Pãezinhos de Mandioca e Chia

Descobri recentemente a mandioca… e como eu adoro descobrir alimentos novos!!! 🙂 .
Já usava produtos derivados da mandioca, como o polvilho e a tapioca, mas nunca me tinha lembrado de comprar mandioca e consumi-la assim, por si só. A mandioca é uma raíz rica em hidratos de carbono de absorção lenta, sendo por isso um alimento que fornece bastante energia, muito útil para desportistas ou em regimes de perda de peso (pois sacia bastante). Rica em vitamina B9 (ácido fólico), vitamina C, potássio e fibra, a mandioca é antioxidante, anti-inflamatória, ajuda na construção dos tecidos, protege o coração e a pele. E não tem glúten!!! Bem bom, portanto…

Ora experimentei a mandioca e estou fã! Tem um sabor adocicado agradável e é bastante versátil, podendo ser consumida cozida, assada, em puré ou usada na confeção de pães e bolos. É uma boa alternativa à batata doce.

Testei este novo alimento para fazer pão e gostei muito do resultado. Engraçado como já não me apetece assim tanto comer o pão tradicional (logo eu que era completamente viciada em pão!).  Desde que deixei o glúten e o fermento, satisfaço-me perfeitamente com estes pãezinhos caseiros, que me enchem verdadeiramente as medidas. De início parece que nada vai conseguir substituir o pão tradicional, mas sinceramente, agora já não quero outra coisa. O pão caseiro que faço, simples, sem fermentar, faz-me sentir mais leve e igualmente saciada. Também são muito bons os pães de fermentação natural e prolongada, como se fazia antigamente (sim, esse era o verdadeiro pão), mas ainda não me iniciei nessas técnicas. Quem sabe um dia… 🙂

Esta receita é muito simples, não deixem de experimentar.

Dicas para preparar a mandioca:

1. Com uma faca afiada cortar a mandioca ao meio e depois cortar cada uma das partes no sentido do comprimento.Pão
2. Retirar a casca e a fibra grossa do meio.
3. Colocar os pedaços de mandioca em água a ferver com uma pitada de sal e deixar cozer até que fique macia (cerca de 20 minutos).

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Salame Paleo

Os meus filhos adoram salame… Bom, quem não gosta, certo?! 🙂 E nesta semana, que é das crianças, quis dar-lhes esse miminho.

A receita de salame que eu costumava fazer levava bolachas e eu não tinha em casa nenhumas que o M. pudesse comer (ele é intolerante ao trigo). Então pus-me a pesquisar até que bati os olhos nesta receita. “Ora nem mais, é isto mesmo!”, pensei.

O que vos posso dizer… Ficou ÓTIMO!!! Eles deliraram e estão sempre a pedir mais. Quem diz que as crianças são esquisitas??? Sem glúten, sem açúcar e sem processados, esta é uma sobremesa muito simples de fazer e que fica super saborosa.

Que tal fazerem para as vossas crianças? Depois dizem-me se foi aprovado?

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40 e um Bolo de Cenoura

Diz o calendário que hoje estou de Parabéns… 🙂 E que já vão 40 anos desde o dia em que nasci.

E eu estou feliz… Porque gosto de fazer anos, porque gosto de recomeços. E sinto que a entrada nos “entas” é um recomeço que vai trazer muitas mudanças positivas na minha vida. Não tenho medo da idade nem de envelhecer, desde que o faça com qualidade. E sei que isso depende muito do estilo de vida, das minhas emoções, da forma como alimento o corpo e a mente. Quero envelhecer bem, aceitando verdadeiramente cada coisa que me acontece. Porque envelhecer faz parte da vida… Só tenho de agradecer, aos meus pais e ao universo, pela oportunidade que me deram para estar aqui e ter esta experiência maravilhosa.

Em jeito de comemoração, deixo-vos um bolo muito simples que fiz para este dia especial. Abri o livro da Ella Woodward (“As Delícias de Ella”) e dei de caras com um bolo de cenoura com uma aspeto fantástico. Adoro bolos de cenoura e este, que junta ananás, cobertura de caramelo de banana e não usa fermento, aguçou-me a curiosidade. Fiz um bolo grande hoje para o lanche (que ainda não abri) e um pequenino – só para mim! – que foi devorado ontem. E que bom que ficou… (já não preciso de dizer que não tem glúten nem açúcar e que é saudável, certo?) 🙂

 

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Puré de Abóbora Hokkaido com Laranja e Gengibre

Decididamente os homens não foram feitos para andarem às compras… 🙂  Pedi ao homem da casa para me ir comprar abóbora fatiada ao Celeiro. Chegou com uma abóbora hokkaido enorme que custou os olhos da cara. “Ah, não havia da outra, trouxe esta…” Levou um raspanete, claro! Mas depois até lhe agradeci porque nem sempre compro abóbora hokkaido, por não ser muito acessível, e assim fui “obrigada” a inventar alguns pratos com este pequena maravilha. Adoro mesmo abóbora hokkaido, tem um sabor mais suave e doce do que a comum abóbora menina que costumamos usar para a sopa. É um alimento muito usado na cozinha macrobiótica pelas suas excelentes propriedades nutritivas, sendo rico em vitaminas A e B9, pró-vitamina A (caroteno), aminoácidos, zinco e outros minerais.

Esta foi uma das iguarias que fiz, um puré de abóbora hokkaido com laranja e gengibre. Qualquer palavra que use para descrever este puré não lhe faz o devido jus, ficou tão mas tão bom… É um acompanhamento excelente, diferente e muito saudável. Eu fiquei mega fã!

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Tarte de Maçã para o dia da Mãe

Hoje é dia da Mãe… Que para mim (e acho que para todas as mães) é todos os dias! Mas como hoje é comemorado oficialmente, aqui deixo um grande beijinho à minha mãe e a todas as mães do mundo. ❤️

Ser mãe foi a melhor coisa que me aconteceu. Mas nem sempre tive esta noção tão clara, passei momentos conturbados em que cheguei a duvidar se teria capacidade para o ser. Foi preciso uma tomada de consciência para eu perceber que as dificuldades que estava a sentir tinham uma razão: fazer-me descobrir quem sou e evoluir. Ser mãe permitiu-me iniciar o meu caminho de desenvolvimento pessoal, abriu-me os olhos para mudar o que não estava bem em mim, permitiu-me descobrir a minha missão neste mundo. E por isso só tenho a agradecer aos meus filhos que, ao me desafiarem diariamente, com a suas personalidades tão diferentes, conseguem mostrar-me sempre por onde devo seguir.

Deixando agora os desabafos de lado… 🙂  Hoje trago-vos uma maravilhosa tarte de maçã, que pode ser comida por toda a família, bebés, miúdos e graúdos. É muito simples, rápida de fazer e
tão saborosa. E já nem preciso de dizer que não tem leite, açúcar ou farinhas refinadas, certo? Uma alternativa muito saudável aos bolos comprados e processados. Cá em casa somos todos
fãs, o que se prova pela velocidade com que a tarte desaparece. 🙂 Eu adoro comê-la ao lanche, morna, com iogurte e fruta fresca. Consegui abrir-vos o apetite? Então experimentem! Ainda vão a tempo de fazer para o lanche!

Feliz Dia da Mãe!!!

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Pudim de Tofu, Beringela e Alho Francês

Defendo uma alimentação variada e equilibrada. Hoje em dia já não sabemos bem o que comemos, está tudo alterado e cheiro de químicos, por isso com esta postura alimentar conseguimos “diversificar os venenos”. Menos mau, portanto… 🙂

Não sou muito adepta da soja nem dos seus derivados. A soja é um alimento rico em proteína vegetal mas o seu consumo excessivo pode levar a problemas digestivos, alérgicos, dificuldade de assimilação de nutrientes, pode influenciar negativamente as funções da tiróide e até originar distúrbios hormonais (sobretudo em crianças). Já para não falar que grande parte da soja que temos à nossa disposição é transgénica (pelo menos 75%). A proteína de soja é de evitar, uma vez que é processada a altas temperaturas até ficar texturizada, perdendo grande parte do valor nutricional e ganhando níveis elevados de substâncias cancerígenas.

Atualmente consumo soja apenas na sua forma fermentada e não numa base diária: iogurtes, tofu, miso, shoyu e tamari são os meus produtos preferidos. O processo de fermentação faz com que as toxinas da soja sejam neutralizadas e, para além disso, geram-se bactérias benéficas à flora intestinal. Como curiosidade, e ao contrário do que se possa pensar, os orientais não consomem muita soja e quando o fazem, restringem-se aos produtos fermentados e em pequenas quantidades (o grão de soja serve apenas para a agricultura com o intuito de fertilizar terrenos).

Quando a vontade de comer tofu aperta (adoro tofu pela sua suavidade e versatilidade), dou por mim a tentar descobrir novas formas de cozinhar este alimento. E raramente me desiludo… Desta vez experimentei um pudim de tofu no forno, enriquecido pela maravilhosa beringela que é um dos meus legumes de eleição. E ficou tão bom!!! Experimentem…  depois dizem-me o que acharam? 🙂

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Bombons de Caramelo… e uma Páscoa Feliz!

A Páscoa pede chocolates, já se sabe… E por isso hoje temos uma receita bem docinha! 🙂

Quem conhece o chocolate Snickers de caramelo e amendoim? Eu adorava em miúda! Como encontrei uma receita saudável desta maravilha corri a experimentar. E surpresa? Adorei ainda mais!!!

Estes bombons não têm leite, nem açúcar adicionado, nem ingredientes artificiais. O exterior é de chocolate negro e o interior tem duas camadas: uma crocante, de tâmaras e amêndoa, que liga na perfeição com o caramelo de manteiga de amêndoa, aromatizado com baunilha e ligeiramente salgado (sim, as pedrinhas de sal são o segredo da originalidade destes bombons!). O resultado é uma combinação maravilhosa de sabores e sensações. E o melhor de tudo? Podem ser comidos sem culpa (com alguma moderação, claro!).

Vou de certeza repetir esta receita, até porque os meus miúdos ficaram fãs! 🙂

Uma Páscoa muito feliz!

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Panquecas Simples

Desde que eliminei o glúten da minha alimentação que tenho comido muito menos pão. É uma evolução natural, acho… Porque o pão (saudável) sem glúten não se encontra facilmente à venda e quando se encontra é bastante caro, não podendo ser uma alternativa para todos os dias, pelo menos nas quantidades a que eu estava habituada. O que até tem sido bom, sinto-me bastante bem comendo menos pão, fiquei com a barriga mais lisa e sem sensações de inchaço abdominal.

Ainda faço pão sem glúten em casa mas encontrei nas panquecas uma excelente alternativa ao pão para o pequeno-almoço. De vez em quando inovo e experimento receitas de panquecas ligeiramente diferentes e mais complexas, mas para o dia-a-dia preciso de uma coisa simples, que se faça rapidamente e que não use varinha mágica ou liquidificador. Depois de várias experiências cheguei a esta receita de panquecas que me enche as medidas. Ficam fofinhas e com um sabor muito agradável. Costumo acompanhá-las com manteiga de amêndoa, uma dupla imbatível!

Normalmente faço em quantidade ao fim de semana e depois congelo. É muito prático e as panquecas ficam ótimas na mesma. Quando quero comer tiro de véspera e aqueço ligeiramente no micro-ondas. Uma ótima sugestão para as crianças, a princesa da casa é fã e está sempre a pedir-me estas panquecas! 🙂

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O Meu Regresso… e um Caldo de Vegetais Doces

Estou de regresso de uma viagem à Índia onde estive num retiro de Mindfulness no Feminino. Como posso resumir a experiência? Maravilhosa, transformadora, inesquecível… Visitei lugares mágicos, com uma energia muito especial que só um país como a Índia consegue transmitir. Conheci pessoas lindas, fiz amizades que eu espero ficarem para o resto da vida. Foi uma viagem essencialmente interior, em que saí da minha zona de conforto, em que descobri coisas sobre mim que não conhecia, em que vi mais claramente o que quero para o meu futuro e para a minha vida.

O retiro tinha como base a prática de Meditação mas também houve aulas de Yoga ao amanhecer, passeios a templos e locais sagrados, visitas a escolas e projetos inspiradores e até uma aula de culinária indiana (que eu adorei, claro!). Deixo-vos aqui uma cheirinho do que foram estes dias muito especiais…

Em passeio pelo Mercado de Tiruvannamalai

Annamalaiyar Temple em Tiruvannamalai

A Montanha Sagrada Arunachala (nem acredito que consegui subir lá acima)

As ruas

Massas coloridas à venda no mercado (não, não são gomas!)

Mercado de Tiruvannamalai

Matrimandir em Auroville

Em relação à alimentação, o balanço é no geral positivo (apesar do picante, que me desafiava diariamente). Tive sorte porque a zona para onde fui é vegetariana e por isso os pratos eram muito baseados em vegetais e leguminosas (que eu adoro). Em alguns locais onde ficámos a comida estava algo ocidentalizada, por isso sei que não passámos por uma experiência 100% indiana. Mas ainda bem, porque comer noodles com molhos picantes todos os dias ao pequeno-almoço poderia ter sido traumatizante. Continuo a gostar muito de comida indiana mas posso dizer que vim com muitas saudades de pratos tipicamente portugueses. 🙂

O arroz vermelho era uma maravilha!

O que cozinhámos na aula de culinária

Mais do que cozinhámos

Masala Chai, um Chá Indiano de Especiarias com Leite

As bananas indianas (super saborosas!)

Este era tão picante!!!

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Papas para Bebés (Parte 2): Papa de Quinoa com Papaia

Hoje vou continuar com as papinhas para bebés… Já vos deixei uma papa muito simples de aveia com maçã, desta vez decidi ser mais ousada e usar a quinoa. 🙂

Já falei aqui dos inúmeros benefícios da quinoa, mas acho que muita gente não sabe que também os bebés desde os 8 meses podem usufruir deste pseudo-cereal maravilhoso. Os bebés só têm a ganhar se começarem desde cedo a habituar-se a diferentes sabores e texturas, infelizmente hoje em dia a alimentação infantil é pouco diversificada e em relação aos cereais, baseia-se muito no trigo, arroz e pouco mais.

Esta papinha tanto pode ser feita triturando a quinoa, para bebés mais pequenos, como usando a quinoa inteira, o que é ideal para os bebés que se estão a habituar a texturas maiores. Para a fruta escolhi a papaia, por ser tão benéfica para o sistema digestivo. Mas esta papinha resulta muito bem também com manga ou mesmo com uma mistura das duas frutas.

E se estão a pensar que é difícil de fazer enganam-se! Basta cozer a quinoa e triturar… Não têm desculpas para não experimentarem. O vosso bebé agradece! 🙂

NOTA: Adultos não se sintam excluídos, podem também comer esta papa, é deliciosa. Juntem alguns toppings ao vosso gosto para um sabor extra (eu juntei amêndoas, coco ralado, lascas de coco e baunilha, ficou MESMO boa!).

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