Leite Condensado Vegan

Estava em pulgas para partilhar este segredo convosco… 🙂

Devem ser poucas as pessoas que não gostam de leite condensado ou de sobremesas que contenham este ingrediente. Pois podem acreditar ou não, mas consegui inventar uma alternativa vegan, “mais ou menos” saudável para o leite condensado. Posso dizer-vos que os olhos dos meus filhos brilharam quando provaram este fantástico creme. É mesmo bom! Pode ser comido assim, simplesmente, à colher, mas também pode ser usado em bolos, recheio de tartes ou mesmo para fazer gelados.

Claro que lá porque é vegan e tem baixo teor de açúcares não é para ser comido a toda a hora (o leite de soja em pó não é propriamente o melhor alimento do mundo). Mas com moderação, tudo é permitido. E é uma boa opção para quem não consome produtos de origem animal ou é intolerante ao leite de vaca.

A preparação não tem grande ciência, basta ter um bom processador de alimentos e 5 minutos de tempo. E a magia acontece… 🙂

Ainda com dúvidas? Então têm mesmo de experimentar! Depois dizem-me o que acharam?

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Nuggets de Legumes

Acho que qualquer criança (ou adulto) fica com um brilhosinho nos olhos quando ouve falar de nuggets. Provavelmente pela influência das grandes cadeias de “fast food”,  como Mac Donald’s e afins. Mas eu sou adepta da “slow food” e, como tal, decidi recriar uns nuggets na sua versão vegan e saudável. E não é que ficaram uma maravilha?

Ora vamos às vantagens desta iguaria:

– São super saborosos!!!
– Preparam-se em poucos minutos (falta de tempo não é desculpa para não se comer bem!)
– São aptos para quem seja vegan, intolerante à lactose e/ou ao glúten (usando aveia isenta de glúten ou, em alternativa, farinha de arroz)
– São feitos no forno, sem gordura
– Têm imensos legumes (ideais para crianças mais seletivas esquisitas 🙂 )
– Podem ser dados a bebés (desde que começam a comer alimentos sólidos)
– Podem ser congelados e estão sempre à mão, prontinhos, para quando for necessário
– Servidos frios ou quentes, são sempre muito agradáveis, até para levar para a praia ou para o almoço no trabalho/escola

Podem variar os legumes e os condimentos e criar versões diferentes. Nem a monotonia é aqui um impedimento! Face ao exposto, ainda conseguem não experimentar?

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Pão de Amêndoa, Alfarroba e Coco

Nos primeiros tempos de maternidade dediquei-me a 300% aos meus filhos. Toda a minha vida girava em torno deles, das suas rotinas e afazeres (acho que a maioria das mães se identifica com isto). Mas o tempo foi passando e comecei a sentir algumas repercursões negativas na minha saúde devido a este comportamento. Cansaço, falta de paciência, irritabilidade, ansiedade, entre outros problemas. Felizmente apercebi-me de que era preciso mudar e que essa mudança passava muito por cuidar de mim, reservar tempo para mim, fazer coisas que me dessem prazer. Passar tempo sozinha a ler, a passear, a meditar, ou simplesmente a SER (em vez de apenas FAZER). No fundo senti necessidade de ter um relacionamento mais profundo comigo. Porque se não nos relacionarmos connosco, nunca vamos ser felizes e não vamos conseguir dar o melhor de nós aos outros. E eu quero que os meus filhos (e as outras pessoas) tenham o melhor de mim, sempre!

Uma das coisas que eu gosto imenso e que faço regularmente é cozinhar para mim. Não é cozinhar para a casa, nem porque tem de ser. É cozinhar pelo simples ato de ME mimar e de fazer comida que EU gosto. Sem me preocupar se os miúdos vão torcer o nariz. E quando o produto final me agrada, também recebo elogios de mim mesma! Porque não? 🙂

Este pãozinho foi o resultado de um destes momentos meus… Estava cansada, depois de uma tarde em que a minha filha me brindou com algumas refilices e crises de mau feitio (as crianças também têm direito a dias menos bons). Barriquei-me na cozinha, liguei a minha vela aromática e comecei a terapia. Normalmente costumo seguir receitas mas desta vez segui apenas o instinto. Tinha resíduos de amêndoa no frigorífico (que tinham sobrado da preparação do meu leite) e achei que fazer um pão reconfortante seria uma boa ideia.

E foi… Ficou fantástico! Ligeiramente adocidado, fofinho e saboroso. Comi-o inteirinho, aos lanches, durante a semana.  Barrado com manteiga de amêndoa e com rodelas de banana por cima… 🙂 Aqui fica a receita deste pão de Amêndoa, Alfarroba e Coco (em que o ingrediente AMOR não consta da lista mas esteve muito presente). Espero que gostem. ❤❤❤

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Trufas Cruas de Cenoura e Coco

O ser humano é feito de hábitos… E muitas vezes custa-nos a dar a volta a hábitos de infância que nos foram transmitidos pelos nossos pais ou avós. Ou pela própria sociedade. Eu sempre tive o (mau) hábito de comer um docinho depois das refeições. Desde criança que o almoço e o jantar terminavam com chá e bolinhos ou bolachas. Muitas vezes eram bolos caseiros feitos pela minha avó mas mesmo assim não deixavam de estar carregados de açúcar (bem branquinho, que na altura nem sequer se conhecia outro). TODOS os dias, a TODAS as refeições! Claro que o organismo se habituou e quando comecei a ganhar consciência da alimentação e a comer melhor, foi uma coisa que me custou a retirar.

A boa notícia é que tudo é possível, basta força de vontade. De início custa, parece que estamos sempre insatisfeitos. Mas depois acabamos por já nem pensar mais nisso. Lá está, o organismo habitua-se. Neste momento apenas como quando tenho fome e alimentos que sei que me vão fazer bem. Se estivermos atentos, vemos uma reação imediata no nosso corpo quando agimos desta forma. Sentimo-nos bem depois das refeições, leves e com energia.

Para os momentos em que está mesmo a apetecer uma coisa doce, o truque é escolher algo igualmente saboroso mas que seja saudável. Como é o caso destas trufas. Sou adepta de trufas e bolinhas energéticas. São super rápidas de fazer e muito saciantes. E têm aquele doce que nos faz elevar a boa-disposição. Claro que também devem ser consumidas com moderação (como tudo) pois normalmente têm um elevado valor calórico. Mas são a melhor opção para ter sempre no congelador e tirar quando a gula aperta.

Estas trufas cruas são frescas, ideais para o Verão. E ficaram bem bonitas… Experimentem!

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Bolo Desperdício Zero

Tanto se fala de alimentação saudável nos dias de hoje… Mas o que é então uma alimentação saudável? Para mim é aquela que nos proporciona saúde, energia, boa-disposição, evolução interior e que nos permite contribuir para um planeta melhor.

É engraçado como normalmente começamos a mudar a nossa alimentação com um objetivo específico: perder peso, ganhar vitalidade, resolver algum problema de saúde… Mas com o tempo apercebemo-nos que a mudança alimentar teve muito mais consequências do que apenas alterar aquilo que colocamos no nosso prato. Os alimentos que ingerimos interferem não só com a saúde do nosso corpo físico como também mexem com as nossas emoções. Alteram a nossa personalidade, o nosso modo de viver e de encarar a própria vida. Ao adotarmos uma alimentação mais saudável tornamo-nos mais alertas para os problemas de sustentabilidade ambiental. Tornamo-nos pessoas mais conscientes. É tudo isto de forma natural…

Eu posso dizer que estes conceitos de proteção do ambiente e redução da pegada ecológica passaram a estar enraízados em mim. Ainda no outro dia o meu marido me dizia para tapar um prato de comida que tinha sobrado com aquele rolo plástico de cozinha e não estava a perceber porque é que preferi tapar de outro modo. Não consigo ir a restaurantes e pedir uma garrafa de água, se esta for de plástico. Se não tiver a minha garrafa de água na mala, peço um copo de água (com a vantagem que ainda fica mais económico! 🙂 ). Se me esqueço dos meus sacos de compras, prefiro não comprar nada a ter de trazer um novo saco. Quando eventualmente compro alguma coisa mesmo necessária que venha numa embalagem, ou utilizo a embalagem para outros fins ou devolvo à loja para que a voltem a utilizar. Em relação aos alimentos, nada se estraga nem deita fora na minha cozinha. A comida que sobra é sempre utilizada nas refeições seguintes ou reutilizada em novos pratos. Quando acabamos de comer não deixamos nada no prato, nem um simples grão de arroz (mais vale tirarmos pouco de cada vez e, se quisermos, repetir). As cascas das frutas servem para fazer águas aromatizadas e as polpas das frutas/legumes que restam dos sumos naturais são utilizadas para fazer hambúrgueres, bolachas ou bolos.

Bolos, assim como este… Um bolo que por acaso foi feito com a polpa das frutas e legumes que sobrou do meu workshop. 🙂 Na altura congelei e quando me apeteceu foi só tirar e usar. Cenoura, beterraba, laranja e maçã… Deu um bolo húmido muito agradável. Não é o melhor nem o mais bonito bolo do mundo… mas é muito saudável e saboroso… e deixa-nos invadidos por uma enorme sensação de bem-estar.

Sugestão: Experimentem colocar o bolo numa taça e por cima deitar fruta fresca, iogurte e frutos secos. É um lanche perfeito!

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Gelados de Banana e Framboesa

Não sou pessoa de comer gelados todo o ano… Sou friorenta e no Inverno sabem-me bem coisas quentes. Mas o sol e o bom tempo fazem-me voltar a ter vontade de comer um gelado fresquinho.

Considero que os gelados comprados, sobretudo os industriais, são uma opção apenas para muito de vez em quando. Para além do seu elevado teor de açúcar têm, na sua maioria, aditivos artificiais pouco benéficos à saúde, como corantes e espessantes (alguns deles cancerígenos).

Os gelados saudáveis são muito fáceis de fazer. Uma das opções é esta que já aqui deixei, mas os miúdos também gostam muito de gelados de “pauzinho” pelo que, quando vi estas formas super práticas, não pude deixar de as comprar. Estes gelados de banana e framboesa foram a estreia destas formas e correram bastante bem. Ficaram saborosos e muito agradáveis. Aprovados pelos filhotes e pela mãe!  🙂

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“Cheesecake” de Manga

É uma das minhas frutas preferidas, a manga. Quando era pequena não gostava, dizia que sabia a sabonete. 🙂 Só mais tarde percebi que isso acontecia porque provavelmente comia sempre mangas que ainda não estavam maduras. E uma manga bem madurinha, é aquela maravilha… Como os meus filhotes também adoram, decidi inventar uma sobremesa crua que usasse manga e eis o resultado. Um fantástico “cheesecake” de manga, sem açúcar e rico em proteína, devido ao uso do tofu. Confesso-vos que não estava esperançada com o resultado, porque não sei bem escolher mangas e a que comprei ainda não estava no ponto, mas posso dizer-vos que os miúdos ADORARAM! Ou seja, é decididamente uma sobremesa a repetir, para a próxima com uma manga um pouco mais docinha. Nestes dias mais quentes, sabe mesmo bem uma sobremesa assim, crua, fresquinha, cheia de sabor…

E já agora deixo-vos, como curiosidade, alguns dos benefícios da manga para a nossa saúde:

– Fonte de antioxidantes
– Alcalina
– Rica em fibra
– Rica em vitaminas (A, C, E e B6)
– Rica em ferro e potássio

Por tudo isto a manga é anticancerígena, melhora a digestão, impulsiona o sistema imunológico, promove a diminuição do colesterol mau, melhora a saúde da pele, melhora o humor e ajuda a controlar o stress. Muito bom, certo?

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Indian Potato Dish

Tinha prometido uma receita da minha viagem à India e já estava em falta… Ora foi desta! Consegui finalmente experimentar a receita que mais gostei enquanto lá estive. Chamam-lhe “Indian Potato Dish” e, apesar de eu não ser muito fã de batata, adorei a conjugação de sabores e a textura diferente que a batata tem neste prato, nem inteira nem em puré. Muito bom mesmo! Claro está que eu tinha de fazer alterações e usei uma mistura de batata com batata doce para uma refeição nutricionalmente mais rica. E ficou ainda melhor! Ou não fosse eu a maior viciada em batata doce do planeta… 🙂

A comida indiana é mesmo maravilhosa, quente, aromática, cheia de sabor… Confesso que quando regressei precisei de variar um pouco e estar algum tempo a pratos mais simples (apesar de tudo, não estamos habituados a tantos condimentos). Mas passou-me rápido e já tive de regressar aos pratos indianos para matar saudades.

Este prato é muito simples de fazer e torna-se num acompanhamento bem agradável e diferente. Os meus miúdos, que sempre torcem o nariz à batata cozida, comeram de bom grado.
Tanto pode ser servido morno como fica muito bom em versão salada fria de verão. Experimentem!

Em modo saudosista, deixo mais algumas fotos da minha maravilhosa viagem…

                                                                                                                                                                Desenho de rua

Esculturas Indianas

Auroville, cidade do Amanhecer. Ideia perfeita…

Miss you girls… 

Casa colorida

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Bolachas de Amêndoa e Coco

Eu era uma espécie de monstrinha das bolachas em criança… Adorava bolachas!!! Lembro-me de ter para aí uns 8 ou 9 anos e ir, em visita de estudo com a escola, à fábrica de bolachas da Nacional.  Vim de lá com um saco cheio de pacotes de bolachas, 1 de cada tipo que eles tinham na altura. E feliz da vida… Tão feliz que nunca mais me esqueci desse dia. 🙂

Ora a realidade mudou um pouco. Continuo a gostar (muito!) de bolachas mas tenho agora consciência dos erros cometidos na alimentação das crianças há uns anos atrás. As bolachas industriais não são de todo um alimento que eu deseje incluir na alimentação dos meus filhos numa base diária, não só pela quantidade de açúcar e aditivos que contêm mas também pela ausência de ingredientes que alimentem de verdade. Assim sendo, e tendo em casa dois pequenos monstros das bolachas (quem sai aos seus…), tenho que me safar de outra forma e fazer regularmente bolachinhas caseiras. Como normalmente o tempo é apertado, costumo inventar receitas rápidas, com poucos ingredientes, em que não precise de esticar com o rolo da massa. Estas bolachinhas foram a minha última invenção e saíram tão boas que foram devoradas num abrir e fechar de olhos. Até o M. que não é o maior apreciador de coco se rendeu ao seu sabor. E são mesmo fáceis de fazer: triturar, mexer, fazer bolinhas, achatar e já está! O forno termina o trabalho enquanto um cheirinho maravilhoso nos enche a casa de conforto.

Eu sei que estamos no verão mas bolachinhas destas são sempre bem-vindas, não é verdade? Experimentem!

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Salada de Couve Kale Massajada

Vou confessar uma coisa, sempre gostei de mexer nos alimentos com as mãos enquanto estou a cozinhar. Sinto que ao tocar diretamente nos alimentos lhes passo a minha energia e os torno, de certa forma, num bocadinho de mim. E acredito que esta energia é sentida por quem depois come o que preparei. Acho que a comida até vai “cair” melhor… 🙂

Ora quando aprendi esta técnica culinária no meu curso não podia ter ficado mais contente. Massajar os alimentos, que vos parece? Passei a aplicá-la muitas vezes com as couves, para fazer saladas como esta que vos trago hoje. Para além do benefício ligeiramente esotérico que referi em cima (que podem acreditar ou não), massajar uma couve tem também a vantagem de torná–la mais macia, menos fibrosa e mais facilmente digerível. E, a meu ver, bem mais saborosa… Sem cozinhar, a couve murcha, fica com uma textura mais suave mas com um sabor mais vivo. As minhas couves preferidas para aplicar esta “massagem” são a kale e a roxa.

Sabiam que a couve kale é um alimento maravilhoso? Rica em ferro (mais do que a carne), em cálcio (mais do que o leite) e em vitaminas A, C e K, a couve kale é um alimento com uma elevada densidade nutricional e que ajuda a fortalecer os ossos, estimular o sistema imunitário e equilibrar o sistema nervoso.Para além disso, tem ação antioxidante, anti-inflamatória e desintoxicante. O seu sabor não é tão acentuado como o da maioria das couves, pelo que é uma boa opção para quem não é muito adepto destes legumes. Pode ser consumida em saladas mas também em sumos, sob a forma de chips (mais uma perdição recente minha que vos tenho de contar num outro post!), salteada ou usada na sopa.

Hoje em dia já podem encontrar facilmente couve kale nos mercados biológicos, no Celeiro e até em muitos supermercados.

Podem fazer esta salada de kale massajada juntando os legumes que mais gostarem, fica sempre muito boa. Uma opção bem agradável e fresquinha para estes dias quentes…

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