Puré de Millet e Couve-Flor

Uma das coisas que me dá mais gozo na cozinha é inventar receitas e experimentar coisas diferentes. Adoro a sensação de criar pratos pouco comuns, sobretudo quando na hora de provar chego à conclusão que o resultado é maravilhoso! Acho que um dos problemas da alimentação de hoje em dia é que as pessoas se acomodaram aos ingredientes e sabores mais comuns e não se atrevem a mudar. Comem sempre o mesmo, aquilo que sabem que gostam, sem experimentar coisas novas. E muitas só de ouvir a palavra saudável até fogem… acham logo que não vão gostar. Há tantos alimentos fantásticos, tantas formas de cozinhar diferentes… A inovação abre a nossa mente, estimula os sentidos e torna-nos pessoas mais felizes (não só na culinária como na vida).  Felizmente acho que as coisas estão a mudar e a evoluir nesse sentido, o que é muito bom.

Tudo isto para dizer que fiz uma experiência que me correu bastante bem. Adoro purés, sejam eles de legumes, fruta, tubérculos ou cereais. E o puré de batata traz-me boas memórias de infância (graças ao empadão que a minha avó me fazia). Como não sou consumidora de batata, visto ter intolerância a este alimento e também porque não ganho nada com isso em termos nutricionais, evito este puré, mas num momento mais saudosista apeteceu-me recriá-lo usando ingredientes alternativos. E para tal usei o millet… Se estão a estranhar é porque ainda não comprovaram a versatilidade deste cereal. Apesar de se vender em bolinhas (tipo cuscus), quando bem cozido o millet facilmente se transforma em puré. E não é que o sabor, não sendo igual ao do puré de batata, se assemelha bastante? Juntei couve-flor para uma versão ainda mais saudável e menos rica em hidratos e eis que o resultado foi mais do que aprovado. Sem dúvida a repetir! Já disse que adoro esta sensação? 🙂

Se tiverem curiosidade em saber os benefícios do millet para a saúde leiam aqui.

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Mini-Quiches de Beringela e Cebola Roxa

Andava com vontade de uma quiche, confesso… (e não digo desejos para não lançar boatos infundados sobre um possível bebé a caminho 🙂 ). Desde que deixei de consumir glúten que é raro poder comer quiches fora de casa, não é fácil encontrar locais onde as vendam. Por isso nada como meter literalmente as mãos na massa e inventar uma receita de quiche sem glúten que satisfizesse as minhas papilas gustativas.

Decidi usar as farinhas que tinha em casa e eis que surgiu uma massa simples, boa de trabalhar e que ficou bem saborosa. Em relação ao recheio mais uma vez usei o que andava perdido no frigorífico: meia beringela e um pacote de natas de aveia aberto há uns dias. Ainda juntei cebola roxa para dar mais sabor. E não podia ter ficado mais contente com o resultado! Ficaram mesmo boas…

Em jeito de curiosidade, sabiam que a cebola é um alimento excelente para a saúde? Eleva o bom colesterol, purifica o sangue, ajuda os rins e é útil para combater doenças respiratórias e digestivas. A cebola roxa é ainda rica em antioxidantes e é a minha preferida pelo sabor mais suave e adocidado. É ótima em saladas e assada no forno.

Para estas quiches usei umas formas mini bem engraçadas (comprei aqui) e fiz só duas unidades para testar. Mas podem duplicar a dose e fazer 4 logo de uma vez, para a próxima é o que vou fazer dado o sucesso da experiência.

Algum adepto de quiches e tartes salgadas com uma boa receita sem glúten para partilhar? 🙂

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Abóbora Hokkaido no Forno

Ando completamente viciada em abóbora hokkaido… E não é porque estamos em época de Halloween… 🙂 Quando fui almoçar à Quinta do Arneiro experimentei uma abóbora assada MARAVILHOSA e tentei replicar a receita em casa. Bom, não ficou exatamente igual mas ficou muito boa na mesma. E desde então que sempre que vejo as ditas abóboras, nem penso duas vezes e lá vai mais um tabuleiro de abóbora para o forno.

Felizmente esta abóbora é uma alimento cheiro de propriedades benéficas para a nossa saúde (já aqui falei disso).

Acredito na influência dos alimentos que comemos no equilíbrio não só do nosso corpo físico como também do nosso corpo energético. E sabe-se que os alimentos da terra como a abóbora,
a batata, a batata doce e a cenoura, equilibram o chakra da raíz (situado na base da nossa coluna vertebral), que está relacionado com a nossa capacidade de foco e de viver o momento presente. Coincidência ou não, sinto que estou numa fase com os pensamentos a mil e com necessidade de me concentrar e ter os pés bem assentes no chão. Talvez seja por isso que a abóbora anda a fazer-me sentir tão bem…

Esta é uma receita incrivelmente fácil e deliciosa. É uma ótimo acompanhamento para qualquer refeição. Não deixem de experimentar!

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Nuggets de Legumes

Acho que qualquer criança (ou adulto) fica com um brilhosinho nos olhos quando ouve falar de nuggets. Provavelmente pela influência das grandes cadeias de “fast food”,  como Mac Donald’s e afins. Mas eu sou adepta da “slow food” e, como tal, decidi recriar uns nuggets na sua versão vegan e saudável. E não é que ficaram uma maravilha?

Ora vamos às vantagens desta iguaria:

– São super saborosos!!!
– Preparam-se em poucos minutos (falta de tempo não é desculpa para não se comer bem!)
– São aptos para quem seja vegan, intolerante à lactose e/ou ao glúten (usando aveia isenta de glúten ou, em alternativa, farinha de arroz)
– São feitos no forno, sem gordura
– Têm imensos legumes (ideais para crianças mais seletivas esquisitas 🙂 )
– Podem ser dados a bebés (desde que começam a comer alimentos sólidos)
– Podem ser congelados e estão sempre à mão, prontinhos, para quando for necessário
– Servidos frios ou quentes, são sempre muito agradáveis, até para levar para a praia ou para o almoço no trabalho/escola

Podem variar os legumes e os condimentos e criar versões diferentes. Nem a monotonia é aqui um impedimento! Face ao exposto, ainda conseguem não experimentar?

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Indian Potato Dish

Tinha prometido uma receita da minha viagem à India e já estava em falta… Ora foi desta! Consegui finalmente experimentar a receita que mais gostei enquanto lá estive. Chamam-lhe “Indian Potato Dish” e, apesar de eu não ser muito fã de batata, adorei a conjugação de sabores e a textura diferente que a batata tem neste prato, nem inteira nem em puré. Muito bom mesmo! Claro está que eu tinha de fazer alterações e usei uma mistura de batata com batata doce para uma refeição nutricionalmente mais rica. E ficou ainda melhor! Ou não fosse eu a maior viciada em batata doce do planeta… 🙂

A comida indiana é mesmo maravilhosa, quente, aromática, cheia de sabor… Confesso que quando regressei precisei de variar um pouco e estar algum tempo a pratos mais simples (apesar de tudo, não estamos habituados a tantos condimentos). Mas passou-me rápido e já tive de regressar aos pratos indianos para matar saudades.

Este prato é muito simples de fazer e torna-se num acompanhamento bem agradável e diferente. Os meus miúdos, que sempre torcem o nariz à batata cozida, comeram de bom grado.
Tanto pode ser servido morno como fica muito bom em versão salada fria de verão. Experimentem!

Em modo saudosista, deixo mais algumas fotos da minha maravilhosa viagem…

                                                                                                                                                                Desenho de rua

Esculturas Indianas

Auroville, cidade do Amanhecer. Ideia perfeita…

Miss you girls… 

Casa colorida

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Salada de Couve Kale Massajada

Vou confessar uma coisa, sempre gostei de mexer nos alimentos com as mãos enquanto estou a cozinhar. Sinto que ao tocar diretamente nos alimentos lhes passo a minha energia e os torno, de certa forma, num bocadinho de mim. E acredito que esta energia é sentida por quem depois come o que preparei. Acho que a comida até vai “cair” melhor… 🙂

Ora quando aprendi esta técnica culinária no meu curso não podia ter ficado mais contente. Massajar os alimentos, que vos parece? Passei a aplicá-la muitas vezes com as couves, para fazer saladas como esta que vos trago hoje. Para além do benefício ligeiramente esotérico que referi em cima (que podem acreditar ou não), massajar uma couve tem também a vantagem de torná–la mais macia, menos fibrosa e mais facilmente digerível. E, a meu ver, bem mais saborosa… Sem cozinhar, a couve murcha, fica com uma textura mais suave mas com um sabor mais vivo. As minhas couves preferidas para aplicar esta “massagem” são a kale e a roxa.

Sabiam que a couve kale é um alimento maravilhoso? Rica em ferro (mais do que a carne), em cálcio (mais do que o leite) e em vitaminas A, C e K, a couve kale é um alimento com uma elevada densidade nutricional e que ajuda a fortalecer os ossos, estimular o sistema imunitário e equilibrar o sistema nervoso.Para além disso, tem ação antioxidante, anti-inflamatória e desintoxicante. O seu sabor não é tão acentuado como o da maioria das couves, pelo que é uma boa opção para quem não é muito adepto destes legumes. Pode ser consumida em saladas mas também em sumos, sob a forma de chips (mais uma perdição recente minha que vos tenho de contar num outro post!), salteada ou usada na sopa.

Hoje em dia já podem encontrar facilmente couve kale nos mercados biológicos, no Celeiro e até em muitos supermercados.

Podem fazer esta salada de kale massajada juntando os legumes que mais gostarem, fica sempre muito boa. Uma opção bem agradável e fresquinha para estes dias quentes…

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Puré de Abóbora Hokkaido com Laranja e Gengibre

Decididamente os homens não foram feitos para andarem às compras… 🙂  Pedi ao homem da casa para me ir comprar abóbora fatiada ao Celeiro. Chegou com uma abóbora hokkaido enorme que custou os olhos da cara. “Ah, não havia da outra, trouxe esta…” Levou um raspanete, claro! Mas depois até lhe agradeci porque nem sempre compro abóbora hokkaido, por não ser muito acessível, e assim fui “obrigada” a inventar alguns pratos com este pequena maravilha. Adoro mesmo abóbora hokkaido, tem um sabor mais suave e doce do que a comum abóbora menina que costumamos usar para a sopa. É um alimento muito usado na cozinha macrobiótica pelas suas excelentes propriedades nutritivas, sendo rico em vitaminas A e B9, pró-vitamina A (caroteno), aminoácidos, zinco e outros minerais.

Esta foi uma das iguarias que fiz, um puré de abóbora hokkaido com laranja e gengibre. Qualquer palavra que use para descrever este puré não lhe faz o devido jus, ficou tão mas tão bom… É um acompanhamento excelente, diferente e muito saudável. Eu fiquei mega fã!

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Pudim de Tofu, Beringela e Alho Francês

Defendo uma alimentação variada e equilibrada. Hoje em dia já não sabemos bem o que comemos, está tudo alterado e cheiro de químicos, por isso com esta postura alimentar conseguimos “diversificar os venenos”. Menos mau, portanto… 🙂

Não sou muito adepta da soja nem dos seus derivados. A soja é um alimento rico em proteína vegetal mas o seu consumo excessivo pode levar a problemas digestivos, alérgicos, dificuldade de assimilação de nutrientes, pode influenciar negativamente as funções da tiróide e até originar distúrbios hormonais (sobretudo em crianças). Já para não falar que grande parte da soja que temos à nossa disposição é transgénica (pelo menos 75%). A proteína de soja é de evitar, uma vez que é processada a altas temperaturas até ficar texturizada, perdendo grande parte do valor nutricional e ganhando níveis elevados de substâncias cancerígenas.

Atualmente consumo soja apenas na sua forma fermentada e não numa base diária: iogurtes, tofu, miso, shoyu e tamari são os meus produtos preferidos. O processo de fermentação faz com que as toxinas da soja sejam neutralizadas e, para além disso, geram-se bactérias benéficas à flora intestinal. Como curiosidade, e ao contrário do que se possa pensar, os orientais não consomem muita soja e quando o fazem, restringem-se aos produtos fermentados e em pequenas quantidades (o grão de soja serve apenas para a agricultura com o intuito de fertilizar terrenos).

Quando a vontade de comer tofu aperta (adoro tofu pela sua suavidade e versatilidade), dou por mim a tentar descobrir novas formas de cozinhar este alimento. E raramente me desiludo… Desta vez experimentei um pudim de tofu no forno, enriquecido pela maravilhosa beringela que é um dos meus legumes de eleição. E ficou tão bom!!! Experimentem…  depois dizem-me o que acharam? 🙂

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Empada de Lentilhas (Sem Glúten)

Tenho mais uma confissão para fazer… Perco-me por empadas, quiches e tudo o que sejam massas. O meu grande desafio desde que larguei o glúten tem sido reproduzir estas maravilhosas iguarias numa versão igualmente apetecível e sem esta proteína. Muitas vezes falho e a coisa não fica nada de jeito. Mas esta minha experiência correu tão bem que, mesmo com umas fotografias um pouco sem graça e que não fazem jus à qualidade do produto final, não resisti a já partilhá-la convosco. 🙂

Retirei a ideia desta empada em ponto grande numa revista da Bimby que tinha cá por casa e depois foi só adaptar à minha maneira. A conjugação empada + lentilhas pareceu-me resultar na perfeição. E felizmente não me enganei! Estava mesmo boa… Acompanhada com uns legumes salteados e uma salada faz uma refeição super saborosa e completa. Já estou com vontade de repetir a receita… Espero que gostem!

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Croquetes de Grão, Brócolos e Amêndoa

Muitas vezes fico sem ideias para as refeições dos miúdos. Entre almoços e jantares, são muitos pratos, sobretudo porque eles levam almoço para a escola. E eu gosto de diversificar e não lhes dar sempre a mesma coisa, acho que uma alimentação equilibrada deve ser variada, com um bocadinho de tudo. E eles também ganham com isso pois vão-se habituando a vários sabores, a diferentes texturas, e poderão fazer melhores escolhas alimentares quando foram adultos. Claro que todas as crianças são diferentes, há umas com “melhor boca”, o que é o caso do meu filho que desde pequeno sempre comeu muito bem. Já a minha filha é mais seletiva (esquisita) e nem tudo lhe agrada, sobretudo se tiver muito verde. Por isso tenho de ser bastante criativa…

Felizmente os croquetes são sempre uma aposta vencedora. Com verde ou sem verde são sempre bem aceites e são muito práticos para levar nas marmitas. Para além disso, são fáceis de fazer, o que aqui a mãe agradece.

Ora num destes dias de indecisão quanto ao cardápio vi esta receita e fiquei inspirada. Adicionei-lhe o grão (que tinha cozido no frigorífico) e o resultado foi para lá de bom. Saíram uns croquetes super saborosos, crocantes por fora e suaves por dentro. E claro, não podiam ser mais saudáveis, já que são feitos no forno. Ricos em proteína, este croquetes são uma boa opção para variar da carne e do peixe. E podem ser consumidos por pessoas que sigam uma dieta sem glúten.

Só vantagens, portanto… 🙂 Querem experimentar?

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