Slow Living

Não estou de férias nem nada que se pareça, como podem estar a pensar pelo título do post. 🙂
Pelo contrário, estas últimas semanas têm sido intensas e bastante preenchidas. O final das aulas dos miúdos, com as festas, apresentações e audições que lhe estão associadas, o aniversário da minha pequenita (e a festa com a criançada toda em casa), a preparação do meu workshop (que foi hoje de manhã), mais o trabalho que tem de ficar em ordem antes de ir realmente de férias.

Mesmo com todas estas coisas, tenho-me sentido bastante bem. Acho que percebi finalmente que consigo viver em modo “Slow Living” (ou viver devagar, se preferirem). Durante muito tempo achei que esta postura não era para mim. Como posso viver devagar e com calma se há tanto para fazer? Isso stressava-me… Felizmente acho que se deu um “click” em mim e tomei consciência de que o que interessa é o modo como encaramos as coisas. Não nos focarmos no quanto temos para fazer, apenas na forma como o fazemos. Que deve ser com consciência do momento presente, com entrega, intensidade e paixão. Observando mais, estando mais presente para os outros, cuidando mais e melhor de nós.

                                                                                                                                         As minhas manhãs “Slow Living”

Mas se o tempo não estica, como é isto possível? Com prioridades e organização. Tudo se resume em definir o que é, para nós, importante, e em organizarmo-nos para o cumprir. E eu decididamente estabeleci as minhas prioridades. Posso dizer que é libertadora a sensação de que “afinal consigo”. Até tenho acordado antes do despertador tocar, cheia de vontade de aproveitar o que a vida me reservou para esse dia. Claro que por vezes acontece voltar ao modo “minutos contados” (não vou mentir) mas tendo esta consciência, muito mas facilmente regresso ao ritmo mais “Slow“.

Vamos parar de viver no passado ou no futuro, em stress, só a pensar na lista infindável de coisas que deviam ter sido feitas ou que estão ainda por fazer? Apenas o presente conta e se vivermos para o momento, está tudo certo…

PS: Já fez 5 anos, a minha menina. Não consigo perceber como passou tão depressa… Ainda a consigo sentir bebé, ao meu colo… Ainda me lembro como se fosse ontem do 1º sorriso, da 1ª papa, do 1º dente, do 1º passo, da 1ª palavra. Agora está enorme! Linda, curiosa, malandra, esperta, perspicaz. É vaidosa e não podia ser mais menina, adora cor-de-rosa, brilhantes e vestidos. Tem uma personalidade forte, que só vê quem a conhece bem. É muito sensitiva, percebe logo quando estou nervosa, quando estou triste. Desafia-me constantemente para melhorar.  Obrigada princesa, por tudo!  ❤️❤️❤️

                                    A mãe babada tinha de pôr uma foto da sua bebé. 🙂 Com 6 meses, saudades…

Indian Potato Dish

Tinha prometido uma receita da minha viagem à India e já estava em falta… Ora foi desta! Consegui finalmente experimentar a receita que mais gostei enquanto lá estive. Chamam-lhe “Indian Potato Dish” e, apesar de eu não ser muito fã de batata, adorei a conjugação de sabores e a textura diferente que a batata tem neste prato, nem inteira nem em puré. Muito bom mesmo! Claro está que eu tinha de fazer alterações e usei uma mistura de batata com batata doce para uma refeição nutricionalmente mais rica. E ficou ainda melhor! Ou não fosse eu a maior viciada em batata doce do planeta… 🙂

A comida indiana é mesmo maravilhosa, quente, aromática, cheia de sabor… Confesso que quando regressei precisei de variar um pouco e estar algum tempo a pratos mais simples (apesar de tudo, não estamos habituados a tantos condimentos). Mas passou-me rápido e já tive de regressar aos pratos indianos para matar saudades.

Este prato é muito simples de fazer e torna-se num acompanhamento bem agradável e diferente. Os meus miúdos, que sempre torcem o nariz à batata cozida, comeram de bom grado.
Tanto pode ser servido morno como fica muito bom em versão salada fria de verão. Experimentem!

Em modo saudosista, deixo mais algumas fotos da minha maravilhosa viagem…

                                                                                                                                                                Desenho de rua

Esculturas Indianas

Auroville, cidade do Amanhecer. Ideia perfeita…

Miss you girls… 

Casa colorida

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Bolachas de Amêndoa e Coco

Eu era uma espécie de monstrinha das bolachas em criança… Adorava bolachas!!! Lembro-me de ter para aí uns 8 ou 9 anos e ir, em visita de estudo com a escola, à fábrica de bolachas da Nacional.  Vim de lá com um saco cheio de pacotes de bolachas, 1 de cada tipo que eles tinham na altura. E feliz da vida… Tão feliz que nunca mais me esqueci desse dia. 🙂

Ora a realidade mudou um pouco. Continuo a gostar (muito!) de bolachas mas tenho agora consciência dos erros cometidos na alimentação das crianças há uns anos atrás. As bolachas industriais não são de todo um alimento que eu deseje incluir na alimentação dos meus filhos numa base diária, não só pela quantidade de açúcar e aditivos que contêm mas também pela ausência de ingredientes que alimentem de verdade. Assim sendo, e tendo em casa dois pequenos monstros das bolachas (quem sai aos seus…), tenho que me safar de outra forma e fazer regularmente bolachinhas caseiras. Como normalmente o tempo é apertado, costumo inventar receitas rápidas, com poucos ingredientes, em que não precise de esticar com o rolo da massa. Estas bolachinhas foram a minha última invenção e saíram tão boas que foram devoradas num abrir e fechar de olhos. Até o M. que não é o maior apreciador de coco se rendeu ao seu sabor. E são mesmo fáceis de fazer: triturar, mexer, fazer bolinhas, achatar e já está! O forno termina o trabalho enquanto um cheirinho maravilhoso nos enche a casa de conforto.

Eu sei que estamos no verão mas bolachinhas destas são sempre bem-vindas, não é verdade? Experimentem!

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Workshop “Os Super Legumes”

O Happy Food Happy People vai estar no Espaço Imaginar para um workshop dedicado aos super-heróis da nossa saúde, os legumes.

Não há maneira dos miúdos gostarem de legumes? Já se esgotaram as ideias de como incluir os legumes na alimentação das crianças? Então venham participar neste workshop onde vamos conversar um bocadinho, partilhar opiniões, ouvir histórias, aprender receitas simples e saborosas com legumes e ajudar a prepará-las. Pais e filhos, em conjunto! No fim iremos provar as iguarias que prepararmos e os participantes levarão para casa um livrinho de receitas.

Nota: Aconselhado a crianças a partir dos 3 anos e suas famílias.

DATA: 9 de Julho, 10:15-12:30

LOCAL: Espaço Imaginar, Rua Doutor António Patrício Gouveia, nº8, Loja A, Oeiras

Para INSCRIÇÕES e mais INFORMAÇÕES, enviar email para:
maria.abreu.healthcoach@gmail.com

Salada de Couve Kale Massajada

Vou confessar uma coisa, sempre gostei de mexer nos alimentos com as mãos enquanto estou a cozinhar. Sinto que ao tocar diretamente nos alimentos lhes passo a minha energia e os torno, de certa forma, num bocadinho de mim. E acredito que esta energia é sentida por quem depois come o que preparei. Acho que a comida até vai “cair” melhor… 🙂

Ora quando aprendi esta técnica culinária no meu curso não podia ter ficado mais contente. Massajar os alimentos, que vos parece? Passei a aplicá-la muitas vezes com as couves, para fazer saladas como esta que vos trago hoje. Para além do benefício ligeiramente esotérico que referi em cima (que podem acreditar ou não), massajar uma couve tem também a vantagem de torná–la mais macia, menos fibrosa e mais facilmente digerível. E, a meu ver, bem mais saborosa… Sem cozinhar, a couve murcha, fica com uma textura mais suave mas com um sabor mais vivo. As minhas couves preferidas para aplicar esta “massagem” são a kale e a roxa.

Sabiam que a couve kale é um alimento maravilhoso? Rica em ferro (mais do que a carne), em cálcio (mais do que o leite) e em vitaminas A, C e K, a couve kale é um alimento com uma elevada densidade nutricional e que ajuda a fortalecer os ossos, estimular o sistema imunitário e equilibrar o sistema nervoso.Para além disso, tem ação antioxidante, anti-inflamatória e desintoxicante. O seu sabor não é tão acentuado como o da maioria das couves, pelo que é uma boa opção para quem não é muito adepto destes legumes. Pode ser consumida em saladas mas também em sumos, sob a forma de chips (mais uma perdição recente minha que vos tenho de contar num outro post!), salteada ou usada na sopa.

Hoje em dia já podem encontrar facilmente couve kale nos mercados biológicos, no Celeiro e até em muitos supermercados.

Podem fazer esta salada de kale massajada juntando os legumes que mais gostarem, fica sempre muito boa. Uma opção bem agradável e fresquinha para estes dias quentes…

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Pãezinhos de Mandioca e Chia

Descobri recentemente a mandioca… e como eu adoro descobrir alimentos novos!!! 🙂 .
Já usava produtos derivados da mandioca, como o polvilho e a tapioca, mas nunca me tinha lembrado de comprar mandioca e consumi-la assim, por si só. A mandioca é uma raíz rica em hidratos de carbono de absorção lenta, sendo por isso um alimento que fornece bastante energia, muito útil para desportistas ou em regimes de perda de peso (pois sacia bastante). Rica em vitamina B9 (ácido fólico), vitamina C, potássio e fibra, a mandioca é antioxidante, anti-inflamatória, ajuda na construção dos tecidos, protege o coração e a pele. E não tem glúten!!! Bem bom, portanto…

Ora experimentei a mandioca e estou fã! Tem um sabor adocicado agradável e é bastante versátil, podendo ser consumida cozida, assada, em puré ou usada na confeção de pães e bolos. É uma boa alternativa à batata doce.

Testei este novo alimento para fazer pão e gostei muito do resultado. Engraçado como já não me apetece assim tanto comer o pão tradicional (logo eu que era completamente viciada em pão!).  Desde que deixei o glúten e o fermento, satisfaço-me perfeitamente com estes pãezinhos caseiros, que me enchem verdadeiramente as medidas. De início parece que nada vai conseguir substituir o pão tradicional, mas sinceramente, agora já não quero outra coisa. O pão caseiro que faço, simples, sem fermentar, faz-me sentir mais leve e igualmente saciada. Também são muito bons os pães de fermentação natural e prolongada, como se fazia antigamente (sim, esse era o verdadeiro pão), mas ainda não me iniciei nessas técnicas. Quem sabe um dia… 🙂

Esta receita é muito simples, não deixem de experimentar.

Dicas para preparar a mandioca:

1. Com uma faca afiada cortar a mandioca ao meio e depois cortar cada uma das partes no sentido do comprimento.Pão
2. Retirar a casca e a fibra grossa do meio.
3. Colocar os pedaços de mandioca em água a ferver com uma pitada de sal e deixar cozer até que fique macia (cerca de 20 minutos).

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Salame Paleo

Os meus filhos adoram salame… Bom, quem não gosta, certo?! 🙂 E nesta semana, que é das crianças, quis dar-lhes esse miminho.

A receita de salame que eu costumava fazer levava bolachas e eu não tinha em casa nenhumas que o M. pudesse comer (ele é intolerante ao trigo). Então pus-me a pesquisar até que bati os olhos nesta receita. “Ora nem mais, é isto mesmo!”, pensei.

O que vos posso dizer… Ficou ÓTIMO!!! Eles deliraram e estão sempre a pedir mais. Quem diz que as crianças são esquisitas??? Sem glúten, sem açúcar e sem processados, esta é uma sobremesa muito simples de fazer e que fica super saborosa.

Que tal fazerem para as vossas crianças? Depois dizem-me se foi aprovado?

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Mindful Eating

Hoje em dia vivemos a um ritmo demasiado acelerado… Queremos fazer tudo para ontem, encaixar mil e uma coisas na nossa agenda e, como o tempo não estica, acabamos por tomar as refeições à pressa, muitas vezes de pé, a fazer outra coisa qualquer.

Não sou isenta de culpa, de vez em quando lá me acontece o mesmo, mas esforço-me para que seja mesmo só muito de vez em quando. Em primeiro lugar pelos efeitos negativos que isso traz para a saúde: problemas digestivos como úlceras e refluxo, má assimilação de nutrientes, obesidade, etc. A hormona da saciedade só é libertada no organismo 20 minutos depois do início da refeição, pelo que comer muito rápido não nos permite ter a sensação de que já estamos satisfeitos e acabamos por ingerir mais do que devíamos.

Por outro lado porque, para mim, comer é muito mais do que enfiar alimentos pela boca abaixo e saciar a fome. Gosto de encarar o ato de comer como uma atividade algo espiritual (que me perdoem os mais céticos nestas coisas 🙂 ). Porque, ao comer, alimento as minhas células, construo o meu ADN, estimulo os meus sentidos e de certa forma fico mais ligada a mim própria.

Por isso defendo o Mindful Eating (ou traduzido para a nossa língua, o Comer Consciente). Comer devagar, mastigando bem os alimentos, sentindo o seu cheiro, sabor, textura, pensando de onde vieram e que energia me vão transmitir. E agradecendo sempre, internamente, no início de cada refeição. Não é fácil ter sempre esta postura, sobretudo porque as refeições normalmente enquadram-se num contexto social e são partilhadas com outras pessoas (e ainda bem que assim é!). Mas tento reservar algumas refeições do dia para comer sozinha (normalmente o pequeno-almoço) e praticar o meu Mindful Eating. Desta forma, estas atitudes começam a estar enraizadas em mim e acabam por surgir espontâneamente noutras ocasiões, sem que tenha de fazer qualquer esforço. Durante o meu retiro na Índia fizémos um dia de silêncio, nunca tinha experimentado e foi maravilhoso. Foi uma excelente altura para consolidar o Mindful Eating, já que não podíamos mesmo falar. 🙂

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40 e um Bolo de Cenoura

Diz o calendário que hoje estou de Parabéns… 🙂 E que já vão 40 anos desde o dia em que nasci.

E eu estou feliz… Porque gosto de fazer anos, porque gosto de recomeços. E sinto que a entrada nos “entas” é um recomeço que vai trazer muitas mudanças positivas na minha vida. Não tenho medo da idade nem de envelhecer, desde que o faça com qualidade. E sei que isso depende muito do estilo de vida, das minhas emoções, da forma como alimento o corpo e a mente. Quero envelhecer bem, aceitando verdadeiramente cada coisa que me acontece. Porque envelhecer faz parte da vida… Só tenho de agradecer, aos meus pais e ao universo, pela oportunidade que me deram para estar aqui e ter esta experiência maravilhosa.

Em jeito de comemoração, deixo-vos um bolo muito simples que fiz para este dia especial. Abri o livro da Ella Woodward (“As Delícias de Ella”) e dei de caras com um bolo de cenoura com uma aspeto fantástico. Adoro bolos de cenoura e este, que junta ananás, cobertura de caramelo de banana e não usa fermento, aguçou-me a curiosidade. Fiz um bolo grande hoje para o lanche (que ainda não abri) e um pequenino – só para mim! – que foi devorado ontem. E que bom que ficou… (já não preciso de dizer que não tem glúten nem açúcar e que é saudável, certo?) 🙂

 

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Puré de Abóbora Hokkaido com Laranja e Gengibre

Decididamente os homens não foram feitos para andarem às compras… 🙂  Pedi ao homem da casa para me ir comprar abóbora fatiada ao Celeiro. Chegou com uma abóbora hokkaido enorme que custou os olhos da cara. “Ah, não havia da outra, trouxe esta…” Levou um raspanete, claro! Mas depois até lhe agradeci porque nem sempre compro abóbora hokkaido, por não ser muito acessível, e assim fui “obrigada” a inventar alguns pratos com este pequena maravilha. Adoro mesmo abóbora hokkaido, tem um sabor mais suave e doce do que a comum abóbora menina que costumamos usar para a sopa. É um alimento muito usado na cozinha macrobiótica pelas suas excelentes propriedades nutritivas, sendo rico em vitaminas A e B9, pró-vitamina A (caroteno), aminoácidos, zinco e outros minerais.

Esta foi uma das iguarias que fiz, um puré de abóbora hokkaido com laranja e gengibre. Qualquer palavra que use para descrever este puré não lhe faz o devido jus, ficou tão mas tão bom… É um acompanhamento excelente, diferente e muito saudável. Eu fiquei mega fã!

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