3 Técnicas de Meditação para Crianças

Há dias, no fim da aula de Yoga, falávamos sobre como o Yoga tinha entrado nas nossas vidas. Para alguns foi um interesse recente, que chegou com a necessidade de paz da idade adulta. Para outros, como eu, foi um interesse que começou mais cedo. Acho que todas estas atividades e terapias “menos convencionais” sempre me fascinaram. Mas foi só nos tempos de faculdade, talvez com a chegada de uma maior independência,  que comecei a manifestar mais vontade em conhecer este “outro mundo”. Lembro-me de ter visto um cartaz a anunciar aulas de Yoga na Cidade Universitária, em Lisboa, e de dizer para uma amiga “Vamos?”. E lá fomos nós! E acho que foram as melhores aulas de Yoga que tive até agora, muito completas, até incluiam cânticos de mantras. Claro que, no início, o espírito do Yoga parecia um mundo à parte e ainda soltávamos algumas risadas, sobretudo quando cantávamos (há 20 anos atrás, em Portugal, o Yoga não estava assim tão divulgado). Mas o tempo foi enraízando aquelas prática em nós e, contra a opinião de alguns colegas que diziam que não aguentávamos nem 1 mês, lá ficámos e sempre a gostar cada vez mais.

Desde então, e apesar de ter feito algumas pausas, o Yoga tem estado sempre presente na minha vida. E foi a minha porta de entrada para a meditação, que começou a ser diária apenas no ano passado. Mas sinto que desta vez será para durar… 🙂

Como “em casa de ferreiro espeto de pau”, os meus filhos não demonstram grande interesse por estas práticas, muito menos para a meditação. Por vezes com alguma pena minha (confesso)… Não porque não me seguem os passos (os pais têm muito esta tendência, não é?), mas porque sei que a meditação é uma ferramenta fantástica para as crianças, deixa-as mais calmas, centradas e confiantes. Para além disso fomenta sentimentos positivos como a compaixão, a gratidão e a generosidade, tão importantes nos dias que correm.

Pintando um cenário real (e não o ideal de perfeição), os meus filhos são crianças ansiosas, nervosas e pouco focadas. E, como tal, muito teriam a beneficiar com a prática meditativa. Sei que vão interiorizando alguma coisa com os meus exemplos, o que já é muito bom… Como é o caso da minha filha que, quando estou a cantar os meus mantras, costuma cantar por cima com letras inventadas por ela e que normalmente contêm muitos “cocós, xixis e afins” (ou seja, literalmente a gozar!). Mas o engraçado é que muitas vezes a apanho sozinha, a brincar no quarto, a cantar os mantras na perfeição, com a voz bem afinadinha. No fundo, está na sua meditação. 🙂

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Papas para Bebés (Parte 2): Papa de Quinoa com Papaia

Hoje vou continuar com as papinhas para bebés… Já vos deixei uma papa muito simples de aveia com maçã, desta vez decidi ser mais ousada e usar a quinoa. 🙂

Já falei aqui dos inúmeros benefícios da quinoa, mas acho que muita gente não sabe que também os bebés desde os 8 meses podem usufruir deste pseudo-cereal maravilhoso. Os bebés só têm a ganhar se começarem desde cedo a habituar-se a diferentes sabores e texturas, infelizmente hoje em dia a alimentação infantil é pouco diversificada e em relação aos cereais, baseia-se muito no trigo, arroz e pouco mais.

Esta papinha tanto pode ser feita triturando a quinoa, para bebés mais pequenos, como usando a quinoa inteira, o que é ideal para os bebés que se estão a habituar a texturas maiores. Para a fruta escolhi a papaia, por ser tão benéfica para o sistema digestivo. Mas esta papinha resulta muito bem também com manga ou mesmo com uma mistura das duas frutas.

E se estão a pensar que é difícil de fazer enganam-se! Basta cozer a quinoa e triturar… Não têm desculpas para não experimentarem. O vosso bebé agradece! 🙂

NOTA: Adultos não se sintam excluídos, podem também comer esta papa, é deliciosa. Juntem alguns toppings ao vosso gosto para um sabor extra (eu juntei amêndoas, coco ralado, lascas de coco e baunilha, ficou MESMO boa!).

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Bolinhos de Coco e Alfarroba

Gosto de variar na alimentação e não comer sempre a mesma coisa. É bem mais saudável e muito menos aborrecido (porque a alimentação também é um prazer, certo?). Claro que com os miúdos também sigo esta regra… Às refeições principais não repito, no mesmo dia, o mesmo tipo de proteína ou hidrato de carbono e os lanchinhos semanais são, normalmente, diferentes todos os dias. Se me dá mais trabalho? Sem dúvida que sim! Mas gosto de o encarar como um desafio! 🙂

Por isso, para o dia-a-dia tento sempre escolher receitas simples, que não envolvam muitos procedimentos nem listas infindáveis de ingredientes. Normalmente ao fim de semana faço o plano alimentar semanal e procuro cozinhar em quantidade para já ter algum trabalho avançado para os dias de semana.

Faço muito este tipo de bolinhos para os lanches da escola (podem ver outros do género aqui). São saudáveis, alimentam e os miúdos adoram! E a preparação é do mais fácil que há: triturar, misturar e levar ao forno. Podemos ir variando nas frutas e nas farinhas, juntar ou não ovo (para versões vegan) e mudar sabores (nesta receita usei alfarroba mas também pode ser cacau, canela, erva doce ou baunilha). Receita com sucesso garantido! 🙂

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Papas para Bebés (Parte 1): Papa de Aveia com Maçã e Erva Doce

Assisto frequentemente às dúvidas dos pais sobre que papas dar aos seus bebés quando estes começam a introduzir os alimentos sólidos, entre os 4 e os 6 meses de idade.

Acredito que muita gente, sobretudo os pais de 1ª viagem, siga à risca a recomendação dos pediatras (também o fiz), que ainda sugerem as papas que se vendem na farmácia ou nas grandes superfícies, muitas vezes como primeiro alimento após o leite. Ora estas papas estão carregadinhas de açúcar, o que para além de ser nocivo à saúde dos bebés, ainda os vai viciar no sabor doce e fazer com que seja bem mais difícil a adaptação a outros alimentos, sobretudo os que têm um sabor diferente, como as sopas (essas sim saudáveis para os bebés).

A alimentação no primeiro ano de vida é fundamental, não só para o correto crescimento e desenvolvimento do bebé como para a criação de hábitos alimentares saudáveis durante toda a vida, desde a infância até à idade adulta. E por isso achei que devia ajudar os pais nesta tarefa, nem sempre fácil nos dias de hoje, especialmente porque há muita oferta e a falta de tempo faz com que seja muitas vezes tomado o caminho mais fácil.

A minha recomendação: Não dar papas compradas aos bebés! Vamos analisar os rótulos das 3 marcas mais conhecidas de papas:

Com maior ou menor variedade de cereais, com ou sem glúten, todas têm cerca de 30% de açúcar na sua composição! Não sei se têm noção disso, mas é imenso! A recomendação, tanto para crianças como para adultos, é de evitar alimentos com mais de 8g de açúcar adicionado em cada 100g (ou seja, 8%). Estamos aqui a falar de 30%!!! E os bebés nem sequer deviam incluir açúcar na sua alimentação pelo menos até ao 1º ano de idade (idealmente até aos 3 anos).

Então que papas dar aos bebés? Papas caseiras! Com cereais de preferência integrais, adoçadas com fruta. São muito mais saudáveis, bastante mais baratas e acreditem, são muito fáceis de fazer. E quanto ao sabor? São ótimas!!! Posso dizer-vos que já não tenho bebés em casa e continuo a fazer estas papas para os meus filhos, sempre que eles me pedem. E, confesso, para mim também… 🙂

Quanto aos cereais a escolher podemos ir variando entre arroz, aveia, quinoa ou millet (são os que prefiro). As frutas que costumo usar, pelo seu sabor e consistência, são a banana, a maçã, a pera, a papaia, o dióspiro e a manga, mas podem escolher outras ao gosto do vosso bebé. Para dar mais sabor podemos ainda juntar canela, erva doce, coco ralado ou raspa de limão e à medida que os bebés fiquem mais crescidos também alfarroba, cacau e sementes diversas.

Estas papas tanto podem ser feitas com as farinhas dos cereais como também com os flocos ou os cereais inteiros (previamente cozidos), podendo depois ser trituradas para ajustar a consistência ao gosto e idade do bebé.

Hoje deixo a primeira receita desta saga de receitas de papas para bebés, uma maravilhosa papinha de aveia com maçã e erva doce, que pode ser dada aos bebés desde os 6 meses de idade. Para além do seu sabor suave, beneficia da ação calmante da erva doce no sistema digestivo, nomeadamente na redução das cólicas e da prisão de ventre, problemas muito comuns dos bebés.

Na impossibilidade de fazerem as papas em casa, aconselho comprarem as da marca Holle, que se vendem por exemplo no Celeiro. São biológicas e sem açúcar adicionado. Há algumas só de cereais, às quais podem depois juntar fruta para ficarem com um sabor mais agradável, e há outras já com fruta incluída. Mas não deixem de experimentar as papas caseiras, os vosso bebés agradecem! 🙂

     Versão 1: Papa com flocos e fruta inteira

                                                                                         Versão 2: Papa triturada para bebés mais pequenos

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Biscoitos Simples de 2 Sabores

Há dias, em conversa com a minha irmã R., ela confidenciou-me que por vezes não fazia as minhas receitas porque tinham ingredientes pouco comuns, que a maioria das pessoas nem sempre tem em casa. De início fiquei surpreendida, sempre achei as minhas receitas simples, mas depois acabei por lhe dar razão. Quando decidimos mudar a alimentação, iniciamos um processo de descoberta de novos sabores, de novos ingredientes, de novos métodos de cozinhar. Essas novas realidades passam a fazer parte do nosso mundo, mas não necessariamente do mundo das outras pessoas. E nem sempre temos noção disso…

Por isso hoje, para me redimir de possíveis ingredientes complexos que aqui tenha sugerido, deixo uma receita do mais simples que pode haver. Apenas com dois ingredientes base, flocos de aveia e banana, e com dois sabores à escolha, canela e alfarroba. Em pouco mais de 20 minutos têm uns biscoitos muito saborosos, ótimos em qualquer altura do dia e que agradam a toda a gente. Sem açúcar, sem leite e sem gordura, estes biscoitos podem até ser dados a bebés desde os 6 meses de idade se optarem por aveia sem glúten. É uma boa sugestão de receita para fazerem com as crianças, eles vão adorar meter as mãos na massa!

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Gelados Fresquinhos e Saudáveis para o Verão

Não há dúvida nenhuma, com este calor um gelado sabe mesmo bem! Faço muitas vezes em casa gelados cremosos, à base de fruta (como este) mas desta vez os meus filhos pediram-me gelados fresquinhos (na verdade eles queriam Calipos 🙂 ). Rapidamente inventei uns gelados que (palavras deles!) ficaram fantásticos. Em vez de os encher de açúcar e corantes artificiais, dei-lhes sumo de fruta em versão gelado e eles ficaram super contentes. E o melhor, não deu trabalho nenhum a fazer. Tinha sumo natural de maçã no frigorífico, foi só encher as formas próprias para gelados, esperar algumas horas e já está! Tudo o que as crianças gostam pode ser adaptado a uma versão mais saudável, é só preciso um bocadinho de imaginação.

Claro que depois comecei a magicar e criei outros gelados para mim que também ficaram ótimos. Com chá vermelho de baunilha e alguns morangos, fiz mais uns “Ice Pops” super bonitos e saborosos. A repetir muitas vezes, sem dúvida!

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Gelados de Maçã (6 gelados)

– 5/6 Maçãs
– Água filtrada a gosto (se necessário)

1. Fazer o sumo de maçã na Slow Juicer ou usando uma centrifugadora. Juntar alguma água se gostarem do sumo mais líquido. Se optarem por um sumo comprado saltem este passo (neste caso escolham sumos 100% à base apenas de fruta e não de concentrado).
2. Colocar o sumo nos copinhos e levar ao congelador a solidificar umas 5-6 horas.
3. Na hora de tirar, passar as formas por água morna até o gelado descolar.

 

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Gelados de Chá Vermelho com Baunilha e Morango (6 gelados)

– 1 pacote de chá vermelho aromatizado com baunilha
– 12 morangos pequenos

1. Fazer o chá e deixar arrefecer (podem adoçar o chá ao vosso gosto com geleia de arroz ou agáve).
2. Lavar e cortar os morangos em pedacinhos pequenos.
3. Deitar o chá nos copinhos e levar ao congelador. Quando virem que os gelados estão a começar a solidificar deitar cerca de 2 morangos em cada copinho e deixar mais umas horas.
4. Na hora de tirar, passar as formas por água morna até o gelado descolar.

NOTA:  Estas formas de gelados encontram-se em qualquer hipermercado mas se não tiverem também podem fazer noutras formas compridas e quando os gelados começarem a solidificar espetam um pauzinho.

Hambúrgueres de Feijão e Cogumelos

“Humm, tão bom!” foi a fase dita pela minha filha, de 4 anos, das duas vezes que comeu estes hambúrgueres de feijão e cogumelos. Mesmo sendo um pouco seletiva com a comida, especialmente com os vegetais e os legumes, ela ficou deliciada com estes hambúrgueres. E compreende-se bem porquê, é que são mesmo saborosos! Por isso, mamãs e papás que me estão a ler, aqui têm mais uma ótima opção para as refeições dos vossos filhotes. Saudáveis, e muito nutritivos, estes hambúrgueres são muito fáceis de fazer e uma boa alternativa às fontes de proteína animal.

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Muffins de Pera e Cacau

Muitas peras a ficarem maduras resultaram nestes muffins inventados em segundos (já sabem que na minha cozinha é tudo muito bem aproveitado… ) E que bons que ficaram! Um lanche saboroso e super saudável para os miudos levarem para a escola.

Tão bons que só tive tempo de tirar 1 fotografia… desapareceram num instante. 🙂

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Experimentem e deliciem-se!

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Almôndegas de Lentilhas

Imaginem o cenário: 5ª feira ao final da tarde, frigorífico quase vazio e nada para o jantar. Precisava de alguma coisa rápida, por ser dia de semana e o tempo não ser muito. E lembrei-me de inventar estas almôndegas de lentillhas… Em meia hora tinha um jantar super saboroso, nutritivo e que os meus pequenotes adoraram.  E ainda dizem que é complicado comer bem…

Sabiam que este é o Ano Internacional das Leguminosas? Esta nomeação foi feita para promover a importância destes alimentos, cujo consumo tem vindo a diminuir nos últimos anos. Para inverter esta tendência a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) lançou a campanha Uma Porção de Leguminosas por Dia, de modo a voltarmos a consumir estes alimentos tão ricos nutricionalmente na dose recomendada (idealmente 4% da nossa alimentação, em vez dos atuais 0,6%).

Para mais informações sobre as leguminosas, vejam o e-book publicado pela APN Leguminosa a Leguminosa, encha o seu prato de saúde. Está bastante completo e tem dicas muito úteis.

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Bolinhos de Cenoura e Banana

Para o dia da Criança deixo-vos uns bolinhos que as minhas crianças adoraram… E a mãe, que ainda é um bocadinho criança, também! 🙂

As crianças são mesmo o melhor do mundo e merecem sempre o nosso melhor. E estes bolinhos são do melhor que há: muito saborosos, cheios de ingredientes saudáveis e tão fáceis de fazer…

Não podemos pedir mais, certo? Experimentem!

Feliz dia da Criança!!!

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