Arroz de Vegetais e Alga Arame

Para além de ter uma costela alentejana, que me faz adorar pão, acho que devo ter também qualquer costela asiática porque decididamente adoro arroz. De qualquer tipo, cozinhado de qualquer forma, simples ou misturado com outros ingredientes.

Quando descobri o arroz integral, ainda nos tempos de faculdade quando ia à cantina macrobiótica do ISCTE, fiquei viciada mas as minhas tentativas de reproduzir o mesmo em casa nunca tiveram muito sucesso (o arroz ou ficava mal cozido ou empapado). Só há bem pouco tempo é que percebi que a Bimby me podia ajudar muito nesta tarefa. Consigo fazer um arroz integral muito saboroso, no ponto (ver receita aqui). Desde então que tenho sempre arroz integral guardado em caixinhas, no congelador, as quais vou usando à medida que me apetece.

E numa dessas vezes apeteceu-me inventar um arroz de algas. Que estranho, devem estar a pensar… As algas podem não ser vistas por muita gente como um alimento mas já são consumidas pela cultura oriental há muito tempo. E são MUITO saudáveis!

Aqui ficam os principais benefícios das algas na alimentação:

– São ricas em minerais como cálcio, magnésio, ferro, fósforo e oligoelementos como iodo, silício, zinco, manganésio, cobre e selénio.
– São fontes de vitaminas B1, B2, E e niacina, contendo todos os aminoácidos essenciais e 9 aminoácidos não essenciais.
– São ricas em fibras e proteína.
– São saciantes, sendo muito úteis em dietas de emagrecimento.
– Ativam o funcionamento intestinal, limpam o organismo de toxinas e ajudam a diminuir o colesterol.
– Fortalecem os ossos, cabelos e unhas.
– Eliminam fungos do organismo.

Há algas de vários tipos, que podem ser usadas em diversas preparações culinárias. Estas são as minhas prediletas:

Kombu: Para cozinhar com as leguminosas (aumenta a sua digestibilidade) e na sopa (aumenta o teor de minerais)
Arame: Nos pratos de arroz e vegetais
Ágar-Ágar: Para fazer gelatinas, doces, iogurtes e espessar molhos (atua como solidificante)

Mas a variedade não acaba por ai. Há ainda outros tipos de algas como wakame, hijiki ou nori (usada no sushi)… Podem fazer uma visita atenta ao supermercado e de certeza que vão encontrar (atualmente já existe à venda em qualquer supermercado, na zona de produtos saudáveis).

As algas são muito fáceis de usar, basta ficarem de molho cerca de 10 minutos e depois podem ser cozinhadas normalmente com os restantes alimentos.

Apenas umas nota, o consumo de algas em excesso é contra-indicado para quem sofre de hipertensão (por terem um elevado teor de sódio) e hipertiroidismo.

Bom, mas voltemos a este arroz. Só posso dizer que ficou maravilhoso! E foi tão fácil de fazer… Bastaram alguns minutos para ter uma refeição saciante, deliciosa e muito saudável. E ainda dizem que comer bem é complicado… 🙂  Experimentem e digam-me o que acharam.

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Arroz de Vegetais e Alga Arame (2 pessoas)

– arroz integral já cozido (quantidade para 2 pessoas)
– 1 dente de alho picado
– 1 chav. de legumes variados (usei alho francês, brócolos e couve-flor, que tinha congelados)
– 1 punhado de alga arame
– 1 cenoura ralada
– 2 colh. de sopa de polpa de tomate
– cominhos, caril e gengibre em pó a gosto
– azeite e sal rosa qb
– cebolinho picado

1. Colocar a alga numa taça e cobrir com água. Deixar a demolhar cerca de 10 minutos.
2. Numa frigideira alourar o alho no azeite.
2. Juntar os legumes, tapar e deixar cozinhar entre 5-7 minutos.
3. Juntar a cenoura, mexer e deixar mais 2 minutos.
4. Juntar a alga demolhada e mexer novamente. Temperar com sal e juntar os cominhos, o gengibre, o caril e a polpa de tomate. Envolver bem e voltar a tapar, deixando cozinhar cerca de 10 minutos.
5. Acrescentar o arroz cozido, envolver bem para os sabores se misturarem, deixando mais uns minutos.
6. Retirar o arroz do lume, polvilhar com o cebolinho e servir de imediato.

  • Fui ver o post do arroz e fiquei convencida, acho que qualquer dia vou experimentar naminha Yammi! Já está na hora de atinar com o arroz integral 🙂 Esta versão com algas agradou-me, deve ser muito boa 😀

    • Maria

      Experimenta, é mesmo bom. E ainda por cima, faz-nos tão bem… 🙂