Dicas Para Terminar Bem o Dia

Nem sempre é fácil, ao fim do dia, desligarmos… Durante o dia há o trabalho, quando chegamos a casa mudamos o chip para as tarefas domésticas e os afazeres familiares (há inclusivé quem opte por manter os dois papéis em simultâneo) e normalmente chegamos ao fim do dia exaustos. Tão exaustos que nem conseguimos dormir bem. E como não dormimos bem no dia seguinte estamos cansados, com sono, não temos a energia nem a produtividade que gostaríamos e só nos apetece beber café para espevitar ou afogar o cansaço em coisas doces. E assim se cria um ciclo vicioso de onde parece difícil escapar.

A solução é mesmo estabelecermos rotinas. As rotinas dão-nos calma, estabilidade, segurança e permitem uma organização mais eficiente de tudo o que temos para fazer. Com as rotinas ganhamos tempo, tempo esse que podemos usar para nós, para fazer o que gostamos. Toda a gente precisa de rotinas, das suas rotinas. Já para não falar que é maravilhoso quebrá-las de vez em quando… 🙂

E se as rotinas matinais são essenciais (já aqui falei sobre isso), as rotinas noturnas têm igualmente uma enorme importância, razão pela qual acho que lhes devo prestar o devido reconhecimento.

Por experiência própria, posso dizer-vos que quando sigo as minhas rotinas de fim de dia sinto que ganho tempo e que tudo corre melhor. Estou mais serena, tenho mais paciência em casa (que é logo a primeira coisa que falta quando estamos em contra-relógio) e consigo ter um sono bem mais reparador. Que para mim é muito importante…

Querem saber as minhas 5 dicas para terem um final de dia mais mindful e para dormirem melhor?  Aqui vão elas!

1 – Planear, organizar e preparar com antecedência
Uma organização atempada das tarefas permite-nos que os fins de dias não sejam um caos! O ideal é começar a ir fazendo as coisas logo que possível e não deixar tudo para a ultima hora. E o que der para fazer com antecedência pode (e deve!) ser feito. Por exemplo, deixar algumas refeições preparadas no fim de semana anterior ou as malas da ginástica/natação. Quanto menos tarefas tivermos ao final do dia, melhor. Ajuda muito (pelo menos a mim) ter um caderninho para escrever o planeamento das tarefas semanais.

2 – Libertar o perfeccionismo
Este ponto, confesso, é o meu “calcanhar de Aquiles”. Sou muito perfeccionista e gosto de tudo bem feito, nem que para isso tenha de perder imenso tempo. Ando a tentar melhorar, pensando “o que ganho com tanta perfeição?”. Normalmente concluo que não ganho nada, só perco tempo e paciência. Não fica perfeito? Sem problema, fica melhor para a próxima. 🙂

3 – Limitar os estimulantes
Café, tabaco ou álcool a partir de certa hora interferem com o sono pois aumentam o ritmo cardíaco e a atividade cerebral. Ver muita televisão ou estar ao computador/tablet/consolas até tarde também tem influência no sono. O corpo liberta a hormona melatonina que nos aumenta
a sonolência mas quando estamos expostos a demasiada luz, esta hormona não é libertada nas quantidades adequadas.

4 – Fazer alguma atividade que ajude a relaxar
Que tal implementaram um regra? Reservar SEMPRE um bocadinho ao final do dia para alguma atividade mais calma que vos dê prazer. Claro que a atividade depende muito de pessoa para pessoa. Pode ser tomar um banho morno, ler um livro, beber um chá, ouvir música calma ou meditar. Eu sou adepta da última opção, já não consigo terminar o meu dia sem acalmar a mente, sentir a respiração e “falar um bocadinho comigo”. Podem ver as minhas sugestões de meditação aqui.

5 – Fazer o jogo da gratidão
Isto pode ser feito em família, a dois ou apenas pela própria pessoa (durante a meditação por exemplo). Pensar em 3 coisas que correram bem durante o dia e pelas quais estamos gratos. Este exercício enche-nos o coração de alegria e, acreditem ou não, tem um efeito enorme na qualidade do nosso sono e na disposição com que acordamos no dia seguinte.

Espero que estas dicas vos tenham sido úteis. Vamos lá praticar!

A Importância da Vitamina D

As vitaminas são, tal como os minerais, micro-nutrientes essenciais à vida e à manutenção de uma boa saúde. Todas as vitaminas são necessárias mas talvez uma das mais importantes seja a vitamina D.

A vitamina D é um nutriente solúvel em gordura e, apesar de ser chamada de vitamina, é na verdade uma hormona. Precisamos desta vitamina para quase todas as funções do nosso corpo nomeadamente para a regulação do sistema imunitário, para o desenvolvimento celular e a manutenção dos ossos e dentes (absorção de cálcio). A vitamina D é assim fundamental na prevenção de uma série de doenças como osteoporose, doenças auto-imunes, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e cancro.

A vitamina D está associada à exposição solar pois, de facto, é esta uma das suas principais fontes. O corpo produz esta vitamina a partir de um derivado do colesterol presente na nossa pele quando em contacto com o sol (na realidade é a única vitamina que o organismo consegue produzir!). E talvez seja esta a razão porque normalmente subvalorizamos esta vitamina, pois achamos que conseguimos as doses adequadas através do sol (sobretudo aqui em Portugal onde o clima se propicia a isso). A verdade é que a vitamina D só é produzida quando nos expomos sem proteção solar, o que nos dias de hoje, devido à preocupação com o cancro de pele, é uma prática cada vez menos comum (e por essa razão ainda bem). Por outro lado, as necessidades de vitamina D variam muito de pessoa para pessoa, consoante a idade, tipo de pele, zona onde se vive, poluição e estação do ano. Para se conseguir obter vitamina D através do sol o recomendado é expor a cabeça, pernas e braços em períodos de 20 minutos, pelo menos 3 vezes por semana e nas alturas em que o sol é benéfico (idealmente até às 10 da manhã).

A outra fonte importante de vitamina D é a alimentação. Alimentos como os peixes gordos, gema de ovo, fígado, manteiga e cogumelos são boas fontes deste nutriente.

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Bolo Desperdício Zero

Tanto se fala de alimentação saudável nos dias de hoje… Mas o que é então uma alimentação saudável? Para mim é aquela que nos proporciona saúde, energia, boa-disposição, evolução interior e que nos permite contribuir para um planeta melhor.

É engraçado como normalmente começamos a mudar a nossa alimentação com um objetivo específico: perder peso, ganhar vitalidade, resolver algum problema de saúde… Mas com o tempo apercebemo-nos que a mudança alimentar teve muito mais consequências do que apenas alterar aquilo que colocamos no nosso prato. Os alimentos que ingerimos interferem não só com a saúde do nosso corpo físico como também mexem com as nossas emoções. Alteram a nossa personalidade, o nosso modo de viver e de encarar a própria vida. Ao adotarmos uma alimentação mais saudável tornamo-nos mais alertas para os problemas de sustentabilidade ambiental. Tornamo-nos pessoas mais conscientes. É tudo isto de forma natural…

Eu posso dizer que estes conceitos de proteção do ambiente e redução da pegada ecológica passaram a estar enraízados em mim. Ainda no outro dia o meu marido me dizia para tapar um prato de comida que tinha sobrado com aquele rolo plástico de cozinha e não estava a perceber porque é que preferi tapar de outro modo. Não consigo ir a restaurantes e pedir uma garrafa de água, se esta for de plástico. Se não tiver a minha garrafa de água na mala, peço um copo de água (com a vantagem que ainda fica mais económico! 🙂 ). Se me esqueço dos meus sacos de compras, prefiro não comprar nada a ter de trazer um novo saco. Quando eventualmente compro alguma coisa mesmo necessária que venha numa embalagem, ou utilizo a embalagem para outros fins ou devolvo à loja para que a voltem a utilizar. Em relação aos alimentos, nada se estraga nem deita fora na minha cozinha. A comida que sobra é sempre utilizada nas refeições seguintes ou reutilizada em novos pratos. Quando acabamos de comer não deixamos nada no prato, nem um simples grão de arroz (mais vale tirarmos pouco de cada vez e, se quisermos, repetir). As cascas das frutas servem para fazer águas aromatizadas e as polpas das frutas/legumes que restam dos sumos naturais são utilizadas para fazer hambúrgueres, bolachas ou bolos.

Bolos, assim como este… Um bolo que por acaso foi feito com a polpa das frutas e legumes que sobrou do meu workshop. 🙂 Na altura congelei e quando me apeteceu foi só tirar e usar. Cenoura, beterraba, laranja e maçã… Deu um bolo húmido muito agradável. Não é o melhor nem o mais bonito bolo do mundo… mas é muito saudável e saboroso… e deixa-nos invadidos por uma enorme sensação de bem-estar.

Sugestão: Experimentem colocar o bolo numa taça e por cima deitar fruta fresca, iogurte e frutos secos. É um lanche perfeito!

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Mindful Eating

Hoje em dia vivemos a um ritmo demasiado acelerado… Queremos fazer tudo para ontem, encaixar mil e uma coisas na nossa agenda e, como o tempo não estica, acabamos por tomar as refeições à pressa, muitas vezes de pé, a fazer outra coisa qualquer.

Não sou isenta de culpa, de vez em quando lá me acontece o mesmo, mas esforço-me para que seja mesmo só muito de vez em quando. Em primeiro lugar pelos efeitos negativos que isso traz para a saúde: problemas digestivos como úlceras e refluxo, má assimilação de nutrientes, obesidade, etc. A hormona da saciedade só é libertada no organismo 20 minutos depois do início da refeição, pelo que comer muito rápido não nos permite ter a sensação de que já estamos satisfeitos e acabamos por ingerir mais do que devíamos.

Por outro lado porque, para mim, comer é muito mais do que enfiar alimentos pela boca abaixo e saciar a fome. Gosto de encarar o ato de comer como uma atividade algo espiritual (que me perdoem os mais céticos nestas coisas 🙂 ). Porque, ao comer, alimento as minhas células, construo o meu ADN, estimulo os meus sentidos e de certa forma fico mais ligada a mim própria.

Por isso defendo o Mindful Eating (ou traduzido para a nossa língua, o Comer Consciente). Comer devagar, mastigando bem os alimentos, sentindo o seu cheiro, sabor, textura, pensando de onde vieram e que energia me vão transmitir. E agradecendo sempre, internamente, no início de cada refeição. Não é fácil ter sempre esta postura, sobretudo porque as refeições normalmente enquadram-se num contexto social e são partilhadas com outras pessoas (e ainda bem que assim é!). Mas tento reservar algumas refeições do dia para comer sozinha (normalmente o pequeno-almoço) e praticar o meu Mindful Eating. Desta forma, estas atitudes começam a estar enraizadas em mim e acabam por surgir espontâneamente noutras ocasiões, sem que tenha de fazer qualquer esforço. Durante o meu retiro na Índia fizémos um dia de silêncio, nunca tinha experimentado e foi maravilhoso. Foi uma excelente altura para consolidar o Mindful Eating, já que não podíamos mesmo falar. 🙂

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Sobre o Health Coaching

Já podem ter reparado que aqui o meu cantinho virtual sofreu uma mudança. Deixou de ser apenas um blog de receitas e dicas de vida saudável (o meu diário de experiências culinárias e não só) e passou a estar também dedicado a divulgar o meu novo percurso de vida, o Health Coaching.

Mas afinal o que vem a ser isto? Passo a explicar tim-tim por tim-tim. 🙂

Sou engenheira de formação. Não sei muito bem porquê, o meu pai é engenheiro, o meu avô era engenheiro, eu sempre gostei de matemática, pareceu-me a escolha (racional) óbvia na altura. Mas no fundo sempre soube que não era a minha missão.

Iniciei este percurso da alimentação saudável por acaso… Depois cheguei à conclusão que não foi assim tão por acaso, o destino sabe o que faz. Devido a este meu caminho tornei-me mais feliz, ajudei-me a mim mesma, pude ajudar o meu filho (que descobrimos ter intolerâncias alimentares que lhe originaram um problema de saúde), iniciei o blog e descobri o que realmente gosto de fazer na vida: Ajudar as outras pessoas a serem mais felizes também.

Muita gente me dizia “devias tirar um curso de nutrição”… Tinha realmente vontade de aprofundar os meus conhecimentos amadores, baseados apenas no que ia estudando, pesquisando e experimentando, mas um curso de nutrição nunca me chamou. Parecia que faltava alguma coisa… Um dia, já não sei bem como, descobri o curso de Health Coaching do Institute for Integrative Nutrition e senti instantaneamente que era por ali que devia seguir (eu que até sou ponderada e não tomo decisões por impulso).

Agora, depois de terminado o curso, sei que não podia ter feito melhor escolha. Aprendi imenso, sobre alimentos e estilos alimentares, sobre saúde, sobre relações pessoais, sobre motivação, sobre espiritualidade, sobre a vida no geral. Sobre como todas as coisas se interligam e resultam em conjunto… Não podemos ser felizes se não estivermos em total equilíbrio e é isso que pretendo ajudar as pessoas a atingir. O seu equilíbrio!

Se tiverem interesse visitem a secção Health Coaching para saberem mais sobre os objetivos deste programa.  Eu vou continuando a deixar as minhas receitas e dicas saudáveis aqui no blog, como sempre. 🙂

A Minha Rotina Matinal

A maioria das pessoas acorda em cima da hora (muitas vezes já depois da hora), toma banho à pressa e sai a correr de casa, sem mesmo tomar o pequeno-almoço. Fazer isto diariamente cansa o corpo, desgasta a mente e mais cedo ou mais tarde os efeitos deste comportamento começam a fazer-se sentir.

Adotar uma rotina matinal é das melhores coisas que podemos fazer pela nossa saúde. Eu prefiro acordar um bocadinho mais cedo mas ter algum tempo só para mim. Para me mimar e fazer as coisas que me dão prazer. Para tomar um bom pequeno-almoço, em casa, com calma. Para me ouvir, saber o que quero para esse dia, que objetivos vou estabelecer…. Porque cada dia é um recomeço, é uma nova oportunidade de mudarmos o que não está bem, de sermos melhores e mais felizes.

E desculpas do género “Ah! Não tenho tempo para isso!” não são válidas! Temos sempre tempo, é tudo uma questão de prioridades. Eu também tenho uma vida ocupada, entre o trabalho, a casa, os meus 2 filhos e tudo o que envolve viver numa cidade grande nos dias de hoje. Mas cheguei à conclusão que cuidar de mim e sentir-me bem é essencial. Só posso estar bem para os outros se primeiro estiver bem comigo própria.

Esta é a rotina que sigo e que faz sentido para mim, de momento. Foi sendo ajustada a pouco e pouco, posso dizer que há alguns anos atrás não fazia nada disto, era mesmo só banho e pequeno-almoço (esses nunca consegui dispensar).

– Acordar: ao dia de semana com a música do despertador, ao fim de semana com a luz do sol a entar no quarto (ou de vez em quando com o barulho dos filhotes 🙂 ).
– Ainda deitada, faço alguns exercícios de alongamento e contração de pernas, braços, mãos e dedos, enquanto desperto.
– Sentada na borda da cama, faço umas respirações completas, normalmente o esquema de respirações 4-7-8 de que já falei aqui.
– Invoco os 5 príncípios do Reiki, faço uma curta introspeção e agradeço o dia que começa.
– Levanto-me e faço 3 posturas de Yoga, boas para a saúde da nossa coluna: uma retroflexão, uma anteflexão e uma torção.
– Vou à cozinha e tomo o meu copo de água morna com limão (ver os benefício neste post).
– Cuidados pessoais: banho, dentes, hidratação da pele e 30 segundos a sorrir para o espelho (faz milagres, acreditem!).
– Pequeno-almoço: Preparo a minha maravilhosa papa de aveia (ao dia de semana) ou o meu smoothie na taça (ao fim de semana), normalmente com umas panquecas. Como sentada, em silêncio, enquanto olho pela janela e estabeleço as minhas intenções para o dia. Muitas vezes também leio algumas linhas de um livro que me inspire.

Com tudo isto não demoro mais do que 1 hora. E sinto-me pronta para enfrentar da melhor maneira o dia que começa.

A minha sugestão: Com o tempo que tiverem (tanto podem sem 30 minutos como 3 horas), criem as vossas rotinas matinais de conforto e bem-estar, que mais se identifiquem com a vossa maneira de ser. Porque cada pessoa é única… E acreditem que a vossa disposição vai mudar muito (para melhor) e o vosso dia se vai desenrolar de uma maneira completamente diferente.

Alguém que já tenha rotinas matinais e queira partilhar? 🙂

Os Benefícios da Meditação: A minha Experiência

A alimentação é muito importante para termos saúde e sermos felizes mas não é, de longe, a única coisa importante. Não conseguimos ser felizes se trabalharmos em algo que não gostamos, não conseguimos ser felizes se tivermos problemas nos nossos relacionamentos, não conseguimos ser felizes se não nos conhecermos, verdadeiramente.

É por esta última razão que considero a meditação uma ferramenta maravilhosa. É essencial para o nosso auto-conhecimento pois ao meditarmos integramos o “Eu” interior com o “Eu” exterior e passamos a usar o nosso corpo para agir de acordo com o que sentimos. Tornamo-nos mais calmos, focados, conscientes, confiantes.

A meditação plena permite-nos desenvolver a nossa espiritualidade (não confundir com religião pois nada têm a ver), porque leva ao despertar da nossa consciência e nos faz ver que existe muito mais do que o mundo físico. Como diz a Rute Caldeira no seu livro “Liberta-te de Pensamentos Tóxicos” (que eu recomendo vivamente): ” A meditação é a minha porta de ligação ao Universo”. Não podia estar mais de acordo.

Mas os benefícios da meditação vão muito além do campo pessoal e espiritual, estudos recentes têm provado que a meditação é também muito benéfica em termos físicos, nomeadamente em casos de depressão, ansiedade, stress, distúrbios alimentares ou vícios. Para além disso a meditação ajuda a melhorar a saúde das nossas células, a equilibrar hormonas, a reduzir a pressão arterial e a retardar o envelhecimento. De facto, tem-se mostrado que o cérebro se altera e desenvolve após algum tempo de prática meditativa.

Comecei a meditar diariamente por volta de Maio do ano passado. Sobretudo de início não foi fácil (ainda não o é por vezes) porque sou uma pessoa muito ativa, com a cabeça sempre a mil à hora, a transbordar de ideias. A lista das compras, os menus para o jantar, as combinações dos miúdos insistiam em não me largar… Por vezes chegava a passar todo o tempo em que meditava a pensar nessas coisas do dia-a-dia. Mas com o tempo e a prática fui interiorizando, fui aprendendo a deixar ir esses pensamento e a concentrar-me apenas em mim e no momento presente, no que estou a sentir. Porque meditar não é mais do que isso, é um exercício de foco e concentração e nada tem a ver com “não pensar absolutamente em nada”. Podemos deixar os pensamentos fluir ao mesmo tempo que estamos focados nas sensações do nosso corpo, em especial na respiração. E é nessas alturas que a meditação nos dá as respostas que precisamos, nos mostra o caminho a seguir. Posso dizer que atualmente é o momento do meu dia que mais aprecio, já não consigo passar sem ele. É o MEU momento.

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Novo Ano: Intenções em vez de Resoluções

Todos os dias podem ser considerados um recomeço… Mas o início de um ano dá-no sempre aquele entusiasmo e motivação extra que muitas vezes precisamos para “por as coisas a andar”.  É por isso que surgem as tão faladas resoluções de ano novo.

No entanto este ano decidi mudar de perspetiva e deixei de estabelecer resoluções, que normalmente são muito específicas e apenas resultam para objetivos a curto prazo. Para além disso, ao focarem-se nas coisas menos boas, nas coisas que não estão bem na nossa vida, as resoluções geram em nós sentimentos tristes e negativos. Por exemplo, as resoluções “Quero perder peso”, “Quero passar a fazer exercício físico”, “Quero sair mais com os amigos” lembram-nos constantemente que temos peso a mais, que não temos uma vida ativa, que não estamos a ter a vida social que gostaríamos. Poderão resultar durante uns dias, mas normalmente no fim de janeiro já perdemos o focus e ainda somos invadidos por um enorme sentimento de culpa.

Este ano decidi colocar intenções. Uma intenção é um modo de ser/estar, gera sentimentos positivos e é bem menos específica do que uma resolução. Uma intenção é uma escolha.

Deixo alguns exemplos de resoluções e as suas correspondentes intenções:

Normalmente a intenção engloba a resolução. A diferença é subtil mas é suficiente para originar uma mudança de atitude. E mais facilmente atingiremos as nossas metas.

Coloquem as vossas intenções para 2017. Reservem apenas alguns minutos, sentem-se num lugar calmo e sem distrações (eu gosto de fazê-lo logo pela manhã, quando somos mais intuitivos e menos racionais). Respirem fundo e deixem os pensamentos fluir. Comecem a divagar como gostariam que fosse a vossa vida no próximo ano: Quem gostariam de ser, o que gostariam de sentir, o que gostariam de experienciar… Escrevam as vossas intenções num livrinho, agenda, ou post-it e olhem para elas regularmente, para que as assimilem bem. E, o mais importante, acreditem que as intenções que estabeleceram se vão concretizar… A mudança está em nós, sempre.

Experimentem! E tenham uma ano muito feliz!

NOTA: E nada como acompanhar as nossas intenções de ano novo com um pequeno almoço maravilhoso: Smoothie na taça com banana, melancia, flocos de aveia, gengibre, maca, açaí e chia (colocar tudo no liquidificador e truturar com um bocadinho de leite vegetal até ficar cremoso).  Toppings romã, amêndoa, sementes de cânhamo e pólen.

Toda a Verdade Sobre o Glúten – A Minha História

Muito se fala atualmente sobre o glúten e por isso achei que devia escrever um post detalhado sobre o tema de modo a esclarecer quem precise e talvez ajudar alguém com a minha história.

O glúten é uma proteína composta pela mistura das proteínas gliadina e glutenina, que se encontram naturalmente na semente de alguns cereais (no seu endosperma).

Os cereais que contêm glúten são:

Trigo: É o cereal que contém a maior percentagem de glúten. Outras espécies de trigo que também contêm glúten são: Espelta, Kamut, Farro, Triticale.
Cevada
Centeio

Qualquer receita ou produto alimentar que apresente na sua composição algum destes alimentos vai possuir glúten, mesmo que em pequenas quantidades.

De notar que a aveia, apesar de não conter glúten na sua composição, pode conter glúten por contaminação de outros cereais (no campo ou nas fábricas). Existem marcas que garantem a isenção de glúten na aveia (no rótulo tem essa indicação).

O glúten é responsável pela consistência elástica e viscosa do pão e das massas (a palavra glúten deriva do latim e significa cola). O pão fofinho que costumamos ver à venda assim o é devido ao glúten, sendo por isso um ingrediente muito apetecível para a indústria da panificação.

No entanto, o glúten não é um ingrediente bem tolerado pelo organismo, por não ser digerido facilmente. Há 3 grandes patologias causadas pela ingestão de glúten, cujos sintomas se podem manifestar desde o nascimento ou apenas com o avançar da idade:

Doença celíaca: É uma doença auto imune em que as células de defesa atacam o glúten quando este é ingerido, atacando ao mesmo tempo as paredes do intestino, o que provoca uma atrofia na mucosa intestinal que impede a absorção dos nutrientes pela corrente sanguínea. É uma doença mais comum nas mulheres, provavelmente com causa genética, e que geralmente aparece na infância.

Principais sintomas: Inchaço abdominal, diarreia crónica e/ou prisão de ventre, anemia, problemas de pele (comiçhão, descamação, psoríase), mucosas alteradas (aftas), atrasos de crescimento, cansaço, perda ou aumento de peso, instabilidade emocional, depressão, problemas de fertilidade (de notar que a doença celíaca pode até não apresentar sintomas em certas pessoas).

Diagnóstico: Análises ao sangue revelam a presença de auto anticorpos no organismo. Biopsia intestinal mostra o intestino danificado.

Restrições: A doença celíaca exige a eliminação total do glúten na dieta para toda a vida.

Alergia ao glúten: Pessoas com alergia ao glúten desenvolvem uma reacção imunitária anormal quando o ingerem, levando à formação de anticorpos (Imunoglobina E) que vão depois produzir a libertação de outras moléculas responsáveis pela aparição dos sintomas. Esta reação é imediata após a ingestão do alimento com glúten, mesmo que em poucas quantidades.

Principais sintomas: Manchas vermelhas na pele, comichão, cara e língua inchadas, vómitos, diarreia, dificuldade em respirar, anafilaxia (problema grave na circulação sanguínea e na oxigenação).

Diagnóstico: Análises ao sangue (IgE aumentado)

Restrições: Pessoas com alergia ao glúten não podem ingerir qualquer alimento que contenha a proteína do glúten ou que tenha estado em contacto com outros alimentos que a contenham.

Intolerância ou sensibilidade ao glúten: É um problema que resulta do facto do organismo não ser capaz de digerir bem o glúten, sendo que os restos das proteínas gliadina e glutenina podem ficar presos nas parede do intestino. Não é uma doença auto imune nem alérgica, sendo de mais difícil diagnóstico. A melhor forma de confirmar esta patologia é a melhoria dos sintomas depois da eliminação do glúten da dieta. Atualmente já há testes de intolerâncias alimentares que permitem avaliar os níveis de Imunoglobina G e despistar/confirmar mais facilmente este problema.

Principais sintomas: Os mesmos que os da doença celíaca.

Diagnóstico: Por exclusão do glúten ou Teste de Intolerâncias Alimentares (análise ao sangue).

Restrições: Não ingerir alimentos com glúten ou que contenham grandes percentagens desta proteína.

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Agora deixo-vos a minha história

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Os Meus Pequenos-Almoços de Férias

Estamos de férias. Não serão as férias mais descansadas, nem as mais paradisíacas, nem as mais diferentes. Mas são as nossas férias… Duas semanas em que estamos apenas juntos. Sem horas, sem marcações, sem trânsito, sem pressa para chegar a qualquer lado. E isso, para mim, é o mais importante.

Mesmo nas férias gosto de manter as minhas rotinas matinais, mas com mais calma e tempo. Levantar cedo, meditar, fazer os meus alongamentos e exercícios de respiração, mas ao ar livre, o que durante os dias normais não consigo. Gosto de tomar o pequeno-almoço no jardim, a apanhar o sol morno da manhã. Sabe tão bem…

Mesmo não tendo todas os alimentos e comodidades que tenho em casa, tenho feito pequenos almoços super saborosos e equilibrados.  Aqui ficam três ideias muito simples e saudáveis para o pequeno-almoço (em época de férias e não só):

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1 – Kiwi, pera, flocos de arroz tufado, iogurte vegetal, sementes variadas (usei cânhamo e abóbora) e pão de aveia (barrei com manteiga de coco)

2 – Creme de aveia e banana (adaptação desta receita), sementes variadas (usei cânhamo e abóbora), bagas goji e pão de arroz e amêndoa (barrei com manteiga de coco)

3 – Kiwi, maçã, iogurte vegetal, sementes variadas (usei cânhamo e abóbora), bagas goji e pão de quinoa (da Miolo) com manteiga de amêndoa

Estes pãezinhos são resultado de algumas experiências que tenho feito para conseguir ter pão de uma forma simples e rápida. Sem glúten e sem fermento, estes pães podem ser feitos no forno, fogão ou até no micro-ondas (quando o tempo é mesmo apertado). As receitas deixo para outro post… Por agora vou aproveitar as férias! 🙂

Bom verão!