei por fazer um tikka masala de beringela, que é dos meus legumes preferidos, apesar de ser a única que gosta cá em casa. Ou seja, este prato foi mesmo só para mim! E que bem que me soube…

Como curiosidade, sabiam que a beringela é rica em fibras, tem poucas calorias e tem uma ação antioxidante? Para além disso, ajuda a manter um colesterol baixo, a melhorar o fluxo sanguíneo e a manter os ossos saudáveis (pelo seu conteúdo em minerais). É também rica em vitaminas do complexo B (B1, B3 e B6), que auxiliam no bom funcionamento do sistema nervoso central, do fígado, na produção de energia e no equilíbrio hormonal. Eu adoro o seu sabor, fica ótima grelhada com sal e um fio de azeite.

Neste prato a beringela ajuda a tornar o molho rico e mais cremoso, posso dizer que encaixa na perfeição. Querem experimentar?

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Douradinhos de Tofu

Mais uma recordação de infância de muita gente, os douradinhos… Lembro-me de os comer com arroz de ervilhas ou de tomate, tão bom!  Ainda hoje acho que não há criança que reclame quando a refeição é douradinhos, mesmo aquelas que torcem o nariz ao peixe.

Claro que agora sei que os douradinhos não são a coisa mais saudável do mundo, mesmo sendo feitos no forno, já que são pré-fritos e têm bastante gordura. Por isso decidi recriar a receita e tentar uma versão igualmente saborosa mas melhor para a nossa saúde. E porque não trocar o peixe pelo tofu?

Ora o que vos posso dizer é que adorei o resultado. Até os meus filhotes, que não morrem de amores por tofu, gostaram e repetiram. A chave do sucesso é temperar bem para o tofu ganhar sabor. E depois a cobertura crocante faz o remate final. Delicioso!

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Como sobrou um pouco de polme e cobertura (e aqui em casa não se desperdiça mesmo nada), ainda fiz 2 pãezinhos de alho que ficaram MARAVILHOSOS!

Sucesso a dobrar! 🙂

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Arroz de Vegetais e Alga Arame

Para além de ter uma costela alentejana, que me faz adorar pão, acho que devo ter também qualquer costela asiática porque decididamente adoro arroz. De qualquer tipo, cozinhado de qualquer forma, simples ou misturado com outros ingredientes.

Quando descobri o arroz integral, ainda nos tempos de faculdade quando ia à cantina macrobiótica do ISCTE, fiquei viciada mas as minhas tentativas de reproduzir o mesmo em casa nunca tiveram muito sucesso (o arroz ou ficava mal cozido ou empapado). Só há bem pouco tempo é que percebi que a Bimby me podia ajudar muito nesta tarefa. Consigo fazer um arroz integral muito saboroso, no ponto (ver receita aqui). Desde então que tenho sempre arroz integral guardado em caixinhas, no congelador, as quais vou usando à medida que me apetece.

E numa dessas vezes apeteceu-me inventar um arroz de algas. Que estranho, devem estar a pensar… As algas podem não ser vistas por muita gente como um alimento mas já são consumidas pela cultura oriental há muito tempo. E são MUITO saudáveis!

Aqui ficam os principais benefícios das algas na alimentação:

– São ricas em minerais como cálcio, magnésio, ferro, fósforo e oligoelementos como iodo, silício, zinco, manganésio, cobre e selénio.
– São fontes de vitaminas B1, B2, E e niacina, contendo todos os aminoácidos essenciais e 9 aminoácidos não essenciais.
– São ricas em fibras e proteína.
– São saciantes, sendo muito úteis em dietas de emagrecimento.
– Ativam o funcionamento intestinal, limpam o organismo de toxinas e ajudam a diminuir o colesterol.
– Fortalecem os ossos, cabelos e unhas.
– Eliminam fungos do organismo.

Há algas de vários tipos, que podem ser usadas em diversas preparações culinárias. Estas são as minhas prediletas:

Kombu: Para cozinhar com as leguminosas (aumenta a sua digestibilidade) e na sopa (aumenta o teor de minerais)
Arame: Nos pratos de arroz e vegetais
Ágar-Ágar: Para fazer gelatinas, doces, iogurtes e espessar molhos (atua como solidificante)

Mas a variedade não acaba por ai. Há ainda outros tipos de algas como wakame, hijiki ou nori (usada no sushi)… Podem fazer uma visita atenta ao supermercado e de certeza que vão encontrar (atualmente já existe à venda em qualquer supermercado, na zona de produtos saudáveis).

As algas são muito fáceis de usar, basta ficarem de molho cerca de 10 minutos e depois podem ser cozinhadas normalmente com os restantes alimentos.

Apenas umas nota, o consumo de algas em excesso é contra-indicado para quem sofre de hipertensão (por terem um elevado teor de sódio) e hipertiroidismo.

Bom, mas voltemos a este arroz. Só posso dizer que ficou maravilhoso! E foi tão fácil de fazer… Bastaram alguns minutos para ter uma refeição saciante, deliciosa e muito saudável. E ainda dizem que comer bem é complicado… 🙂  Experimentem e digam-me o que acharam.

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Salada de Papaia, Cebolinho e Gengibre com Sumo de Lima

Como é que o Verão já vai com este andamento e eu ainda não vos tinha trazido uma salada?Para me redimir hoje deixo-vos uma salada MARAVILHOSA, ideia de uma amiga que fez para um almoço que tivémos (obrigada Alexandra 🙂 ). Fiquei fã, é muito simples, com poucos ingredientes, mas super saborosa e saudável. Para além dos benefícios do gengibre e do cebolinho (de que já falei aquiaqui), estamos a usufruir das imensas propriedades desta fruta fantástica que é a papaia. Confesso que não era uma fruta que eu gostava particularmente quando era criança mas com o passar dos anos começámos a darmo-nos melhor e hoje é uma das minhas frutas de eleição. E ainda bem, porque traz imensos benefícios para a saúde, entre os quais destaco:

– É rica em proteína, fibras, cálcio, ferro, betacaroteno e vitaminas K, B1, B2, B3 e C
– Auxilia o processo digestivo devido à presença de uma enzima chamada papaína
– Eficaz no tratamento de parasitas intestinais
– Anti-inflamatória, antiviral e anti-cancerígena

O sabor suave da papaia combina mesmo bem com os sabores mais fortes do gengibre e do cebolinho e o sumo de lima dá o toque final perfeito. Esta é uma salada que pode servir como entrada ou como acompanhamento de qualquer refeição. Não deixem de experimentar… 🙂

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