3 Dicas para a Longevidade

Ser jovem para sempre… Acho que era o sonho de muita gente. Infelizmente não é possível, pelo menos até descobrirem uma máquina do tempo que nos permita parar os anos e ficar sempre com a mesma idade. O meu filho tem-me feito muitas perguntas a esse respeito: “Oh mãe, não quero ficar velho…”, “Para onde vou depois de morrer?”. E eu não gosto de lhe mentir, por isso a melhor forma que arranjo de contornar o problema é desviar a atenção dele para o momento presente. Para a sorte que temos em nos ter sido dada a oportunidade de estar aqui, de viver esta vida que nos pode oferecer tanta coisa boa. Claro que aproveito para meter a deixa da alimentação saudável: ” Por isso é que a mãe só te dá comida saudável, para que possas viver mais tempo”. 🙂

A genética tem alguma influência no número de anos que vivemos mas bem menos do que se possa pensar. A forma como vivemos faz toda a diferença! Os avanços da medicina também têm ajudado: se no início do século passado a esperança média de vida era de 47 anos, no início deste século passou para 77 anos. Sim, vive-se mais tempo agora. A grande questão é que vivemos mais mas não necessariamente melhor. A inteligência humana e o avanço tecnológico têm trazido também aspetos menos positivos. A poluição, o viver desenfreado, a falta de tempo, o stress, o excesso de  horas de trabalho, a alimentação cheia de organismos modificados e pesticidas, tudo isto está a trazer-nos doenças e a retirar-nos qualidade de vida.

“People live as if they won´t die and die feeling they haven´t lived”

Já senti na pele os malefícios deste viver moderno. Para ser honesta ainda sinto… Mas felizmente despertou em mim uma nova consciência, que me avisa diariamente quando não estou a ir pelo caminho certo. Talvez haja quem prefira viver sempre no limite, abusando da saúde, sem pensar nas consequências. Conheço pessoas assim, que me dizem “Quero é aproveitar a vida, se morrer mais cedo paciência”. Está tudo bem, cada um é livre para tomar as suas opções. Mas eu não sou assim, sempre fui uma pessoa prudente e queria muito viver bem até ser velhinha. Adorava chegar aos 90 ainda com uma vida ativa, ser independente, fazer Yoga e conseguir brincar com os meus bisnetos. Quero ter tempo, muito tempo, para aproveitar a vida serenamente. Esta vida maravilhosa que podemos e merecemos viver… E felizmente sou abençoada porque tenho a genética a favorecer-me, já que as mulheres da minha família têm mostrado ser “duras de roer”. A minha bisavó deixou-nos aos 107 anos e só não viveu mais tempo porque deu uma queda da qual já não conseguiu recuperar. Sempre foi um modelo para mim, de energia, de força, de determinação.

Para quem se identifica com as minhas palavras, deixo 3 dicas bem simples, que vos vão com certeza ajudar a viver bem durante mais tempo. Não é a fórmula para a vida eterna mas já é uma boa ajuda! 🙂

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Sobre a Escovagem Corporal

Somos confrontados diariamente com inúmeras fontes de intoxicação do nosso corpo. Através daquilo que comemos, dos produtos que colocamos na pele, mas também através do que pensamos e sentimos. Sim, comer bem e de forma saudável não serve de muito se nos intoxicamos com pensamentos negativos que nos destroem por dentro, enfraquecem o nosso sistema imunitário e nos deixam mais vulneráveis à doença. Sermos positivos e estarmos de bem com a vida é a melhor forma de vivermos em modo “detox”.

Mas há mais um excelente método, e este bem mais concreto, de fazermos uma limpeza diária ao nosso corpo. Chama-se escovagem corporal a seco (dry brushing), conhecem? A pele é um orgão de absorção, já aqui tinha referido, mas também é um orgão de eliminação, desempenhando um papel crucial na limpeza das toxinas e impurezas do corpo. Esta eliminação faz-se com o suor mas também com a renovação dos tecidos da pele. Ao escovar o corpo estamos a eliminar o excesso de células mortas,  ao mesmo tempo que contribuímos para melhorar a circulação, promover a drenagem linfática e diminuar a celulite. Outros benefícios são a regulação das glândulas sebáceas e hormonais e a diminuição de manchas, cicatrizes e estrias, tornando a pele mais uniforme.

E como fazer a escovagem corporal a seco? Muito fácil! Basta usar uma escova de cerdas naturais própria e escovar o corpo diariamente antes de tomar banho (com o corpo seco, bem como a escova). Depois do banho aplicar um bom hidratante e já está! O tempo que demoram só depende de vocês, poderão ser 10 minutos, para uma escovagem mais completa, mas se o fizerem em 3 minutos já terão muito a beneficiar.

Segue o método de escovagem que eu aconselho:

– Realizar sempre movimentos circulares longos, no sentido anti-horário, em direção ao coração
– Não concentrar muito a escovagem no mesmo local para não magoar
– Começar pelos pés, pernas, nádegas e depois continuar pela barriga, peito, mãos e braços (não esquecendo as plantas dos pés e as palmas das mãos)
– Prosseguir pelas costas no sentido descendente, desde os ombros até à região dos rins
– Adaptar a força da escovagem à região em causa, para não irritar a pele: o peito e a barriga são mais sensíveis, não devendo ser aplicada tanta força nestes locais
– No fim bater com a escova no lavatório e passar as mãos pelas cerdas para remover as células mortas

Desde que experimentei esta técnica que realmente noto a pele mais macia. E, confesso, não faço a escovagem todos os dias (ainda não se tornou rotina, tenho esse objetivo estabelecido!).
Para além disso gosto imenso da sensação que a escovagem me proporciona, é uma espécie de massagem matinal. 🙂

Em relação às escovas, eu comprei a minha online na Nature´s Invitation mas sei que também há no Celeiro, na Body Shop e até em vários supermercados. A única exigência é que seja de cerdas naturais e convém que tenha um cabo comprido (idealmente desmontável) para que possam chegar bem às costas.

Desafio-vos e experimentarem! Depois contam-me se gostaram?

A Minha Vida sem Açúcar

Em Maio de 2016 foi-me detetado um problema de saúde cujo tratamento passava por, entre outras coisas, eliminar completamente o açúcar da minha alimentação (irei falar sobre este problema mais tarde, num outro post). À data eu já seguia uma alimentação saudável, sem açúcares adicionados. Foi sendo um processo gradual ao longo dos anos: 1º substituí o açúcar branco por amarelo, depois por mascavado, depois comecei a reduzir as quantidades e por último substituí por outros adoçantes mais saudáveis. Por isso achei que esta “pequena” alteração seria pacífica. Bom, vou ser sincera, não foi assim tanto… Eu, que sempre afirmei que não tinha vícios, cheguei à dolorosa conclusão que afinal era viciada em açúcar. Todas as refeições tinham de ter qualquer coisa doce, nem que fossem tâmaras, figos secos ou as minhas trufas saudáveis. E retirar estes “doces” supostamente inofensivos da minha alimentação exigiu de mim bastante esforço e força de vontade. Porque para além de ter de combater o vício diário, não é fácil sempre que temos qualquer encontro com amigos ou familiares. Os doces estão sempre presentes, é uma droga socialmente aceite, acaba por ser mais difícil de eliminar do que o vício do álcool ou do tabaco. Posso confessar que cheguei a ficar revoltada com o Natal, com as festas de anos, com todas as alturas onde eu era desafiada a não fazer aquilo que me dava mais prazer naquele momento que era comer doces. Foi preciso uma tomada de consciência grande, foi preciso eu perceber o que queria para mim e para a minha vida. E eu percebi que queria ter saúde. Percebi que queria ter energia para fazer tudo o que gosto. Percebi que não queria optar por coisas que só me dão dores e desconfortos. E que diminuem a minha qualidade de vida. Hoje, passado mais de 1 ano desde o início da mudança, continuo a gostar de doces, não posso mentir, mas sinto que já vivo perfeitamente bem sem eles (melhor até).  E é maravilhoso sentir que estamos livres de um vício, de algo que se apodera de nós e nos controla.

E depois deste pequeno desabafo, vamos a questões práticas. 🙂

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3 Técnicas de Meditação para Crianças

Há dias, no fim da aula de Yoga, falávamos sobre como o Yoga tinha entrado nas nossas vidas. Para alguns foi um interesse recente, que chegou com a necessidade de paz da idade adulta. Para outros, como eu, foi um interesse que começou mais cedo. Acho que todas estas atividades e terapias “menos convencionais” sempre me fascinaram. Mas foi só nos tempos de faculdade, talvez com a chegada de uma maior independência,  que comecei a manifestar mais vontade em conhecer este “outro mundo”. Lembro-me de ter visto um cartaz a anunciar aulas de Yoga na Cidade Universitária, em Lisboa, e de dizer para uma amiga “Vamos?”. E lá fomos nós! E acho que foram as melhores aulas de Yoga que tive até agora, muito completas, até incluiam cânticos de mantras. Claro que, no início, o espírito do Yoga parecia um mundo à parte e ainda soltávamos algumas risadas, sobretudo quando cantávamos (há 20 anos atrás, em Portugal, o Yoga não estava assim tão divulgado). Mas o tempo foi enraízando aquelas prática em nós e, contra a opinião de alguns colegas que diziam que não aguentávamos nem 1 mês, lá ficámos e sempre a gostar cada vez mais.

Desde então, e apesar de ter feito algumas pausas, o Yoga tem estado sempre presente na minha vida. E foi a minha porta de entrada para a meditação, que começou a ser diária apenas no ano passado. Mas sinto que desta vez será para durar… 🙂

Como “em casa de ferreiro espeto de pau”, os meus filhos não demonstram grande interesse por estas práticas, muito menos para a meditação. Por vezes com alguma pena minha (confesso)… Não porque não me seguem os passos (os pais têm muito esta tendência, não é?), mas porque sei que a meditação é uma ferramenta fantástica para as crianças, deixa-as mais calmas, centradas e confiantes. Para além disso fomenta sentimentos positivos como a compaixão, a gratidão e a generosidade, tão importantes nos dias que correm.

Pintando um cenário real (e não o ideal de perfeição), os meus filhos são crianças ansiosas, nervosas e pouco focadas. E, como tal, muito teriam a beneficiar com a prática meditativa. Sei que vão interiorizando alguma coisa com os meus exemplos, o que já é muito bom… Como é o caso da minha filha que, quando estou a cantar os meus mantras, costuma cantar por cima com letras inventadas por ela e que normalmente contêm muitos “cocós, xixis e afins” (ou seja, literalmente a gozar!). Mas o engraçado é que muitas vezes a apanho sozinha, a brincar no quarto, a cantar os mantras na perfeição, com a voz bem afinadinha. No fundo, está na sua meditação. 🙂

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Dicas Para Terminar Bem o Dia

Nem sempre é fácil, ao fim do dia, desligarmos… Durante o dia há o trabalho, quando chegamos a casa mudamos o chip para as tarefas domésticas e os afazeres familiares (há inclusivé quem opte por manter os dois papéis em simultâneo) e normalmente chegamos ao fim do dia exaustos. Tão exaustos que nem conseguimos dormir bem. E como não dormimos bem no dia seguinte estamos cansados, com sono, não temos a energia nem a produtividade que gostaríamos e só nos apetece beber café para espevitar ou afogar o cansaço em coisas doces. E assim se cria um ciclo vicioso de onde parece difícil escapar.

A solução é mesmo estabelecermos rotinas. As rotinas dão-nos calma, estabilidade, segurança e permitem uma organização mais eficiente de tudo o que temos para fazer. Com as rotinas ganhamos tempo, tempo esse que podemos usar para nós, para fazer o que gostamos. Toda a gente precisa de rotinas, das suas rotinas. Já para não falar que é maravilhoso quebrá-las de vez em quando… 🙂

E se as rotinas matinais são essenciais (já aqui falei sobre isso), as rotinas noturnas têm igualmente uma enorme importância, razão pela qual acho que lhes devo prestar o devido reconhecimento.

Por experiência própria, posso dizer-vos que quando sigo as minhas rotinas de fim de dia sinto que ganho tempo e que tudo corre melhor. Estou mais serena, tenho mais paciência em casa (que é logo a primeira coisa que falta quando estamos em contra-relógio) e consigo ter um sono bem mais reparador. Que para mim é muito importante…

Querem saber as minhas 5 dicas para terem um final de dia mais mindful e para dormirem melhor?  Aqui vão elas!

1 – Planear, organizar e preparar com antecedência
Uma organização atempada das tarefas permite-nos que os fins de dias não sejam um caos! O ideal é começar a ir fazendo as coisas logo que possível e não deixar tudo para a ultima hora. E o que der para fazer com antecedência pode (e deve!) ser feito. Por exemplo, deixar algumas refeições preparadas no fim de semana anterior ou as malas da ginástica/natação. Quanto menos tarefas tivermos ao final do dia, melhor. Ajuda muito (pelo menos a mim) ter um caderninho para escrever o planeamento das tarefas semanais.

2 – Libertar o perfeccionismo
Este ponto, confesso, é o meu “calcanhar de Aquiles”. Sou muito perfeccionista e gosto de tudo bem feito, nem que para isso tenha de perder imenso tempo. Ando a tentar melhorar, pensando “o que ganho com tanta perfeição?”. Normalmente concluo que não ganho nada, só perco tempo e paciência. Não fica perfeito? Sem problema, fica melhor para a próxima. 🙂

3 – Limitar os estimulantes
Café, tabaco ou álcool a partir de certa hora interferem com o sono pois aumentam o ritmo cardíaco e a atividade cerebral. Ver muita televisão ou estar ao computador/tablet/consolas até tarde também tem influência no sono. O corpo liberta a hormona melatonina que nos aumenta
a sonolência mas quando estamos expostos a demasiada luz, esta hormona não é libertada nas quantidades adequadas.

4 – Fazer alguma atividade que ajude a relaxar
Que tal implementaram um regra? Reservar SEMPRE um bocadinho ao final do dia para alguma atividade mais calma que vos dê prazer. Claro que a atividade depende muito de pessoa para pessoa. Pode ser tomar um banho morno, ler um livro, beber um chá, ouvir música calma ou meditar. Eu sou adepta da última opção, já não consigo terminar o meu dia sem acalmar a mente, sentir a respiração e “falar um bocadinho comigo”. Podem ver as minhas sugestões de meditação aqui.

5 – Fazer o jogo da gratidão
Isto pode ser feito em família, a dois ou apenas pela própria pessoa (durante a meditação por exemplo). Pensar em 3 coisas que correram bem durante o dia e pelas quais estamos gratos. Este exercício enche-nos o coração de alegria e, acreditem ou não, tem um efeito enorme na qualidade do nosso sono e na disposição com que acordamos no dia seguinte.

Espero que estas dicas vos tenham sido úteis. Vamos lá praticar!

A Importância da Vitamina D

As vitaminas são, tal como os minerais, micro-nutrientes essenciais à vida e à manutenção de uma boa saúde. Todas as vitaminas são necessárias mas talvez uma das mais importantes seja a vitamina D.

A vitamina D é um nutriente solúvel em gordura e, apesar de ser chamada de vitamina, é na verdade uma hormona. Precisamos desta vitamina para quase todas as funções do nosso corpo nomeadamente para a regulação do sistema imunitário, para o desenvolvimento celular e a manutenção dos ossos e dentes (absorção de cálcio). A vitamina D é assim fundamental na prevenção de uma série de doenças como osteoporose, doenças auto-imunes, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e cancro.

A vitamina D está associada à exposição solar pois, de facto, é esta uma das suas principais fontes. O corpo produz esta vitamina a partir de um derivado do colesterol presente na nossa pele quando em contacto com o sol (na realidade é a única vitamina que o organismo consegue produzir!). E talvez seja esta a razão porque normalmente subvalorizamos esta vitamina, pois achamos que conseguimos as doses adequadas através do sol (sobretudo aqui em Portugal onde o clima se propicia a isso). A verdade é que a vitamina D só é produzida quando nos expomos sem proteção solar, o que nos dias de hoje, devido à preocupação com o cancro de pele, é uma prática cada vez menos comum (e por essa razão ainda bem). Por outro lado, as necessidades de vitamina D variam muito de pessoa para pessoa, consoante a idade, tipo de pele, zona onde se vive, poluição e estação do ano. Para se conseguir obter vitamina D através do sol o recomendado é expor a cabeça, pernas e braços em períodos de 20 minutos, pelo menos 3 vezes por semana e nas alturas em que o sol é benéfico (idealmente até às 10 da manhã).

A outra fonte importante de vitamina D é a alimentação. Alimentos como os peixes gordos, gema de ovo, fígado, manteiga e cogumelos são boas fontes deste nutriente.

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Bolo Desperdício Zero

Tanto se fala de alimentação saudável nos dias de hoje… Mas o que é então uma alimentação saudável? Para mim é aquela que nos proporciona saúde, energia, boa-disposição, evolução interior e que nos permite contribuir para um planeta melhor.

É engraçado como normalmente começamos a mudar a nossa alimentação com um objetivo específico: perder peso, ganhar vitalidade, resolver algum problema de saúde… Mas com o tempo apercebemo-nos que a mudança alimentar teve muito mais consequências do que apenas alterar aquilo que colocamos no nosso prato. Os alimentos que ingerimos interferem não só com a saúde do nosso corpo físico como também mexem com as nossas emoções. Alteram a nossa personalidade, o nosso modo de viver e de encarar a própria vida. Ao adotarmos uma alimentação mais saudável tornamo-nos mais alertas para os problemas de sustentabilidade ambiental. Tornamo-nos pessoas mais conscientes. É tudo isto de forma natural…

Eu posso dizer que estes conceitos de proteção do ambiente e redução da pegada ecológica passaram a estar enraízados em mim. Ainda no outro dia o meu marido me dizia para tapar um prato de comida que tinha sobrado com aquele rolo plástico de cozinha e não estava a perceber porque é que preferi tapar de outro modo. Não consigo ir a restaurantes e pedir uma garrafa de água, se esta for de plástico. Se não tiver a minha garrafa de água na mala, peço um copo de água (com a vantagem que ainda fica mais económico! 🙂 ). Se me esqueço dos meus sacos de compras, prefiro não comprar nada a ter de trazer um novo saco. Quando eventualmente compro alguma coisa mesmo necessária que venha numa embalagem, ou utilizo a embalagem para outros fins ou devolvo à loja para que a voltem a utilizar. Em relação aos alimentos, nada se estraga nem deita fora na minha cozinha. A comida que sobra é sempre utilizada nas refeições seguintes ou reutilizada em novos pratos. Quando acabamos de comer não deixamos nada no prato, nem um simples grão de arroz (mais vale tirarmos pouco de cada vez e, se quisermos, repetir). As cascas das frutas servem para fazer águas aromatizadas e as polpas das frutas/legumes que restam dos sumos naturais são utilizadas para fazer hambúrgueres, bolachas ou bolos.

Bolos, assim como este… Um bolo que por acaso foi feito com a polpa das frutas e legumes que sobrou do meu workshop. 🙂 Na altura congelei e quando me apeteceu foi só tirar e usar. Cenoura, beterraba, laranja e maçã… Deu um bolo húmido muito agradável. Não é o melhor nem o mais bonito bolo do mundo… mas é muito saudável e saboroso… e deixa-nos invadidos por uma enorme sensação de bem-estar.

Sugestão: Experimentem colocar o bolo numa taça e por cima deitar fruta fresca, iogurte e frutos secos. É um lanche perfeito!

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Mindful Eating

Hoje em dia vivemos a um ritmo demasiado acelerado… Queremos fazer tudo para ontem, encaixar mil e uma coisas na nossa agenda e, como o tempo não estica, acabamos por tomar as refeições à pressa, muitas vezes de pé, a fazer outra coisa qualquer.

Não sou isenta de culpa, de vez em quando lá me acontece o mesmo, mas esforço-me para que seja mesmo só muito de vez em quando. Em primeiro lugar pelos efeitos negativos que isso traz para a saúde: problemas digestivos como úlceras e refluxo, má assimilação de nutrientes, obesidade, etc. A hormona da saciedade só é libertada no organismo 20 minutos depois do início da refeição, pelo que comer muito rápido não nos permite ter a sensação de que já estamos satisfeitos e acabamos por ingerir mais do que devíamos.

Por outro lado porque, para mim, comer é muito mais do que enfiar alimentos pela boca abaixo e saciar a fome. Gosto de encarar o ato de comer como uma atividade algo espiritual (que me perdoem os mais céticos nestas coisas 🙂 ). Porque, ao comer, alimento as minhas células, construo o meu ADN, estimulo os meus sentidos e de certa forma fico mais ligada a mim própria.

Por isso defendo o Mindful Eating (ou traduzido para a nossa língua, o Comer Consciente). Comer devagar, mastigando bem os alimentos, sentindo o seu cheiro, sabor, textura, pensando de onde vieram e que energia me vão transmitir. E agradecendo sempre, internamente, no início de cada refeição. Não é fácil ter sempre esta postura, sobretudo porque as refeições normalmente enquadram-se num contexto social e são partilhadas com outras pessoas (e ainda bem que assim é!). Mas tento reservar algumas refeições do dia para comer sozinha (normalmente o pequeno-almoço) e praticar o meu Mindful Eating. Desta forma, estas atitudes começam a estar enraizadas em mim e acabam por surgir espontâneamente noutras ocasiões, sem que tenha de fazer qualquer esforço. Durante o meu retiro na Índia fizémos um dia de silêncio, nunca tinha experimentado e foi maravilhoso. Foi uma excelente altura para consolidar o Mindful Eating, já que não podíamos mesmo falar. 🙂

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Sobre o Health Coaching

Já podem ter reparado que aqui o meu cantinho virtual sofreu uma mudança. Deixou de ser apenas um blog de receitas e dicas de vida saudável (o meu diário de experiências culinárias e não só) e passou a estar também dedicado a divulgar o meu novo percurso de vida, o Health Coaching.

Mas afinal o que vem a ser isto? Passo a explicar tim-tim por tim-tim. 🙂

Sou engenheira de formação. Não sei muito bem porquê, o meu pai é engenheiro, o meu avô era engenheiro, eu sempre gostei de matemática, pareceu-me a escolha (racional) óbvia na altura. Mas no fundo sempre soube que não era a minha missão.

Iniciei este percurso da alimentação saudável por acaso… Depois cheguei à conclusão que não foi assim tão por acaso, o destino sabe o que faz. Devido a este meu caminho tornei-me mais feliz, ajudei-me a mim mesma, pude ajudar o meu filho (que descobrimos ter intolerâncias alimentares que lhe originaram um problema de saúde), iniciei o blog e descobri o que realmente gosto de fazer na vida: Ajudar as outras pessoas a serem mais felizes também.

Muita gente me dizia “devias tirar um curso de nutrição”… Tinha realmente vontade de aprofundar os meus conhecimentos amadores, baseados apenas no que ia estudando, pesquisando e experimentando, mas um curso de nutrição nunca me chamou. Parecia que faltava alguma coisa… Um dia, já não sei bem como, descobri o curso de Health Coaching do Institute for Integrative Nutrition e senti instantaneamente que era por ali que devia seguir (eu que até sou ponderada e não tomo decisões por impulso).

Agora, depois de terminado o curso, sei que não podia ter feito melhor escolha. Aprendi imenso, sobre alimentos e estilos alimentares, sobre saúde, sobre relações pessoais, sobre motivação, sobre espiritualidade, sobre a vida no geral. Sobre como todas as coisas se interligam e resultam em conjunto… Não podemos ser felizes se não estivermos em total equilíbrio e é isso que pretendo ajudar as pessoas a atingir. O seu equilíbrio!

Se tiverem interesse visitem a secção Health Coaching para saberem mais sobre os objetivos deste programa.  Eu vou continuando a deixar as minhas receitas e dicas saudáveis aqui no blog, como sempre. 🙂

A Minha Rotina Matinal

A maioria das pessoas acorda em cima da hora (muitas vezes já depois da hora), toma banho à pressa e sai a correr de casa, sem mesmo tomar o pequeno-almoço. Fazer isto diariamente cansa o corpo, desgasta a mente e mais cedo ou mais tarde os efeitos deste comportamento começam a fazer-se sentir.

Adotar uma rotina matinal é das melhores coisas que podemos fazer pela nossa saúde. Eu prefiro acordar um bocadinho mais cedo mas ter algum tempo só para mim. Para me mimar e fazer as coisas que me dão prazer. Para tomar um bom pequeno-almoço, em casa, com calma. Para me ouvir, saber o que quero para esse dia, que objetivos vou estabelecer…. Porque cada dia é um recomeço, é uma nova oportunidade de mudarmos o que não está bem, de sermos melhores e mais felizes.

E desculpas do género “Ah! Não tenho tempo para isso!” não são válidas! Temos sempre tempo, é tudo uma questão de prioridades. Eu também tenho uma vida ocupada, entre o trabalho, a casa, os meus 2 filhos e tudo o que envolve viver numa cidade grande nos dias de hoje. Mas cheguei à conclusão que cuidar de mim e sentir-me bem é essencial. Só posso estar bem para os outros se primeiro estiver bem comigo própria.

Esta é a rotina que sigo e que faz sentido para mim, de momento. Foi sendo ajustada a pouco e pouco, posso dizer que há alguns anos atrás não fazia nada disto, era mesmo só banho e pequeno-almoço (esses nunca consegui dispensar).

– Acordar: ao dia de semana com a música do despertador, ao fim de semana com a luz do sol a entar no quarto (ou de vez em quando com o barulho dos filhotes 🙂 ).
– Ainda deitada, faço alguns exercícios de alongamento e contração de pernas, braços, mãos e dedos, enquanto desperto.
– Sentada na borda da cama, faço umas respirações completas, normalmente o esquema de respirações 4-7-8 de que já falei aqui.
– Invoco os 5 príncípios do Reiki, faço uma curta introspeção e agradeço o dia que começa.
– Levanto-me e faço 3 posturas de Yoga, boas para a saúde da nossa coluna: uma retroflexão, uma anteflexão e uma torção.
– Vou à cozinha e tomo o meu copo de água morna com limão (ver os benefício neste post).
– Cuidados pessoais: banho, dentes, hidratação da pele e 30 segundos a sorrir para o espelho (faz milagres, acreditem!).
– Pequeno-almoço: Preparo a minha maravilhosa papa de aveia (ao dia de semana) ou o meu smoothie na taça (ao fim de semana), normalmente com umas panquecas. Como sentada, em silêncio, enquanto olho pela janela e estabeleço as minhas intenções para o dia. Muitas vezes também leio algumas linhas de um livro que me inspire.

Com tudo isto não demoro mais do que 1 hora. E sinto-me pronta para enfrentar da melhor maneira o dia que começa.

A minha sugestão: Com o tempo que tiverem (tanto podem sem 30 minutos como 3 horas), criem as vossas rotinas matinais de conforto e bem-estar, que mais se identifiquem com a vossa maneira de ser. Porque cada pessoa é única… E acreditem que a vossa disposição vai mudar muito (para melhor) e o vosso dia se vai desenrolar de uma maneira completamente diferente.

Alguém que já tenha rotinas matinais e queira partilhar? 🙂