Mindful Eating

Hoje em dia vivemos a um ritmo demasiado acelerado… Queremos fazer tudo para ontem, encaixar mil e uma coisas na nossa agenda e, como o tempo não estica, acabamos por tomar as refeições à pressa, muitas vezes de pé, a fazer outra coisa qualquer.

Não sou isenta de culpa, de vez em quando lá me acontece o mesmo, mas esforço-me para que seja mesmo só muito de vez em quando. Em primeiro lugar pelos efeitos negativos que isso traz para a saúde: problemas digestivos como úlceras e refluxo, má assimilação de nutrientes, obesidade, etc. A hormona da saciedade só é libertada no organismo 20 minutos depois do início da refeição, pelo que comer muito rápido não nos permite ter a sensação de que já estamos satisfeitos e acabamos por ingerir mais do que devíamos.

Por outro lado porque, para mim, comer é muito mais do que enfiar alimentos pela boca abaixo e saciar a fome. Gosto de encarar o ato de comer como uma atividade algo espiritual (que me perdoem os mais céticos nestas coisas 🙂 ). Porque, ao comer, alimento as minhas células, construo o meu ADN, estimulo os meus sentidos e de certa forma fico mais ligada a mim própria.

Por isso defendo o Mindful Eating (ou traduzido para a nossa língua, o Comer Consciente). Comer devagar, mastigando bem os alimentos, sentindo o seu cheiro, sabor, textura, pensando de onde vieram e que energia me vão transmitir. E agradecendo sempre, internamente, no início de cada refeição. Não é fácil ter sempre esta postura, sobretudo porque as refeições normalmente enquadram-se num contexto social e são partilhadas com outras pessoas (e ainda bem que assim é!). Mas tento reservar algumas refeições do dia para comer sozinha (normalmente o pequeno-almoço) e praticar o meu Mindful Eating. Desta forma, estas atitudes começam a estar enraizadas em mim e acabam por surgir espontâneamente noutras ocasiões, sem que tenha de fazer qualquer esforço. Durante o meu retiro na Índia fizémos um dia de silêncio, nunca tinha experimentado e foi maravilhoso. Foi uma excelente altura para consolidar o Mindful Eating, já que não podíamos mesmo falar. 🙂

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Sobre o Health Coaching

Já podem ter reparado que aqui o meu cantinho virtual sofreu uma mudança. Deixou de ser apenas um blog de receitas e dicas de vida saudável (o meu diário de experiências culinárias e não só) e passou a estar também dedicado a divulgar o meu novo percurso de vida, o Health Coaching.

Mas afinal o que vem a ser isto? Passo a explicar tim-tim por tim-tim. 🙂

Sou engenheira de formação. Não sei muito bem porquê, o meu pai é engenheiro, o meu avô era engenheiro, eu sempre gostei de matemática, pareceu-me a escolha (racional) óbvia na altura. Mas no fundo sempre soube que não era a minha missão.

Iniciei este percurso da alimentação saudável por acaso… Depois cheguei à conclusão que não foi assim tão por acaso, o destino sabe o que faz. Devido a este meu caminho tornei-me mais feliz, ajudei-me a mim mesma, pude ajudar o meu filho (que descobrimos ter intolerâncias alimentares que lhe originaram um problema de saúde), iniciei o blog e descobri o que realmente gosto de fazer na vida: Ajudar as outras pessoas a serem mais felizes também.

Muita gente me dizia “devias tirar um curso de nutrição”… Tinha realmente vontade de aprofundar os meus conhecimentos amadores, baseados apenas no que ia estudando, pesquisando e experimentando, mas um curso de nutrição nunca me chamou. Parecia que faltava alguma coisa… Um dia, já não sei bem como, descobri o curso de Health Coaching do Institute for Integrative Nutrition e senti instantaneamente que era por ali que devia seguir (eu que até sou ponderada e não tomo decisões por impulso).

Agora, depois de terminado o curso, sei que não podia ter feito melhor escolha. Aprendi imenso, sobre alimentos e estilos alimentares, sobre saúde, sobre relações pessoais, sobre motivação, sobre espiritualidade, sobre a vida no geral. Sobre como todas as coisas se interligam e resultam em conjunto… Não podemos ser felizes se não estivermos em total equilíbrio e é isso que pretendo ajudar as pessoas a atingir. O seu equilíbrio!

Se tiverem interesse visitem a secção Health Coaching para saberem mais sobre os objetivos deste programa.  Eu vou continuando a deixar as minhas receitas e dicas saudáveis aqui no blog, como sempre. 🙂

A Minha Rotina Matinal

A maioria das pessoas acorda em cima da hora (muitas vezes já depois da hora), toma banho à pressa e sai a correr de casa, sem mesmo tomar o pequeno-almoço. Fazer isto diariamente cansa o corpo, desgasta a mente e mais cedo ou mais tarde os efeitos deste comportamento começam a fazer-se sentir.

Adotar uma rotina matinal é das melhores coisas que podemos fazer pela nossa saúde. Eu prefiro acordar um bocadinho mais cedo mas ter algum tempo só para mim. Para me mimar e fazer as coisas que me dão prazer. Para tomar um bom pequeno-almoço, em casa, com calma. Para me ouvir, saber o que quero para esse dia, que objetivos vou estabelecer…. Porque cada dia é um recomeço, é uma nova oportunidade de mudarmos o que não está bem, de sermos melhores e mais felizes.

E desculpas do género “Ah! Não tenho tempo para isso!” não são válidas! Temos sempre tempo, é tudo uma questão de prioridades. Eu também tenho uma vida ocupada, entre o trabalho, a casa, os meus 2 filhos e tudo o que envolve viver numa cidade grande nos dias de hoje. Mas cheguei à conclusão que cuidar de mim e sentir-me bem é essencial. Só posso estar bem para os outros se primeiro estiver bem comigo própria.

Esta é a rotina que sigo e que faz sentido para mim, de momento. Foi sendo ajustada a pouco e pouco, posso dizer que há alguns anos atrás não fazia nada disto, era mesmo só banho e pequeno-almoço (esses nunca consegui dispensar).

– Acordar: ao dia de semana com a música do despertador, ao fim de semana com a luz do sol a entar no quarto (ou de vez em quando com o barulho dos filhotes 🙂 ).
– Ainda deitada, faço alguns exercícios de alongamento e contração de pernas, braços, mãos e dedos, enquanto desperto.
– Sentada na borda da cama, faço umas respirações completas, normalmente o esquema de respirações 4-7-8 de que já falei aqui.
– Invoco os 5 príncípios do Reiki, faço uma curta introspeção e agradeço o dia que começa.
– Levanto-me e faço 3 posturas de Yoga, boas para a saúde da nossa coluna: uma retroflexão, uma anteflexão e uma torção.
– Vou à cozinha e tomo o meu copo de água morna com limão (ver os benefício neste post).
– Cuidados pessoais: banho, dentes, hidratação da pele e 30 segundos a sorrir para o espelho (faz milagres, acreditem!).
– Pequeno-almoço: Preparo a minha maravilhosa papa de aveia (ao dia de semana) ou o meu smoothie na taça (ao fim de semana), normalmente com umas panquecas. Como sentada, em silêncio, enquanto olho pela janela e estabeleço as minhas intenções para o dia. Muitas vezes também leio algumas linhas de um livro que me inspire.

Com tudo isto não demoro mais do que 1 hora. E sinto-me pronta para enfrentar da melhor maneira o dia que começa.

A minha sugestão: Com o tempo que tiverem (tanto podem sem 30 minutos como 3 horas), criem as vossas rotinas matinais de conforto e bem-estar, que mais se identifiquem com a vossa maneira de ser. Porque cada pessoa é única… E acreditem que a vossa disposição vai mudar muito (para melhor) e o vosso dia se vai desenrolar de uma maneira completamente diferente.

Alguém que já tenha rotinas matinais e queira partilhar? 🙂

Os Benefícios da Meditação: A minha Experiência

A alimentação é muito importante para termos saúde e sermos felizes mas não é, de longe, a única coisa importante. Não conseguimos ser felizes se trabalharmos em algo que não gostamos, não conseguimos ser felizes se tivermos problemas nos nossos relacionamentos, não conseguimos ser felizes se não nos conhecermos, verdadeiramente.

É por esta última razão que considero a meditação uma ferramenta maravilhosa. É essencial para o nosso auto-conhecimento pois ao meditarmos integramos o “Eu” interior com o “Eu” exterior e passamos a usar o nosso corpo para agir de acordo com o que sentimos. Tornamo-nos mais calmos, focados, conscientes, confiantes.

A meditação plena permite-nos desenvolver a nossa espiritualidade (não confundir com religião pois nada têm a ver), porque leva ao despertar da nossa consciência e nos faz ver que existe muito mais do que o mundo físico. Como diz a Rute Caldeira no seu livro “Liberta-te de Pensamentos Tóxicos” (que eu recomendo vivamente): ” A meditação é a minha porta de ligação ao Universo”. Não podia estar mais de acordo.

Mas os benefícios da meditação vão muito além do campo pessoal e espiritual, estudos recentes têm provado que a meditação é também muito benéfica em termos físicos, nomeadamente em casos de depressão, ansiedade, stress, distúrbios alimentares ou vícios. Para além disso a meditação ajuda a melhorar a saúde das nossas células, a equilibrar hormonas, a reduzir a pressão arterial e a retardar o envelhecimento. De facto, tem-se mostrado que o cérebro se altera e desenvolve após algum tempo de prática meditativa.

Comecei a meditar diariamente por volta de Maio do ano passado. Sobretudo de início não foi fácil (ainda não o é por vezes) porque sou uma pessoa muito ativa, com a cabeça sempre a mil à hora, a transbordar de ideias. A lista das compras, os menus para o jantar, as combinações dos miúdos insistiam em não me largar… Por vezes chegava a passar todo o tempo em que meditava a pensar nessas coisas do dia-a-dia. Mas com o tempo e a prática fui interiorizando, fui aprendendo a deixar ir esses pensamento e a concentrar-me apenas em mim e no momento presente, no que estou a sentir. Porque meditar não é mais do que isso, é um exercício de foco e concentração e nada tem a ver com “não pensar absolutamente em nada”. Podemos deixar os pensamentos fluir ao mesmo tempo que estamos focados nas sensações do nosso corpo, em especial na respiração. E é nessas alturas que a meditação nos dá as respostas que precisamos, nos mostra o caminho a seguir. Posso dizer que atualmente é o momento do meu dia que mais aprecio, já não consigo passar sem ele. É o MEU momento.

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Novo Ano: Intenções em vez de Resoluções

Todos os dias podem ser considerados um recomeço… Mas o início de um ano dá-no sempre aquele entusiasmo e motivação extra que muitas vezes precisamos para “por as coisas a andar”.  É por isso que surgem as tão faladas resoluções de ano novo.

No entanto este ano decidi mudar de perspetiva e deixei de estabelecer resoluções, que normalmente são muito específicas e apenas resultam para objetivos a curto prazo. Para além disso, ao focarem-se nas coisas menos boas, nas coisas que não estão bem na nossa vida, as resoluções geram em nós sentimentos tristes e negativos. Por exemplo, as resoluções “Quero perder peso”, “Quero passar a fazer exercício físico”, “Quero sair mais com os amigos” lembram-nos constantemente que temos peso a mais, que não temos uma vida ativa, que não estamos a ter a vida social que gostaríamos. Poderão resultar durante uns dias, mas normalmente no fim de janeiro já perdemos o focus e ainda somos invadidos por um enorme sentimento de culpa.

Este ano decidi colocar intenções. Uma intenção é um modo de ser/estar, gera sentimentos positivos e é bem menos específica do que uma resolução. Uma intenção é uma escolha.

Deixo alguns exemplos de resoluções e as suas correspondentes intenções:

Normalmente a intenção engloba a resolução. A diferença é subtil mas é suficiente para originar uma mudança de atitude. E mais facilmente atingiremos as nossas metas.

Coloquem as vossas intenções para 2017. Reservem apenas alguns minutos, sentem-se num lugar calmo e sem distrações (eu gosto de fazê-lo logo pela manhã, quando somos mais intuitivos e menos racionais). Respirem fundo e deixem os pensamentos fluir. Comecem a divagar como gostariam que fosse a vossa vida no próximo ano: Quem gostariam de ser, o que gostariam de sentir, o que gostariam de experienciar… Escrevam as vossas intenções num livrinho, agenda, ou post-it e olhem para elas regularmente, para que as assimilem bem. E, o mais importante, acreditem que as intenções que estabeleceram se vão concretizar… A mudança está em nós, sempre.

Experimentem! E tenham uma ano muito feliz!

NOTA: E nada como acompanhar as nossas intenções de ano novo com um pequeno almoço maravilhoso: Smoothie na taça com banana, melancia, flocos de aveia, gengibre, maca, açaí e chia (colocar tudo no liquidificador e truturar com um bocadinho de leite vegetal até ficar cremoso).  Toppings romã, amêndoa, sementes de cânhamo e pólen.

Toda a Verdade Sobre o Glúten – A Minha História

Muito se fala atualmente sobre o glúten e por isso achei que devia escrever um post detalhado sobre o tema de modo a esclarecer quem precise e talvez ajudar alguém com a minha história.

O glúten é uma proteína composta pela mistura das proteínas gliadina e glutenina, que se encontram naturalmente na semente de alguns cereais (no seu endosperma).

Os cereais que contêm glúten são:

Trigo: É o cereal que contém a maior percentagem de glúten. Outras espécies de trigo que também contêm glúten são: Espelta, Kamut, Farro, Triticale.
Cevada
Centeio

Qualquer receita ou produto alimentar que apresente na sua composição algum destes alimentos vai possuir glúten, mesmo que em pequenas quantidades.

De notar que a aveia, apesar de não conter glúten na sua composição, pode conter glúten por contaminação de outros cereais (no campo ou nas fábricas). Existem marcas que garantem a isenção de glúten na aveia (no rótulo tem essa indicação).

O glúten é responsável pela consistência elástica e viscosa do pão e das massas (a palavra glúten deriva do latim e significa cola). O pão fofinho que costumamos ver à venda assim o é devido ao glúten, sendo por isso um ingrediente muito apetecível para a indústria da panificação.

No entanto, o glúten não é um ingrediente bem tolerado pelo organismo, por não ser digerido facilmente. Há 3 grandes patologias causadas pela ingestão de glúten, cujos sintomas se podem manifestar desde o nascimento ou apenas com o avançar da idade:

Doença celíaca: É uma doença auto imune em que as células de defesa atacam o glúten quando este é ingerido, atacando ao mesmo tempo as paredes do intestino, o que provoca uma atrofia na mucosa intestinal que impede a absorção dos nutrientes pela corrente sanguínea. É uma doença mais comum nas mulheres, provavelmente com causa genética, e que geralmente aparece na infância.

Principais sintomas: Inchaço abdominal, diarreia crónica e/ou prisão de ventre, anemia, problemas de pele (comiçhão, descamação, psoríase), mucosas alteradas (aftas), atrasos de crescimento, cansaço, perda ou aumento de peso, instabilidade emocional, depressão, problemas de fertilidade (de notar que a doença celíaca pode até não apresentar sintomas em certas pessoas).

Diagnóstico: Análises ao sangue revelam a presença de auto anticorpos no organismo. Biopsia intestinal mostra o intestino danificado.

Restrições: A doença celíaca exige a eliminação total do glúten na dieta para toda a vida.

Alergia ao glúten: Pessoas com alergia ao glúten desenvolvem uma reacção imunitária anormal quando o ingerem, levando à formação de anticorpos (Imunoglobina E) que vão depois produzir a libertação de outras moléculas responsáveis pela aparição dos sintomas. Esta reação é imediata após a ingestão do alimento com glúten, mesmo que em poucas quantidades.

Principais sintomas: Manchas vermelhas na pele, comichão, cara e língua inchadas, vómitos, diarreia, dificuldade em respirar, anafilaxia (problema grave na circulação sanguínea e na oxigenação).

Diagnóstico: Análises ao sangue (IgE aumentado)

Restrições: Pessoas com alergia ao glúten não podem ingerir qualquer alimento que contenha a proteína do glúten ou que tenha estado em contacto com outros alimentos que a contenham.

Intolerância ou sensibilidade ao glúten: É um problema que resulta do facto do organismo não ser capaz de digerir bem o glúten, sendo que os restos das proteínas gliadina e glutenina podem ficar presos nas parede do intestino. Não é uma doença auto imune nem alérgica, sendo de mais difícil diagnóstico. A melhor forma de confirmar esta patologia é a melhoria dos sintomas depois da eliminação do glúten da dieta. Atualmente já há testes de intolerâncias alimentares que permitem avaliar os níveis de Imunoglobina G e despistar/confirmar mais facilmente este problema.

Principais sintomas: Os mesmos que os da doença celíaca.

Diagnóstico: Por exclusão do glúten ou Teste de Intolerâncias Alimentares (análise ao sangue).

Restrições: Não ingerir alimentos com glúten ou que contenham grandes percentagens desta proteína.

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Agora deixo-vos a minha história

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Os Meus Pequenos-Almoços de Férias

Estamos de férias. Não serão as férias mais descansadas, nem as mais paradisíacas, nem as mais diferentes. Mas são as nossas férias… Duas semanas em que estamos apenas juntos. Sem horas, sem marcações, sem trânsito, sem pressa para chegar a qualquer lado. E isso, para mim, é o mais importante.

Mesmo nas férias gosto de manter as minhas rotinas matinais, mas com mais calma e tempo. Levantar cedo, meditar, fazer os meus alongamentos e exercícios de respiração, mas ao ar livre, o que durante os dias normais não consigo. Gosto de tomar o pequeno-almoço no jardim, a apanhar o sol morno da manhã. Sabe tão bem…

Mesmo não tendo todas os alimentos e comodidades que tenho em casa, tenho feito pequenos almoços super saborosos e equilibrados.  Aqui ficam três ideias muito simples e saudáveis para o pequeno-almoço (em época de férias e não só):

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1 – Kiwi, pera, flocos de arroz tufado, iogurte vegetal, sementes variadas (usei cânhamo e abóbora) e pão de aveia (barrei com manteiga de coco)

2 – Creme de aveia e banana (adaptação desta receita), sementes variadas (usei cânhamo e abóbora), bagas goji e pão de arroz e amêndoa (barrei com manteiga de coco)

3 – Kiwi, maçã, iogurte vegetal, sementes variadas (usei cânhamo e abóbora), bagas goji e pão de quinoa (da Miolo) com manteiga de amêndoa

Estes pãezinhos são resultado de algumas experiências que tenho feito para conseguir ter pão de uma forma simples e rápida. Sem glúten e sem fermento, estes pães podem ser feitos no forno, fogão ou até no micro-ondas (quando o tempo é mesmo apertado). As receitas deixo para outro post… Por agora vou aproveitar as férias! 🙂

Bom verão!

Dicas Para Melhorar a Digestão

Hoje em dia são muitas as pessoas que se queixam de digestões longas e difíceis. As causas são várias: quantidades exageradas de comida, gordura/açúcares em demasia, refeições tomadas a correr ou a trabalhar, entre outras. É preciso ouvir o nosso corpo e perceber que se estamos a ter determinado sintoma é porque algo não está bem. Tomar o comprimidinho efervescente depois das refeições não é solução…

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Deixo 10 dicas que costumo seguir e que ajudam neste problema:

1. Comer devagar: A mastigação é a 1ª fase da digestão e é mais importante do que se pensa. Devido às enzimas presentes na saliva, os alimentos começam já a ser processados na boca (dizem que cada garfada deve ser mastigada pelo menos 100 vezes!). Comer rápido vai fazer com que os alimentos sigam para o trato digestivo em pedaços muito grandes, o que vai dar mais trabalho aos outros orgãos envolvidos na digestão. Para além disso o cérebro só envia a mensagem de saciedade após 20 minutos do início da refeição, por isso comer devagar também contribui para comer menos e ter mais energia.

2. Não beber líquidos à refeição: Beber enquanto se come dificulta a digestão e enche o espaço que poderia ser ocupado com comida.

3. Comer em pequenas quantidades de cada vez e em várias refeições ao longo do dia: Comer grandes porções de cada vez vai atrasar bastante a digestão e originar a sensação desagradável de enfartamento.

3. Começar a refeição com vegetais, de preferência crus: o processo digestivo é bastante complexo e se este começar com alimentos crus o esforço da digestão é progressivo e esta faz-se mais facilmente.

4. Beber 1 copo de água morna ao acordar, idealmente com umas gotas de sumo de limão: a água morna vai acordar o organismo da melhor forma depois do período noturno, ao mesmo tempo que hidrata o organismo. O limão ajuda na limpeza e na desintoxicação, tem uma ação antioxidante e protetora.

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O Poder Dos Medicamentos Naturais

A primavera chegou… E eu sou um bocadinho mais feliz por sentir os dias de calor mais próximos. Adoro o bom tempo, os dias cheios de luz, que duram até tarde…

Mas como as estações já não são o que eram, já sei que o calor ainda vai demorar a chegar. Ainda há muitas constipações e gripes por aí, inclusive aqui em casa (primeiro inverno em que a princesa anda na escola, já se sabe).

Não gosto de abusar dos medicamentos. Hoje em dia, por tudo e por nada, são receitados antibióticos, paracetamois, ibuprofenos… Com este excesso de utilização os medicamentos vão perdendo o efeito desejado, deixando de ser eficazes quando são realmente necessários. As inflamações são, nada mais nada menos, do que uma reação benéfica do organismo, indicam que o sistema imunológico está a combater os micróbios que o atacaram. Reduzir a inflamação com um químico faz diminuir os sintomas mas nem sempre colabora na cura.

O nosso corpo tem a capacidade de se curar a si próprio, só temos de lhe dar condições para isso. “Sopas e descanso”, já diziam os nossos avós… E é bem verdade. O descanso, a boa alimentação e a hidratação, seriam suficientes para ajudar no processo de cura. O problema é que atualmente ninguém tem tempo para ficar em casa a recuperar. O ritmo de vida exigente que levamos não nos permite cuidar de nós, da forma mais correta. Lembro-me de quando era pequena e ficava com gripe, os meus pais não me deixavam sair da cama e muito menos do quarto. Ficava resguardada, em descanso, até ficar melhor. Acho que esse bom hábito se perdeu, já ninguém faz isso…

Existem alimentos considerados verdadeiros medicamentos naturais, que podem ajudar no combate às infeções. Aqui deixo alguns deles:

Alho: Antibacteriano natural. Para beneficiarmos das suas propriedades o ideal é ser consumido cru.

Equinácea: Antibiótico natural, a equinácea ajuda a combater bactérias, vírus, fungos e outros micróbios causadores de doenças. Reforça o sistema imunológico. Pode ser tomada como prevenção ou em situações agudas, em intervalos frequentes. Encontra-se à venda sob a forma de cápsulas nas farmácias e lojas de produtos naturais.

Gengibre: Antibiótico, anti-inflamatório, acalma o sistema digestivo, a dor de cabeça e as enxaquecas, estimula o sistema imunológico e alivia os sintomas de inflamação. Tem uma ação anti-séptica no organismo. Pode ser consumido fresco, ou sob a forma de pó. Visto ser um alimento termogénico, deve ser consumido com precaução por pessoas com tensão alta.

Açafrão (ou curcuma): É quase um anti “todos os males”. Tem propriedades anti-tumorais, antioxidantes, antiartríticas, anti-inflamatórias, antivirais, antibacterianas, antifúngicas. Pode ser usado na alimentação e em infusões.

Limão: Bactericida e antioxidante, já falei dos seus benefícios Aqui e Aqui. Pode ser usado na alimentação e em chás/infusões.

Mel: Tem acção anti-séptica. Reduz a inflamação, em especial da garganta.

Se quiserem um poderoso elixir para combater gripes, constipações e reforçar a imunidade, aqui fica uma sugestão usando alguns destes ingredientes:

Chá de Limão, Gengibre e Açafrão (2 pessoas)

– 1 pedaço de gengibre fresco cortado em rodelas (cerca de 3 cm)
– 1 colh. de chá de açafrão em pó
– Sumo de 1 limão
– 2 colh. de sopa de mel (ou a gosto)
– 500 ml de água

1. Ferver a água e adicionar todos os ingredientes
2. Misturar bem, cobrir e deixar repousar por 5 minutos antes de beber

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Sobre o Exercício Físico: A Minha História e Algumas Sugestões

Hoje não vou falar de alimentação mas sim de outra coisa também essencial para termos saúde: o exercício físico.

Acho que já toda a gente conhece os principais benefícios da prática regular de exercício físico, mas não custa avivar a memória aos mais esquecidos:

– Ajuda a diminuir e controlar o peso
– Diminui o risco de doenças no coração, hipertensão, osteoporose e diabetes
– Melhora os níveis de colesterol
– Aumenta a resistência muscular
– Dá mais flexibilidade
– Gera energia e bem-estar
– Combate o stress, a ansiedade e a insónia

É mesmo importante realizarmos qualquer atividade física, fora das atividades normais do dia-a-dia. Pode parecer um contrasenso mas se estamos cansados depois de um dia de trabalho,
nada melhor do que nos mexermos para recuperamos a energia e a boa-disposição. Por vezes não é fácil, eu bem sei… Sobretudo para aquelas pessoas, nas quais eu me incluo, que não têm uma aptidão natural para as atividades desportivas. Já em pequena era notório que o desporto não era o meu forte, não sei se porque não recebi grande incentivo dos meus pais para a prática, ou se já é mesmo uma característica minha. A verdade é que a minha história desportiva na infância se resume a um mês na natação do Benfica lá para os 8 anos (a água não é decididamente o meu elemento). Invejava as minhas colegas da escola que sabiam jogar tudo e mais alguma coisa, e que o faziam bem. Tive a sorte (ou o azar) da minha escola preparatória
não ter pavilhão desportivo e por isso nem tive disciplina de Educação Física entre o 5º e o 9º ano. Daí para a frente safei-me com um 11 ou 12 a Educação Física, com muitos pedidos ao professor para não jogar Volei ou Basquet e ficar a fazer exercícios de ginástica. Sempre era um bocadinho melhor… A partir da adolescência, devido a problemas de coluna, fui “obrigada” a regressar à natação, e a atividade só não foi mais penosa porque convenci umas amigas a virem comigo.

Em adulta comecei a querer fazer mais desporto, talvez com a consciência de que é essencial para a saúde. Andei em vários ginásios, fiz várias atividades diferentes, o que foi bom para testar a minha capacidade física e perceber o que realmente gosto de fazer. No ano passado experimentei algumas aulas de cross fit e treino funcional na praia, o ambiente era muito giro e motivava bastante mas era demais para mim. Nessas noites em que treinava até me custava a adormecer tal tinha sido o esforço… Por isso acabei por me voltar para a atividade com que mais me identifiquei e que, para mim, faz mais sentido no momento em que me encontro, o Yoga. Vou para as aulas sempre com vontade, sinto-me muito bem quando pratico, sobretudo por ser uma atividade que exercita corpo e mente. Saio dorida mas renovada e com uma atitude mais positiva.

yoga

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